Se for Triste Carlos Drummond
Para que você e eu pudéssemos existir, o sopro da vida precisou ser transmitido de geração em geração, desde os primeiros seres vivos até nós. Um fio de prata jamais rompido que nos liga às primeiras formas de vida, aos precursores dos precursores dos humanos mais remotos. Procuro lembrar-me disso sempre que, por uma dessas muitas chateações do cotidiano, fico propenso a pensar que a vida é banal.
Não confie em quem fica falando incessantemente o nome de deus, quando em mandamentos, diz para não falar o nome vão, mas fazer e mostrar com ações e atitudes.
Porém o óbvio em qualquer situação está mostrando sua INEXISTÊNCIA visível em todos os lugares. Por isso que não pode ser visto e nem ouvido, de jeito nenhum.
Se fazem isso desrespeitando o próprio deus. O que não fariam comigo ou com outros meros mortais?
“EMPRESTAR OU AJUDAR
Ajudar
não significa
Emprestar.
A ajuda é um ato humanitário que não se cobra e não se espera retorno.
Emprestimo é uma operação Comercial e não deve ser correlacionado com
Ajuda.”
Não é só por acréscimo, mas também por subtração que a experiência nos lapida. Depois de uma certa idade, somos tão somente o que somos. Não negociamos no mercado futuro.
Deve haver um lugar reservado no Inferno àqueles que, tendo nas mãos o fogo sagrado do jornalismo, dele se valem apenas para ganhar dinheiro, entreter as pessoas e mantê-las alheias às verdades que precisam conhecer.
Vale ter por perto
quem nos provoca
o brilho nos olhos,
o sorriso no rosto
e a leveza
nas expressões e sentimentos.
Embora sejam sinônimos em certo sentido, existe uma diferença substancial entre lealdade e fidelidade. A lealdade é espontânea e vem do coração. A fidelidade, nem sempre: pode ser apenas um subproduto de convenções, imposições ou conveniências. Entre uma pessoa leal e uma fiel, vou sempre preferir a leal.
Estamos numa jornada rumo ao fim e podemos crer que seja uma volta para casa, por isso não faz sentido destruir, ferir ou odiar, quando se pode criar, curar e amar.
Sou ESPIRITUALISTA nunca deixei de ser e dizer. E otipo de Ateismo que Acredito, é o que me libertou de sentimentos que nunca tive e não conseguiria viver ou carregar, porque são lixos de humanos com ESPIRITUALIDADE pequena.
“A RESPOSTA DE DEUS
Onde tu estás Senhor?
Só vejo as minhas pegadas na areia.
Não te desesperes meu filho!
Estas pegadas são minhas.
Tu estás sobre os meus
ombros.”
Quase terminando, escrevo agora sobre o contrário da maldita gula, que e entre outros, tem como antônimo a moderação, a parcimônia e se quiser ser radical, o ato de jejuar.
Creio que o termo moderação é bem adequado para definir o contrário dessa voracidade de comer.
Assim como a desnutrição, o sobrepeso é um problema de saúde pública mundial, mas existe um problema maior ainda em relação à gula, a obesidade mórbida.
Minha esposa, gosta de assistir um programa de fatos verídicos (um reality show do canal Discovery Home & Health), aqui chamado de Kilos Mortais.
No início eu reclamava de ver os capítulos, mas depois de ver tantos, já não reclamo e entendo melhor o problema que essas pessoas sofrem.
É assustador assistir a situação de alguém que não consegue mais levantar da cama, com 300 kg ou mais, e ainda,
enxergar todo o envolvimento dos familiares, que não sabem o que fazer para ajudar ou resolver. Em alguns capítulos, a coisa chega às raias da loucura, as pessoas que estão envolvidas com o problema, ajudam aquele ser humano a engordar mais ainda, afinal de contas, são eles que levam a comida para a cama onde essa pessoa imensa, depois de tanto comer, espera a hora de sua morte, impressiona demais.
