Se eu Tivesse Asas
Muitos dizem que se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente. Eu também faria se tivesse a consciência que tenho hoje. Mas penso...não é possível voltar atrás.
Se eu não tivesse ido. Se eu tivesse ficado. Se eu não tivesse escolhido partir ao invés de ficar. Se a raiva que tive fosse percebida como uma dor a ser tratada de maneira diferente. Ah! se eu não tivesse feito tudo errado. Talvez você ainda estivesse aqui. Escolhas são determinantes.
Os meus poemas são escritos antes d'eu os escrever.
Se eu não tivesse nascido ou mesmo existido,
Os meus poemas teriam ainda assim, sentido.
Pois eles existem antes d'eu mesmo nascer!
Eu os escrevi, não tanto em papel somente,
mas os escrevo nos do mundo lugares.
Nos meus passos, que dou em andamento,
e nos corações, qu'ouvem, meus cantares.
Mas eles existem antes de mim ainda assim,
vêm do tempo sem tempo, mas não antigo.
São filhos do hino sublime e suave, sim!
Filhos do tempo, tão terno e musical,
quando a música no universo, se ouvia, digo.
E não havia mesmo nenhum mal!...
Aprenda isto:
Se eu tivesse que te enganar, te enganaria com a mesma fórmula que você me enganaria.
Respeitam o que eu fui, como se eu tivesse congelado no passado. Mal sabem que hoje sou mais afiado e mais firme.
Se eu tivesse direito a um pedido, pediria para que o povo tivesse mais sabedoria, pois sei que se eu pedisse um mundo melhor ''eles'' estragariam tudo novamente
Eu queria apagar por um minuto, como se eu nem tivesse existido, não sentir o meu corpo, som, ou poder fazer algum ruído. Eu só queria um minuto de silêncio absoluto, onde eu nem consiga ouvir meus próprios pensamentos. Era só isso que eu precisava, de um minuto, daqueles que parecem muito tempo, mesmo sendo apenas um minuto.
"Eu odeio depender dos outros, me sinto mal, como se eu tivesse uma dívida. Eu sempre fiz sem esperar nada em troca, então eu gosto que pessoas dependam de mim, mas não eu delas."
Se eu tivesse mil vidas e mil chances pra escolher meus pais biológicos, escolheria os mesmos mil vezes mais, só assim eu seria quem eu sou hoje.
Até agora eu não ouví ninguém dizer que um doente de covid19 do sistema de saúde privado tivesse morrido por falta de respirador; e ainda tem gente dizendo que o coronavirus nos igualou, rs, estão falando nem sei do quê, porque doença todo mundo pega, mas o tratamento costuma variar... de acordo com o bolso do paciente.
Se hoje eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para personalizar a minha mãe, eu diria “rosas”. A minha mãe plantava rosas. Ela tinha um jardim só de rosas. Uma vez ela ganhou um jardim inteiro de rosas, era um presente romântico. Houve um tempo em que ela nos levava todos os dias àquele jardim. Depois de um tempo as rosas murcharam, e o jardim morreu. E minha mãe nunca mais teve outro jardim. Mas, aonde quer que eu vá e encontre rosas, lá está ela.
Se eu pudesse escolher, e tivesse a oportunidade de morrer e nascer cem milhões de vezes seguidas, eu escolheria viver esta mesma vida novamente, com os mesmos pais, a mesma família, os mesmos amigos, e a mesma fisionomia que tenho, por exatas cem milhões de vezes seguidas; por amor-próprio, para ser assim como eu sou hoje, não por eles.
Se hoje eu tivesse que usar uma metáfora para simbolizar aquele cara – ou aquela – que está sempre em cima do muro, e nunca se posiciona perante as situações importantes, nem mesmo diante de injustiças, e nem sequer aborrece ninguém, sem sombra de dúvida que ele seria a da “pessoa zero à esquerda"; medíocre ou sem valor algum. Os zeros à esquerda não valem nada, nem um tostão furado.
Se os meus pensamentos não demorasse muito para amadurecer. Talvez, eu tivesse menos medo de tentar. Acreditaria mais em meu potencial. Consegueria ser mais eu. E não ligava sobre o que os outros pensam ao meu respeito.
Eu sinto saudades todos os dias.
As vezes me pego pensando como
teria sido se a gente tivesse ficado
juntos.
Eu tô completamente atravessado, tipo se meu corpo tivesse decidido virar pretzel dimensional! Minha cabeça tá tão zuada que parece que foi atropelada por um carregamento de planetas rolando ladeira abaixo, e meu pescoço resolveu fazer férias no lado oposto do universo.
Um pé tá plantado numa nuvem fofinha, dançando com anjos imaginários, enquanto o outro tá cravado no chão, debatendo com formigas filosóficas sobre a existência da gravidade. Minhas mãos tentam se orientar, mas parecem mapas de um tesouro que ninguém jamais encontrou.
Se eu me mover, caio numa espiral de marshmallows saltitantes; se eu falar, minhas palavras saem cantando óperas em línguas que ainda não existem. E meu corpo todo? Ah, meu corpo tá arremetido para o oposto do normal, tipo um personagem de videogame que perdeu o controle do joystick e entrou num nível secreto de caos absoluto.
Em resumo: eu não tô só confuso. Eu tô uma exposição itinerante de surrealismo ambulante, com direito a efeitos especiais de nuvens, gravidade invertida e debates filosóficos com insetos.
