Se ela quer Voar a porque tem Asas
Quando calamos toneladas de verbos para não entrar em polêmicas desnecessárias é porque vemos com clareza, que, infelizmente a maioria não tem entendimento de texto.
Mal leem algo e já opinam, se arvoram em analistas de algo que nem assimilaram.Querem mesmo é ter razão, mas felizmente numa poesia autoral e verdadeira nada pode ser mudado. O poeta é rima, é criador e criatura e tem licença poética para cumprir sua missão. Tão boa ela é, faz mergulhar em nuvens ou voar sem asas sobre abismos, faz colher as miríades e iluminar seu próprio caminho !
Mesmo que siga só, tropeçando em vírgulas e adjetivos, ele segue. Foi escolhido pela arte, não a escolheu, é um pupilo que respira e expira a poética, noite e dia.
A Casa Vazia
Existe uma casa dentro de cada ser humano. Ela não tem endereço, não aparece nos mapas e não pode ser construída por outra pessoa. É feita de memória, silêncio, desejo e consciência. É o lugar onde a nossa voz ainda é nossa. Quando somos capazes de habitá-la, conhecemos seus corredores, sabemos onde guardamos nossas alegrias, onde escondemos nossos medos, quais portas evitamos abrir e quais janelas deixamos voltadas para o mundo. No centro dessa casa existe uma chama pequena e silenciosa. É ela que nos diz: “Você está aqui.”
O problema começa quando deixamos a porta aberta por tempo demais. Lá fora, o mundo não pede licença. Ele chama, acende luzes, oferece promessas, produz urgências, entrega desejos prontos e mostra vidas cuidadosamente enquadradas. E nós saímos. Primeiro por curiosidade, depois por desejo, depois por hábito, até que um dia percebemos que estamos há tanto tempo do lado de fora que já não lembramos como era estar em casa.
Não fomos expulsos. Essa talvez seja a parte mais difícil de admitir. Nós mesmos fomos nos afastando. Trocamos o silêncio pelo ruído, a presença pela distração, a experiência pelo espetáculo e a própria voz pelo eco das vozes alheias. Começamos a conhecer a vida de pessoas que nunca encontramos, a acompanhar histórias que não são nossas e a reagir a acontecimentos que não podemos tocar, enquanto alguma coisa dentro de nós espera, em silêncio, para ser percebida.
Os espelhos se multiplicam. As telas iluminam rostos, as comparações entram pelas janelas e os sucessos alheios tornam-se medidas para a nossa própria existência. Sem perceber, começamos a perguntar menos “Quem sou eu?” e cada vez mais “Como estou sendo visto?”. Parece uma mudança pequena, mas é profunda. Quando o olhar dos outros se transforma no nosso principal espelho, começamos a construir a própria identidade do lado de fora. E uma casa construída pelo olhar alheio nunca permanece verdadeiramente nossa.
Então precisamos de mais: mais reconhecimento, mais aprovação, mais intensidade, mais alguma coisa que faça silêncio dentro de nós. Quanto mais procuramos, porém, menos encontramos. A casa permanece vazia não porque não exista nada dentro dela, mas porque ninguém está lá para perceber.
O abandono de si não acontece de uma só vez. Ele acontece em pequenas ausências: quando ignoramos aquilo que sentimos, quando dizemos “está tudo bem” sabendo que não está, quando seguimos uma direção apenas porque todos estão seguindo, quando confundimos desejo com necessidade, quando nos distraímos para não pensar ou quando falamos tanto que já não conseguimos ouvir a própria voz. A poeira se acumula, não sobre os móveis, mas sobre a memória de quem somos.
Chega então um momento em que o silêncio assusta. Depois de tanto ruído, ficar sozinho consigo mesmo pode parecer entrar em uma casa abandonada. Mas talvez o silêncio não seja vazio. Talvez seja apenas o espaço onde aquilo que foi abafado finalmente pode ser ouvido.
É ali que começa o retorno. E o retorno não exige grandes gestos. Não precisa de espetáculo, de uma nova vida ou de uma nova versão de nós mesmos. Começa pequeno: sentar, respirar, escutar, perguntar e permanecer tempo suficiente para ouvir a resposta. “O que está acontecendo dentro de mim?” Talvez ela venha baixa, talvez confusa, talvez acompanhada de coisas que preferíamos não encontrar. Não importa. A casa precisa ser reaberta.
Um cômodo de cada vez. Uma lembrança, um sentimento, uma verdade, uma escolha, uma janela. Até que a luz volte a entrar.
E então descobrimos algo essencial: voltar para si não significa abandonar o mundo. Pelo contrário. É somente quando sabemos onde estamos que podemos verdadeiramente encontrar alguém. É somente quando reconhecemos a nossa própria voz que conseguimos escutar outra pessoa sem desaparecer dentro dela. É somente quando conhecemos os nossos limites que conseguimos respeitar os limites do outro.
Uma casa habitada não é uma prisão. Tem portas, janelas e espaço para receber. Escuta o mundo, celebra, ama, aprende e acolhe, mas sabe quem possui as chaves. As paixões podem entrar sem incendiar a casa. As ideias podem entrar sem ocupar todos os cômodos. A opinião dos outros pode ser ouvida sem se transformar em sentença. O mundo pode atravessar nossas janelas sem se tornar proprietário da nossa existência.
Talvez maturidade seja isso: não fechar a porta para o mundo, mas deixar de viver permanentemente do lado de fora.
Precisamos sair. Precisamos experimentar, amar, errar, conhecer outras paisagens e encontrar outras pessoas. Mas precisamos também voltar. Voltar quando o mundo estiver barulhento demais. Voltar quando a aprovação já não bastar. Voltar quando percebermos que estamos vivendo para sustentar uma imagem que não reconhecemos. Voltar quando ninguém estiver olhando. Voltar simplesmente porque sentimos falta de nós mesmos.
