Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Bendita é a alma que não se demora na queda, mas usa os fragmentos do chão para pavimentar o próprio retorno.

A águia domina as alturas; mas quando desce às migalhas do chão, esquece que tem asas. Isso não é sobre águias.

Sapé não é apenas cidade
é lembrança acesa.
É chão que guarda passos,
vozes, e feridas que ensinaram a resistir.

Entre engenhos e rios,
o tempo moldou o rosto do povo.
De mãos calejadas, eles escreveram história
com enxadas, com sonhos, com sangue.

Aqui tombou João Pedro Teixeira,
não como quem cai,
mas como quem planta.
Sua morte fez nascer o que o medo não podia deter.

Elizabeth, firme como a terra após a chuva,
carregou o nome, a causa,
e o peso de uma nação nas costas.
Ela não fugiu, floresceu na coragem.

E entre as ruas antigas,
ecoam versos de Augusto dos Anjos,
poeta que fez da dor sua morada,
e da palavra, uma cicatriz eterna.

Sapé é também vitória e renascimento.
No grito do torcedor do Confiança,
há algo do mesmo povo das ligas:
orgulho, suor, pertencimento.

Cem anos depois,
Sapé segue de pé.
Não como lembrança morta,
mas como coração pulsando
entre a fé, a luta e o futuro.

Porque Sapé é isso:
um nome que resiste,
um povo que não esquece,
uma história que sempre respira.

Quem tenta apagar o brilho do outro acaba no escuro. Você não perdeu o chão, você ganhou o horizonte. A cura é um processo lento, mas é o único caminho que garante que o seu próximo destino seja feito de luz, e não de sombras do passado
Elfo_Maia

Sobre Amor


Amor não era apenas fogo,
Era também janela aberta, chão de jogo.
Era a brisa que entra e não se explica,
Era cama, lençol, poesia que fica.


Nos cantos da casa ecoavam risos,
Nos tapetes da vida, sonhos indecisos.
Era o café que espera pela manhã,
Era a mão que acalma, não só a chama vã.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




Não era tempestade, nem relâmpago que corta,
Era música suave, chuva que importa.
As janelas rangiam como livros antigos,
Histórias guardadas em sorrisos e perigos.


Era o silêncio que fala, e a noite que escuta,
Era fogo que ilumina, mas também a escuta.
No relógio da vida, marcava lento o tempo,
Era lar em cada gesto, era amor em movimento.


Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




E se o mundo lá fora insiste em ruir,
Dentro de nós, a chama não deixa sumir.
Entre livros, lençóis e acordes de violão,
Amor é abrigo, é casa, é coração.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.

Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.

A verdadeira resiliência não é parar de sentir, mas aprender a caminhar com o chão ainda úmido das lágrimas.

Ainda que a luz se recuse a tocar o chão, há um rastro que a memória insiste em manter. Não me refiro ao toque, à palavra, ao perdão, mas ao contorno que a ausência deixa em você. O espaço que a água preenche é o mesmo que define o vaso, e o que se perde é apenas a medida do achado. Há encontros que não têm nome nem rosto, e são o silêncio que me deixou falado. Eu procuro no eco a prova de que não sumiu. E o ar que respiro não seria o mesmo, se a essência da sua passagem não tivesse ensinado o meu eu a ser extremo.

O fracasso não é cair, mas recusar-se a usar o chão como trampolim. Toda queda é uma aula gratuita sobre estabilidade.

Perdão não é gesto fácil: é levantar a cadeira do chão e colocar de volta. É reconhecimento, trabalho suado, uma paciência que dói. Quando perdoo, não apago cicatrizes, aprendo o ofício de conviver
com elas, transformo o passado em instrução
e não em cela.

Não seja amigo daqueles que te tomaram a escada e te jogaram no chão, fuja.

O diamante não deixa de ser diamante só porque está no chão.

Deitei meu cansaço no chão do tempo,
onde o outono levou o que já não era vida.
Cada folha caída contava um pedaço meu,
histórias que o vento não quis mais guardar.
Helaine Machado

⁠Eu só faço aquilo que você não consegue. Você bate e eles levantam, eu bato e eles ficam no chão. Eu garanto que eles não retornem e tenho muito orgulho disso.

Não se julga quem
está no chão

O Preço da Travessia
O amor é um convite ao abismo,
um passo no escuro onde o chão não se vê.
O medo é o muro, o cinza mecanismo,
a trava na porta que impede o "você".

É o risco de ser, por inteiro, espelho,
de dar ao outro a chave do que guardei no fundo.
É ver o castelo, por mais que ele seja belo,
correr o perigo de se tornar pó, num segundo.

Quem teme a entrega, prefere a margem,
onde a água é mansa e o sol sempre brilha.
Mas a vida se perde em tanta paisagem,
se a gente não entra na própria trilha.

Amar é ceder o controle da maré,
deixar que o outro navegue o que é meu.
E o medo que sinto, de pé, quase em fé,
é o preço que pago por ser quem sou eu.

É o medo de, enfim, ser compreendido,
e, no fim da viagem, não ser mais um perdido

Sem Disfarce.

Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.

Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.

Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.

Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.

O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.

Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.

Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.

Eu não sei andar de chinelo
Não sei andar de chinelo
Vou arrastando no chão
Não sei andar de chinelo
Ando rebolando
não sei andar de chinelo
Ando de tamaco
não sei andar de chinelos
Vou descendo ate o chão
Me deve mil e quientos me pague mil e seiscentos
Eu não sei andar de chinelo e nem de tamanco ando rebolando me pague mil e setecentos...
Não sei amdar de chinelos.

O mundo anda invisível
Por isso é preciso cuidado
Ao pisar no chão
Não se sabe qual coração está lá
A vida ainda é proibida
Aos que desistem
Antes de tentar
Um milhão de vezes
Por mais humilhante que seja
A verdade é inatingível
Quando simplesmente se vive no mundo
Enquanto alguém o carrega
A vida anda brava
Com quem acredita ser a humildade
Somente palavra bonita
Assim o tempo passa
E o vento leva
A todo aquele que tanto pergunta
Onde está
A verdade
Que pretensamente
Pensa que esconde
.
Edson Ricardo Paiva.

A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.