Uma coisa é certa, quem está envolvido com esse ser, acaba sofrendo algum distúrbio psicológico, e junto com ele, entram em "parafuso" emocional. Tem que ter muita estrutura para sair desse círculo vicioso.
Enfim, é um programa muito deprimente. Tudo começa pela falta de moderação, inicia-se então um ciclo vicioso (comer também é um vício), comem para se satisfazer e acabar com alguma angústia, e a medida que não se sentem satisfeitos, comem mais para tentar acabar com aquela ânsia da falta de satisfação.
Há pouco tempo, uma colega de trabalho me disse: "acho que todo mundo tem um vício qualquer".
Concordo plenamente, tem vício para tudo quanto é lado, vício em trabalhar, em não trabalhar, em malhar, em sedentarismo, em bebida alcoólica, em cigarro, em drogas, enfim, a lista é estensa.
Tem um ditado que diz: "tudo em excesso faz mal", então ser moderado em tudo é importantíssimo.
Extrapolo isso para todo os pecados capitais.
Ser moderadamente irado, lhe aproxima da paciência, ser moderadamente soberbo, vai abrir o caminho para sua humildade e assim por diante..
Só não tem como ser moderadamente avarento, se a pessoa é mão fechada não tem como ser menos "pão duro", mas isso fica para o próximo texto enfadonho do contrário dos sete pecados capitais.
Antes de terminar, faço uma ressalva para o ato de jejuar.
Quando jovem jejuei algumas vezes, achava e acho um ato penitencial fantástico, sentir no corpo o que tantas pessoas sentem nesse mundo tão desigual. Está na hora de voltar a fazer isso de vez em quando. Acho que vou jejuar amanhã!
E tenho dito...
O contrário da luxúria: a castidade.
Hoje dia é um atributo raríssimo.
Na realidade não vejo a castidade como uma qualidade e sim aceitação social.
Vejam bem, não estou querendo enaltecer a pessoa que troca de namorado(a) como quem troca de roupa, como dizem os solteiros(as), o "ficante". Temos que saber separar as etapas da vida, se bem que isso não é regra absoluta, mas ajuda.
Não sabemos disso na adolescência, mas a família tem que orientar. Se uma pessoa começa namorar muito cedo e não tem experiências com outros parceiros, casando jovem, tende a queimar uma etapa, o contrário também se aplica, ou seja, se a criatura fica trocando demais de parceiros sem conseguir amadurecer um relacionamento para casar, acaba ficando para "tio Sukita" ou titia.
Mas, no frigir dos ovos, entendo que em função da consciência humana, somos todos muito obscenos. Os seres irracionais somente se preocupam em procriar, trocando de parceiros como quem troca um prato de comida, não se importam com a beleza, que embora não tenha padrão, tem um parâmetro social. E aí está o centro da questão, o que é libertinagem para a sociedade X pode ser visto como pureza para sociedade Y. Acho até, que em função de tanta estratificação, dentro da mesma sociedade vamos ter uma muitas divergências sobre o que é ser recatado(a). Sinceramente, no meu modo de ver, é a pecado capital mais sensível e por ser um assunto sujeito à "chuvas e trovoadas" não tenho uma opinião muito forte sobre o tema. Sei que o nosso mundo muda cada vez mais rápido e o que ontem era depravação, hoje é visto como normal. E tenho dito.
Homenagem ao meu amor Veronica Bockorny, que pacientemente corrige meu português ruim, obrigado meu docinho de coco.
Atualmente, vivemos em um mundo onde até os tais "dias melhores" devem ser manipulados e não aguardados.
O índice de sucesso de uma pessoa é medido pela capacidade de cair, levantar e tentar novamente.
#Dev_Vilia, 23 Jan 2023 Maputo, Katembe
Enquanto o mundo quiser me calar, me isolar ou me excluir, lutarei com a eloquência do meu silêncio, gritando o mais alto que posso em favor da bondade, da compaixão, da tolerância e da simplicidade!