Talvez essa seja a verdadeira casa: não o lugar onde nos escondemos do mundo, mas o lugar a partir do qual conseguimos habitá-lo sem nos abandonar.
No fim, não precisamos construir uma nova casa. Ela já existe. Talvez esteja apenas silenciosa. Talvez tenha algumas janelas fechadas. Talvez haja poeira sobre aquilo que um dia foi importante. Mas a chama ainda está lá, esperando.
E talvez ela não diga muita coisa. Talvez diga apenas: “Volte.”
Quando voltamos, percebemos que nunca estivemos realmente perdidos. Estávamos apenas longe demais para ouvir a nossa própria voz.
A porta sempre foi nossa. A casa sempre esteve lá. E a luz nunca deixou de esperar por nós.
Imagino o quanto tem lutado, o que tem passado e orado para vencer os desafios...
Mas uma coisa eu te digo;
os obstáculos sempre são vencidos
porque Deus não te abandona.
Ele te ouve, te aconselha e te dá a vitória.
Pois, ele sempre estará contigo.
No meu caminhar vejo tanta coisa errada ,
Uns tem tudo outros não tem nada .
Não se encontra igualdade em mente alienada .
Meu mundo é assim
Tem dor
Tem pranto
Tem saudades
Tem lágrimas
Tem espinhos
Tem tempestade...
Mas também
Tem risos
Tem encanto
Tem calmaria
Tem pássaros
Tem flores
Tem vontade...
Eu vivo de acordo com o tempo
e onde me caibo no espaço .
Aprendi com meus próprios erros
a me recompor
e a sobreviver em meio a
descompasso .
Tem dias que sou nó
Em outros levemente me desfaço
Sou tudo que quero ser .
E hoje acordei assim:
Querendo ser meu próprio amor
e me vestindo de laço!
Tem uns que escrevem só para aparecer .
Mas tem os Poetas que só escrevem
para Sobreviver !
Ainda bem ...
Neste mundo de maldades não tem mais o inocente. O que tem, isto sim, por todo lado, é o esperto ao contrário.
Aquele que vem de cima é o mais importante de todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas terrenas. Quem vem do céu é o mais importante de todos. Ele fala daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita a sua mensagem. Quem aceita a sua mensagem dá prova de que o que Deus diz é verdade. Aquele que Deus enviou diz as palavras de Deus porque Deus dá do seu Espírito sem medida. O Pai ama o Filho e pôs tudo nas mãos dele. Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna, mas sofrerá para sempre o castigo de Deus.
Como te esquecer ?
Quando pra tudo que eu olho me lembra você
Não sei se você me amava de verdade
Mas eu te amei com toda sinceridade!
Sentada na areia da praia, a brisa da maré sopra em meu rosto me fazendo ter a sensação de liberdade que eu já não tinha a tempos - mas veja bem, é liberdade emocional, daquelas que você se desprende de um sentimento um tanto quanto desajeitado e dolorido. É, passei tanto tempo atenta aos seus passos, me perdi tanto na tentativa fracassada de te trazer de volta, mas algo me impediu de ver que já não tínhamos mais caminhos juntos, desde aquele fim de tarde num sábado frio e chuvoso, o frio daquele dia encheu minha vida e memória de lágrimas, o jeito como nossas mãos se desprenderam uma da outra fez com que planos se desmoronassem, fez com que nós nos perdêssemos num caminho ainda desconhecido, caminho estranho esse que se dá voltas e voltas e você se encontra no mesmo lugar, imóvel, cansado de procuras intermináveis e entre altos e baixos você nota que a coisa que te fazia suspirar de felicidade, agora faz seus suspiros serem de dor, daqueles que se solta na tentativa de não se sufocar com o próprio coração, estranho isso não?! Mas são essas coisas doloridas que nos fazem crescer, parar de ser minúsculo e ser do tamanho certo, aprender a ser mais alegre. Veja bem, a vida é um brilhante que reluz a quilômetros e às vezes ofuscamos o brilho dela sem notar, se na sequência perdemos o brilho também, brilho esse tão bonito. Só quem tem a força de dentro e uma fé inabalável é capaz de brilhar novamente, a luz do fim do túnel é sempre maior e mais encantadora, ela te dá mais vontade de viver, de ser feliz, afinal se você não tem fé, você não tem nada.
Hoje a noite estou aqui,
sozinho na minha casa.
Hoje não tem role,
não tem balada.
Hoje não vou beber,
não vou pra social.
Hoje vou ficar tranquilo,
bem de boa, na moral.
Navego na netflix,
caçando algo pra assistir
Esperando o frango assar
e comendo um twix.
Já que não achei nada,
Pego o meu violão,
Tento montar alguma melodia,
Com Ré, Dó e Lá.
Mas depois de umas tentativas
Deixo de tentar.
Vou confessar que,
o tédio é um problema.
Não sabia o que fazer,
Então montei um poema.
Foi começar a escrever,
que comecei a lembrar,
eu escrevia com frequência.
Mas falava sobre amar,
falava sobre paixão
e também sobre tristeza.
Tinha um grande inspiração,
um sorriso, a beleza,
de uma linda menina,
tão doce, tão meiga.
Minha pequena princesa.
Depois de ler de meus versos,
percebi que na verdade,
se estou escrevendo,
e porque sinto saudade.
E hoje estou aqui
Sozinho em minha casa.
Hoje não tem role,
não tem balada.
Hoje tem saudade.
A falta de uma guria,
para quando amanhecer,
passar a mão em seus cabelos
dar-te um beijo na testa, e dizer:
Bom dia minha querida.
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