Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Se você pode ver o que está além do horizonte: não conte aos avestruzes! Embora possuam asas, eles não sabem voar...
Hey moço bonito
Você não precisa disso
Aonde quer chegar?
Será mesmo que esse é o seu lugar?
A cada vez que você foge
Sua mente alucina
Se mata aos poucos
Se engana nessa sina
Deixe o velho para trás
Para que se apegar a tanta dor?
A ferida ainda sangra
Porque você está sem amor
Só volte ao passado
Se for para resgatar aquela criança
Aquela que sorria
Que se apegava a alegria
Se você deixar morrer o vício
Do veneno ao ar
Eu te mostro um novo mundo
Eu te faço até voar
Éh! Eu te faço até voar
Eu roubo a tua dor
Num abraço apertado
Eu transmito o meu amor
O meu amor não tem preço
O meu amor tem valor
Ele vale a tua alegria
Ele vale o teu sorriso sem dor
[30/11/2013]
Hoje tenho cheiro de liberdade,liberdade não sou mas só o cheiro me agrada e me assusta, me sinto como um passarinho de cativeiro com asas para voar mas medo de sobrevoar e ser decepcionado la fora.
É tão fácil falar:
Meu papagaio fala também, mas não pensa, porque se ele pensasse já tinha voado pra bem longe de mim.
O amor se perdeu.
Entrou numa via de mão única e não mais voltou.
Onde está o amor quando não aceitas como ela é e tentas mudá-la e refazê-la?
A propósito, por quem terias tu se apaixonado? Por suas imperfeições perfeitas ou por quem imaginastes que poderia ser?
Optas por deixá-la presa em uma gaiola. Esqueceu-se de suas lindas asas e o seus exuberantes movimentos quando ainda voava?
Ela perdeu seu canto e encanto, quando a colocaste naquele canto contra a parede dizendo quem deveria ser, ao seu cego ver.
BH
Quem é você?
Elá é livre, menina solta, liberdade, um passarinho que não vive em gaiolas, que ama, que voa mas sempre volta, por que amar quem voa é assim, quanto mais liberdade pra viver, pensar e agir, menos ela vai querer voar pra longe, por que ela sempre vai voar muito alto e longe, mas sempre vai voltar.
Não importa quão temporal seja o seu dia. Respire, siga em frente, lembre-se que acima das nuvens negras sempre haverá um céu azul e o medo de cair jamais deverá ser maior que o desejo de voar e alcançar o infinito.
Para que guardar no seu íntimo a mágoa e o amargor de algo que você não foi o responsável? Isso lhe torna pesado. Perdoe. Esvazie-se, torne-se leve e equilibrado para voar cada vez mais alto na jornada de sua vida.
Tenho urgencia no aprender... tenho urgencia em realizar... tenho pressa em viver... Não quero perder um minuto se quer. Só eu sei o quão profunda é minha vontade de crescer. Só eu sei os sonhos que guardei e de quanto abdiquei. Tenho urgencia... Tenho urgencia... de liberdade, de sonhar, de voar...
Criar raízes não é meu objetivo. Minhas asas não cabem dentro de um espaço, hora bolas, necessito de voar, e algum dia, brevemente, poderei posar em algum lugar.
Sinto saudades do que vivi, do que ainda não vivi e do que jamais irei viver.
Sinto saudades das despedidas, de quando parti, de quando deixei ir e de quando me permitiram partir.
Já voei quando no fundo queria estar aninhada, e já deixei de voar ficando onde não gostaria de estar.
Não me arrependo de nada!
Guardo apenas minha caixinha transbordante com todos meus pedaços que hoje, são partes de mim.
Ansiedade veio mais uma vez, preciso tomar cuidado para não transbordar, cuidado com as pessoas em minha volta, cuidado para não derramar nenhuma lágrima, cuidado com as pessoas, elas podem ser tão doces mas também tão amargas.
A lágrimas escorrendo no rosto de pessoas que se prenderam em uma gaiola com medo de voar, acho que no fundo sou assim, digo que a vida é só uma e temos que viver sem nos importamos com as coisas em volta, mas nem eu acredito nisso, é difícil de entender.
Não sei o problema em ser quem quero ser, mas sei que me julgariam, sei que não sou o suficiente mas também não quero ser, eu realmente não quero me prender em seus objetivos, eu realmente não me importo mais, deixe-me voar.
