Se Fosse Só Sentir Saudade
Se a Partida dos que amamos não fosse tão Dolorosa, talvez quiséssemos fazer baderna no céu.
Talvez quiséssemos habitá-lo antes do Tempo de Deus — e sem ao menos nos dar ao trabalho de construí-lo.
Mas a dor existe — e não por crueldade.
Ela é o limite que nos ensina reverência.
É o peso que desacelera a alma para que ela atravesse o mistério com humildade, não com euforia inconsequente.
A Saudade, o Choro e o Silêncio que ficam nos que permanecem, são parte desse rito.
A morte não é um convite à festa, é um chamado ao recolhimento.
Se fosse fácil demais, talvez banalizássemos o Sagrado, transformando o eterno em continuação do ruído que fazemos por aqui.
A dor nos lembra que a passagem é muito séria, que algo imenso está acontecendo.
Ela organiza o caos interior, cala a pressa e quebra o orgulho.
Ensina que não se entra no céu como quem invade um lugar, mas como quem é recebido — desarmado, despido de excessos, sem baderna, sem aplausos.
Talvez seja por isso que dói tanto: para a Eternidade começar em profundo e reflexivo silêncio.
Não fosse a ideia tão medonha de pejorativar, talvez feminilizar fosse a maneira mais carinhosa e poética de elogiar alguém.
Mas a linguagem, como espelho imperfeito da sociedade, carrega em si os vícios de quem a molda.
O que poderia ser sinônimo de sensibilidade, delicadeza, intuição e força silenciosa acabou sendo distorcido, reduzido a uma tentativa de diminuir, de enfraquecer e de ferir.
Como se o feminino fosse, por si só, algo menor — quando, na verdade, é origem, é sustento, é reinvenção constante.
Feminilizar alguém, em sua essência mais pura, poderia ser reconhecer sua capacidade de sentir o mundo para muito além da superfície.
Seria destacar a habilidade de acolher, de perceber nuances, de transformar dureza em cuidado e caos em significado.
Seria elogiar a coragem de ser vulnerável em um mundo que confunde rigidez com força.
Mas vivemos tempos em que o elogio é frequentemente travestido de ataque, e o que deveria ser exaltação vira ofensa.
Não porque as palavras sejam ruins, mas porque os valores por trás delas ainda estão desalinhados.
A sociedade que teme o feminino — seja em corpos, gestos ou ideias — é a mesma que ainda não aprendeu a lidar com sua própria complexidade.
Talvez o problema nunca tenha sido feminilizar, mas o medo profundo de reconhecer o valor daquilo que foi historicamente silenciado.
Porque, no fundo, elogiar alguém aproximando-o do feminino exigiria admitir que há beleza naquilo que insistiram em chamar de fraqueza.
E isso, para muitos, infelizmente ainda é revolucionário demais.
.. Desejar que eu fique bem é uma coisa,
outra coisa é ver isso acontecendo. Não queria que fosse, mas me parece que vai ser sem você. É uma pena amor, é realmente uma pena..
Um homem não nasce vencedor, se assim fosse, todos seriam. Um vencedor se constrói ao longo do tempo, tendo a derrota como a principal matéria-prima.
Vamos aproveitar nosso final de semana vivendo cada momento como se fosse o último e conquistar a FELICIDADE.
A felicidade é movimento, está em cada momento, é você quem faz.
O mesmo vento que leva é o vento que traz.
Queria que minha vida fosse como um jogo de computador. Se tomar a decisão errada, perco uma vida. Se tomar a decisão certa, ganho pontos.
As maiores e melhores mentes nunca plagiaram. Nem que fosse de suma importância, em hipótese alguma deixaram se levar pela forma mais simples de ser idiota.
"Tudo tem um começo, e todo começo tem um fim. É como se tudo fosse alugado, Nada do que tu tens te pertence; vem... fica. E logo em seguida, vai embora..."
Se fosse dono do tempo
Seu eu pudesse parar o tempo, o pararia toda vez que estivesse contigo. Ficaria feito estátua observando cada um de seus movimentos, fixaria os meus olhos aos teus, mergulhando nas suas pupilas negras, atento a cada piscar que você desce.
Pararia o mundo cada vez que você dissesse que o momento estivesse perfeito, prolongando sua alegria, vendo-te sempre feliz.
Aceleraria as horas quando estivéssemos distantes, fazendo o tempo correr mais rápido, evitando sentir o vazio que me causas quando não estas por perto.
Congelaria o tempo, no momento do beijo perfeito, profundo e intenso, daqueles que se perde o fôlego, para assim poder sentir cada centímetro de seus lábios, invadir delicadamente sua boca com minha língua roçando cada centímetro de sua composição.
Pularia todos seus momentos ruins, enfermidades e tristezas para não te ver infeliz, e fazer também com que eu sempre fique contente, pois minha felicidade está completamente ligada a sua.
Pausaria todas as ocasiões ao teu lado, grudados, colados para poder eternizar os instantes junto a ti.
Já ofereci o Mundo a quem eu achei que fosse o meu Mundo, o olhar dela brilhava, porém escondia um penhasco atras do coração. Já dei flores a quem eu achei que fosse meu jardim, que me seduziu pelo cheiro, porém os espinhos eram invisíveis, cegaram minha razão e a inocência e chegaram em meu coração sem eu perceber. Já dei versos a quem eu achei que fosse minha poesia, que de sorrisos amarelos que retratavam o sol no meu olhar, abria sempre o tempo da minha inspiração, porém, o céu da boca era nublado e sempre chovia palavras vazias.
Nesses últimos meses eu me decepcionei com tanta gente que eu admirava, fosse pelo que falava, escrevia... na mesma medida que passei a admirar algumas pessoas só pelo fato de ficarem caladas.
Acho que se eu fosse um cachorro e fizesse minhas necessidades no meio da rua,seria menos vergonhoso do que fazer parte da raça humana que tem atitudes tão medíocres,como a falsidade,a mentira,a inveja,e falta do que fazer.
A vinda da internet ao mundo pode ter sido uma boa coisa. Mas acho que se não fosse ela, a música de hoje teria mais qualidade.
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- Saudade Pablo Neruda
