Se eu Tivesse Asas
Asas
Deus,
ao meu pensamento
asas deu.
Ao meu coração, deu
amor,
para que ele fosse,
só teu.
Pensando, voo ligeiro
levando o beijo primeiro
a esse amor, que é só meu.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. (ACLAC)
Membro Honorário da Academia de Letra do Brasil
Membro da U.B.E
PRIMAVERA 🌺
Hoje o dia chegou mais cedo
Chegou cheio de cor todo animado
Chegou nas asas
De uma bela flor camélia
Trouxe a simplicidade
Regada de esperança
Chegou com a cara de felicidade
De uma noite bem dormida e sonhada
Meu doce e querido amor
Hoje deixo a porta aberta
Entra sorrateiramente
Toca-me sem pedir licença
Rouba-me os beijos da minha boca
Chuva de Inverno, chuva de Verão
Sem ti sou terra seca, contigo uma flor
Sem ti sou como a erva, contigo um jardim florido
Morro contigo, morro sem ti
Partes comigo, partes sem mim
Vibro contigo, não vibro sem ti
Folhas ao vento, folhas no chão
Deito-me contigo, deito-me sem ti
Adormeço contigo, adormeço sem ti
Sou feliz mas não sem ti
Perdeste aquilo que tinhas, isso é normal
Voavas sem asas e vinhas ao meu quintal
Momentos a dois que eu duvido viveres igual
E se algum dia eu fui o tal
Esquece esse dia
Ponto final
Sou o pássaro com uma das asas quebrada, no meio da rua, ao meio dia, tentando voar sozinho.
Você é o caminhão a 250km/h, carregado de pensamentos e pilotado de aparências, que corre rapidamente em minha direção.
Qual a probabilidade que o pássaro tem de conseguir mudar a velocidade do caminhão, para que o mesmo venha mais lento e o deixe passa?
Sofrendo apenas a consequência de ter passado pela rua quente, o pássaro, que por 2 meses conseguiu manter o caminhão distante, encontra-se decepcionado, do outro lado da rua.
Agora com a asa ainda mais quebrada que antes, me sinto cansado e decepcionado. O caminhão nem ao menos chegou a se aproximar do pequeno pássaro.Virou a esquina, desviando o caminho e as histórias.
Na sombra de algum lugar da rua, o pássaro, agora descansa de uma grande corrida. Que só lhe fez perder o tempo.
Descansa e recupera, para o grande recomeço.
Depois que recompor-te as assas voará o mundo livre e sujeito.
Pássaro que voa só é pássaro esquisito, pássaro que não se padroniza no senso comum de viver e procriar. Pássaro que só pensa em se conhecer e transformar o mundo. Começando por si mesmo.
Deus nos criou para recriarmos e continuarmos o que ele começou, se vivermos nossa totalidade como pessoa, utilizando as capacidades que por ele foi nos dada, conseguiremos mudar o mundo mudando nos mesmo.
Mesmo que sejamos apenas um pequeno pássaro!
Asas
Pensava que podia voar
As nuvens alcançar
Para bem longe me mandar
Para encontrar sua morada
E nela repousar.
Enganada eu estava
Como podia voar
Se minhas asas foram arrancadas?
Eu estava no chão.
Como podia sobreviver
Me proteger
Se minhas asas
Coitadas
Não podiam voar?
Como veriam o sol?
Alcançariam o vento?
Beijariam o mar?
Encontrariam seu lar?
Teria de apreciar teu sorriso
Tocar tua pele
Almejar por mais um dia
E dizer " agora posso voltar a voar" .
Sobre
Carregado
Cargas de outras vidas
Positivas
Dando asas á alma
Doando asas á vida
Vida leve brisa
Aprenda mais sobre perdão quando ninguém mais te estender a mão .
O fim só faz sentido quando o começo não é esquecido .
Minha obsessão pelo azul vai além do céu e do amar. Minha alma é azul e, tenho certeza, as asas de meu anjo também são azuis!
Flávia Abib
Seja amor...
Quanto ao que posso ver,
Olhos de quem não vê,
Cego a um tempo de grandes asas
Que acolhe as dores das rosas,
Cortadas sem motivo.
Quando olho para ti onde tudo vejo,
Apenas olho não a corto,
Posso eu fazer parte de sua arte,
Quem sabe em um quadro antigo.