NA CORDA BAMBA DA VIDA
Seu olhar já não é mais o mesmo. Hoje ofuscado pelas mazelas da vida, perdeu aquele brilho que resplandecia a inocência; aquela alegria que antes não era reconhecida, mas que agora, depois de estar diante da infelicidade e da insignificância de tudo, aparece como uma nostalgia magnífica desperdiçada.
O pior de tudo é saber que mudou tanto de uns tempos pra cá, e não foi para melhor. Já não vive, simplesmente existe. Quase que está apenas cumprindo tabela. Mas como seria bom se fosse mesmo uma tabela. Daria para avaliar melhor os riscos, riscar do roteiro dos erros as coisas que te tornavam piores do que já era, mas que já fazia, sem perceber, parte de si, do seu caráter, daquilo que se tornou... ou quem sabe sempre foi.
Parou de culpar seu passado; a falta de oportunidade; o tempo perdido; as pessoas; os amores não correspondidos; as decepções, que não foram poucas... e reconheceu que o problema estava onde menos imaginava: Dentro de si. Nos seus pensamentos maliciosos, na sua perspicácia em fazer o que é proibido, de desejar o que não é lícito.
E existia, numa busca incessante de descobrir-se; ser; encontrar, já não sabe o que; mas tudo que consegue é perder-se mais... Procurando o que não mais existe, ou quem sabe nunca existiu; tentando achar uma razão, uma explicação, ou talvez mais uma ilusão. Até porque é de ilusão que sempre viveu; isso sempre o alimentava, o fortalecia, mantinha suas chamas acesas. Mas agora, tudo se apaga, tudo inexiste, tudo perdeu sentido. Provavelmente porque aprendeu a enxergar a malícia da vida, a malícia que vem das bocas, dos olhares, dos toques, e já não mais se deixa confundir.
E assim vai caminhando, seguindo, em direção à algum lugar, talvez ao início, ou ao fim, talvez à vida, mas quem sabe à morte. Mas se nessa insistência não conseguir andar na corda bamba da vida, quem sabe um dia aprenda a voar.
Chega um determinado momento na vida em que não basta sonhar. Chega um determinado momento em que é inútil planejar. Um determinado momento em que é estupidez falar de sonhos e seguir rendido à uma realidade na qual odiamos.
A gaiola esta aberta, sempre esteve! Nos mantemos prisioneiros do medo de voar, e do medo de perder coisas desnecessárias.
Chega um determinado momento em que você percebe que quase não sente o ar que respira, não sente a própria alma dentro de sí.
E as coisas comuns são insuficientes, o que antes era prazeroso, já não surte efeito.
E você sai por aí em busca de diversão pra suprir a falta de felicidade. Mas ao chegar em casa, você senta, e sente a solidão devorando cada pedaço de sí.
Sente o nó na garganta, e bebe alguma coisa. Sente a falta de algo que o mundo comum não proporciona. Digo "comum", não simples. Porque o mundo, mesmo com suas complexidades, ele é comum. O incomum, o surpreendente, o que realmente nos faz viver e ser feliz esta nas coisas mais simples.
Então, chega o momento.
E cabe ao engaiolado pássaro infeliz tomar a iniciativa de enfim voar.
Eu não quero ser bonito, eu quero ser forte, que apesar de todo o meu mundo se desmoronar, saiba encontrar em mim a força para seguir em frente, quero chamar a atenção por ser extrovertido, simpático, quero que me sigam por ser um bom líder, que se lembrem de mim por ser divertido, por ser independente, e saber deixar voar, que quando eu me for, lembrem-se de tudo o que disse, de todo o bem que já fiz enquanto vivo, da minha forma de me viver, não por ser bonito ou não, mas por ser eu mesmo. Que pensem em mim, porque nunca me guardei as coisas, sempre defendi minhas idéias, meus valores, minha integridade. Que apesar das vezes que caí, sempre encontrei uma forma de voltar a tomar o voo. Porque eu também já procurei apenas a beleza, sabendo que esta eventualmente murcharia, e embora me atraiu sempre, aprendi que a beleza das pessoas não reside em ter o melhor sorriso, o melhor corpo. É o tudo que nos compõe, em cada parte no qual estamos orgulhosos de nós mesmos, no esforço, e até mesmo nas imperfeições.
Voa menina! Voa! E não deixem que aprisionem seus sonhos! Voa bem alto no céu, onde o infinito é o seu lugar. Onde tudo se torna possível de realizar!
