Saudades de Quem Mora longe
ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.
Ah saudades
Como eu queria voltar no tempo
No dia em que te conheci.
Nossos olhares se encontraram
Senti um frio na barriga e meu coração errou as batidas.
De jaqueta preta você estava,
E daí conseguiu meu número e me mandava "bom dia "todos os dias
Percebemos coisas em comum
Conversar com você era meu escape
Então nasceu um amor!
Oramos a Deus para confirmar aquilo que sentíamos
Mas éramos tão imaturos e isso nos afastou
Faz tanto tempo e ainda acho que te amo
Você já está casado e formou uma nova família
Te excluí de tudo para não pensar mais em você
Mas vira e mexe seu rosto me vêm a memória e o sentimento continua.
Talvez eu só ame as lembranças que tenho.
Você seguiu seu caminho
Mas era para ser comigo.
Isso é errado! Eu preciso te esquecer
Na verdade, acho impossível apagar da memória o primeiro amor.
Me arrependo, não de ter te conhecido, mas de ter te amado errado
Saudade da pele, Saudade do cheiro,
Saudade é tudo o que sinto e tudo o que vejo, e a Saudade de você.
A Hora da Partida (Luiz Maria Borges dos Reis)
Amanhã de manhã partirei
Levando saudades de alguém.
Sentirei no peito uma dor
Sentirei a ausência do meu bem.
Sei que lágrimas vão correr
De meus olhos ao partir
Somente um adeus deixarei
Na hora de me despedir.
Meu coração sentirá eu bem sei
Esse momento triste da despedida.
Levarei comigo a dor de uma saudade
Saudade da Joana e da Aparecida.
Meu violão pendurado na parede
Deixarei com muito pesar
Cantarei a Valsa da Despedida
Quando deixar o meu lar doce lar.
Adeus amigos, gente do meu lugar
Que amo de coração.
Quero partir e um dia voltar
E ver de novo o meu sertão!
O desejo de pertencimento nasce, muitas vezes, da ausência de identidade. Quanto menor o senso de si, maior a intolerância com o outro.
Meu guia
Metade de um todo é amor e a outra metade é saudade desse mesmo amor,
quebrado por dentro e raso demais por fora para entender os dias que ficam e os que vão,
qual a mágica para transformar uma dor no coração em sorrisos?
o pior foi receber o teu último beijo sem saber que era um adeus,
tenho a impressão que estou morando dentro de uma câmara fria e invisível,
o meu guia é a reciprocidade, um dia espero vencer esse oceano.
Puro encantamento
Pensar em você dói,
a saudade chega a causar desequilíbrio,
na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,
nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,
num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,
entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,
então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.
Conexão que arde
Tentar esquecer uma conexão que arde é a mesma coisa que cutucar a saudade com a distância,
Um coração casca grossa é sensível a insistência do retorno, porque as ideias opostas não se separam com tanta facilidade,
Através do choro as noticias chegam sobre você e elas deixam marcas nas lembranças, então começo a montar o quebra-cabeça na linguagem do amor que apenas nós dois conhecemos,
E independente do que os meus olhos veem como arte o meu coração está preparando em silêncio na certeza do que nunca deveria ter acabado.
Como seria ?
No véu da razão o ciclo da saudade entoa sua melodia,
Nas lembranças a nostalgia,
Nas lágrimas, autonomia,
Na cumplicidade da inocência, a curiosidade de como seria se...
Sonhos não dormem
Quando eu olho para o futuro distante ainda me vejo caminhando com você,
Desejar é o primeiro passo para realizar,
Uma metade de mim abraçou o passado, a outra metade já vive no futuro, mas o meu tempo presente ainda é uma incógnita,
As memórias estão acesas e os sonhos não dormem eles pulsam firmes,
O ônibus tem um assento vazio a espera e pronto para seguir viagem.
Sem demagogia
Sem demagogia, mas já considerei a nossa distância como o fim do mundo por várias vezes,
Vamos cuidar para que nossos sentimentos não precisem mais de traduções,
Embriagado por tuas palavras eu percebi que a nossa reciprocidade combina assim como a lua combina com as estrelas,
De mim, você merece um amor seguro que traga a sensação de incontáveis vidas a frente juntos,
Ainda a tanto para abraçarmos, ainda a tanto para nós dividirmos, você tem a vocação de ser, de merecer e de me comprometer,
Seja no campo físico, no campo místico, espiritual ou que seja ainda no campo dos sonhos, eu prometo estar em todos eles pronto para receber você.
Alma coberta de enfeites,
Ego de balão inflável,
Ausência de raro conteúdo,
Ecoa sem reflexos a essência do que foram somente exageros.
Duas cidades distantes,
Dois corações tão próximos,
Duas almas a perder o juízo,
Um pensamento a ser vivido.
Te tenho
Tenho você, gritando, sorrindo ou me amando,
Tenho você, distante, crua ou na cama,
Tenho você, no espelho, na rua e até nas taças de vinho,
Pelo menos em pensamentos, ainda tenho você.
Olhos cor de mel...
Saudades daqueles olhos cor de mel,
Como era bom ouvir aqueles sambas com a tua cabeça no meu colo,
A nossa maior arma contra o mundo era estarmos juntos,
O jeito que você me olhava dizia muito sobre o teu coração,
Lembro-me quando eu cantava no teu ouvido e você pedia bis repetidamente,
Em cada passo dado ao teu lado, enquanto nossas mãos andaram juntas, posso te afirmar que fui muito feliz, vive o inacreditável sobre o amor.
Acreditem!
Tão próximos e tão distantes assim como a lua e a terra tem sua distancia, porém estão tão próximas e conectadas através das suas interações reais e surreais aos olhos nus,
O amor é uma responsabilidade afetiva que está em nossa consciência, ela pode se esconder, fingir que não existe, mas possui um vínculo eterno.