Da lembranca guardada em um porta jóias,
Assim fica uma rosa ao chão da floricultura,
Caida, imóvel amor sólido como gelo,
A espera de calor intenso, interno
De um sentimento esquecido.
Um seguimento interrompido,
Perdido, ou não mais sentido,
Que venha em tudo, muito ainda vestido,
Vestido da pele mais quente e ardente,
Do que chamam de amor ou quem sabe amar...
Algo do qual raro e sem entendimento racional,
Ainda que seja amor, sugerindo prazer,
Que muitas vezes a dor é de maior conhecimento,
Ilusão ao se dar como verdadeiro,
Sempre sorrateiro, envolvente,
Surdo ao som de meu silêncio.
Meus lábios se calam, ainda penso,
Coração que nunca se cala, a mim aborrece,
Voz atenta e tenuante que se desprende
Da alma que flutua no escritor,
Que vagueia nas palavras sem sentido,
Na despretenciosa poesia solidão...
Do amor que excede em seu todo
Deixando apenas o perfume da paixão
Sórdido cultivo de suas rosas,
Que logo perdem suas pétalas,
Que das pétalas o tempo cuide,
O perfume, as lembrancas guardem.
O silêncio que ainda persiste
Do pensamento que não se cala,
Que o gelo se derreta ao calor da saudade,
E do caule uma nova rosa.
Quanto ao amor...
Que seja amor!
José Henrique
Não serei capaz de sentir-me confortável enquanto cortastes as minhas asas. Desejo pois, que abandones está prática e arrisque-se a voar comigo, se aceitares, convencereis os céus e tudo que neles há para que acalmem seus ventos e não prestem a atrapalhar-nos.
No raio de um alcance do sol.
Sobre a fina linha do horizonte.
A ventania que sopra sobre
as asas do Falcão.
ASAS
Em um rompante de loucura abismal ou excepcional clareza
Lançou-se sem medo ou arrependimento movido por alguma inominável certeza
O abismo certamente se estendia a frente tão sombrio e faminto quanto podia ser
Torcendo por uma falha, um deslize, qualquer leve hesitação no seu querer
Contra todas as chances, vaticinações ou sortilégios elas se abriram com gentil entonação
Asas, como velas, bandeiras da vitória, faróis de exaltação
Ascendeu sobre as garras do abismo e sentiu o gosto do céu
Na pele o frio de um mundo esquecido enquanto rasgava daquela realidade o véu
Viu-se a longas distâncias aquele ápice de milagre
Ouviu-se o grito de êxtase movido por aquela doce insanidade
Desafiando a ira dos deuses ele arrogantemente voou
Tal como em sublime sonho foi mais alto do que qualquer mortal jamais ousou
A glória que ele sentia era impossível de descrever
E sua expressão de contentamento estava além do humano ser
Tomado por aquela sensação que lhe preenchia foi mais alto naquele momento
E ainda além se elevou almejando tocar o firmamento
Em meio aquele doce caleidoscópio de beleza etérea acabou perdido
Enquanto sublimava rumo ao infinito de seu limite esquecido
O brilho era magnânimo, maravilhosamente impossível de resistir
Mas suas penas coladas com delicada cera começaram pouco a pouco a cair
Não podia parar, não quando fora tão longe naquele devaneio desvairado
Em graça e quietude as asas se foram ante o brilho do sol, deixando apenas o mito para ser contado.
O passarinho se despede do ninho,
Em busca do seu caminho,
Abre as asas para voar.
Se encontra com um mundo repleto de vaidade,
Meio a tanta maldade,
Nao pode ficar em um só lugar,
Migra no desconhecido,
Entre caçadas e perigo,
Ate a alimentação encontrar.
Fugindo de armadilhas, quase se entregou a isca,
Livre do aprisionar,
Mesmo sabendo da história da gaiolas, sem predador e comida na hora,
só para assobiar.
Já cansado de tanto perigo,
Quem sabe essa gaiola faz sentido, e lá vou poder descansar,
Armadilha acionada, comida na caixa.
E só um buraco para respirar.
Novidades para a vida, aprendeu uma língua e começar falar.
Hoje sem liberdade vendo o horizonte da grade.
Nao posso escolher a música a assobiar.
Ainda não é o problema, tem o dilema depois de anos fecham as janelas, abrem a gaiola e com as asas cortadas querem me forçar a dentro de casa voar.
Robson Gomes
@Gomes. rbs
