Saudades de Quem Mora longe

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⁠Algumas saudades se multiplicam
num expressivo sentimento
que deixa cada vez mais difícil
de esquecê-las ou de enumerá-las
como as muitas estrelas que brilham
no imenso universo,
não dão sossego à mente por um tempo,
às vezes, provocam risos,
outras vezes, trazem lamentos.

⁠Considero a saudade como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que nos traz aquele sentimento nostálgico de um momento feliz, pode nos trazer a tristeza por não podermos mais vivenciá-lo, entretanto, melhor focarmos nas boas lembranças e seguirmos.

O Amor Quando Se Veste de Saudades Permanece Vivo

Não há dúvidas que ela foi uma guerreira. Lutou o máximo que pôde, não desistiu; foi forte e valente durante as suas fraquezas, pois O Senhor esteve com ela todo o tempo, além do apoio de todos que se mantiveram ao lado dela.

Era amorosa, sincera, carinhosa, pulse firme quando necessário; sorridente e agradecida. Tinha a plena consciência que o seu caminhar era bastante abençoado, assim como o seu lar e a sua família; deixou muitos ensinamentos e ricas recordações.

Por isso, a sua partida foi apenas fisicamente; continuará viva na mente e no coração daqueles que a amavam e ainda a amam verdadeiramente, continuarão nas suas jornadas; e em cada conquista e nos momentos difíceis, ela se fará presente.

E agora, o seu amor imensurável está vestido de muitas saudades, mas permanece vivo e as suas filhas serão a sua continuidade; então, o sorriso delas, se Deus quiser, no momento certo, voltará, já que aprenderam com aquela mulher, de fato, o que é amar.

A Saudade e O Legado — A Vida Que Se Foi
e O Amor Que Permanece.

Homem respeitado, benquisto, abençoado e amado; esposo, pai, amigo e avô entre outras faces de alguém honrado certamente inesquecível de acordo com amigos, familiares e todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar, pelo menos um pouco, ao seu lado. Mesmo com a idade avançada, era cheio de jovialidade; a sua família foi o maior legado que deixou e agora ela será a sua continuidade; assim, o amor dele permanece e deixa saudades. A sua vida foi uma bênção do Senhor, a razão de muitas felicidades.

O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas

Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma

Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.

Muito mais do que uma saudade: O Riso que não foi Silenciado

Na sua face gentil, eu via o seu sorriso amável e ouvia a sua risada mais gostosa — poderosa a ponto de a passagem do tempo e as dificuldades da vida não serem capazes de silenciar, nem de ofuscar o seu brilho; um exímio exemplo do que é perseverar.

A idade avançada não tirava o seu riso de criança; os seus olhos quase fechavam para acompanhar as curvas da sua felicidade, aquele entusiasmo típico da infância, da época que qualquer bom momento virava um espetáculo, independentemente das circunstâncias.

Quando me vem à lembrança a sua presença, parece que está ao meu lado toda risonha, emitindo aquela sonoridade de sempre, repleta de amor e espontaneidade, que continuará contribuindo para a minha perseverança, muito mais do que uma saudade.

Por tanto bem, agradecer a Deus é inevitável e é o mínimo que posso fazer por ter colocado uma pessoa tão imprescindível, incomparável para enriquecer os meus dias e fortalecer o meu ânimo cansado durante momentos simples de alegrias; então, o meu riso também não será silenciado.

A Resiliência do Tempo, Quando O Passado Ecoa no Presente

Eco de um passado distante, mas que ainda se faz presente como uma grande porta que fica aberta permanentemente, ecoando o fato de autora, talvez, uma prova de que o tempo também é resiliente.

Ecoa materializado em alguma construção antiga, nas suas paredes, utensílios, artes e cenários ou guardado em uma memória viva — na mente daqueles que vivenciaram ou dos que ouviram e leram atentamente.

Ecoado por estar descrito nas páginas de algum livro de história entre a escrita, a fala e a leitura; nas suas marcas deixadas pela natureza, ecoando de várias formas e até espalhadas pela selva de pedras.

Estrelas tão distantes, luminosas, lindos corpos celestes, constelações radiantes maravilhosas que nos versos, resplandecem.

Sou paradoxalmente sociável e distante — converso com naturalidade enquanto ergo barreiras invisíveis, parecendo reservado mesmo quando falo, revelando-me sem me entregar, e desconheço outra forma de ser.

A Ilusão das Expectativas
Muitas vezes, o que nos fere na separação não é a ausência da pessoa, mas a queda do pedestal que nós mesmos construímos para ela. Sofremos porque insistimos em cobrar uma afinidade que o outro, em seu atual estágio de evolução, simplesmente não tem mais para nos oferecer. Cada alma caminha no seu próprio ritmo e oferece apenas o que já conseguiu florescer por dentro. Quando aceitamos que o distanciamento é o reflexo da realidade e não de uma rejeição pessoal, quebramos a corrente das expectativas frustradas. Olhar para o afastamento com essa lucidez espiritual nos permite perdoar o outro por não ser quem gostaríamos, acolhendo o fim do ciclo com serenidade e respeito à verdade de cada um.

Ontem a saudade bateu forte.
Meu pai era completamente sem noção de fuso horário, e fazia questão de ser sempre o primeiro a ligar para dar parabéns quando alguém lá de casa fazia aniversário.
Às vezes, o telefone tocava às 5 da manhã, e eu atendia achando que alguém tivesse morrido.
E ele, do outro lado, como se fosse a hora mais normal do mundo.
Ontem foi a primeira comemoração de aniversário na família desde que ele partiu.
E pela primeira vez, aquela ligação inconveniente, mas tão carinhosa, não veio.
O dia amanheceu diferente, incompleto.
Faltou alguma coisa.
Ou melhor... faltou alguém.

Prefiro aprender a conviver com a sua ausência do que ultrapassar meus próprios limites para suportar o seu desrespeito.
Sentir sua falta pode doer, e talvez doa muito. Mas a saudade é uma dor que, com o tempo, perde força, cicatriza e encontra seu lugar.
Já abrir mão da própria dignidade apenas para manter alguém por perto é escolher uma ferida que se renova todos os dias.

O Silêncio da Afinidade
O distanciamento entre as pessoas funciona como um movimento natural da jornada, que muitas vezes independe de brigas ou conflitos. Almas se atraem pelo que precisam aprender juntas, mas também se afastam quando os ciclos de aprendizado mútuo se completam. Quando a afinidade silencia, o esforço para manter o laço passa a ser um peso desnecessário para ambos os lados. Não há culpados no afastamento; há apenas caminhos que tomaram rumos diferentes em busca de sobrevivência emocional e auto reencontro. Compreender essa dinâmica nos dá a vigilância espiritual necessária para aceitar as despedidas sem o amargor da rejeição, entendendo que abençoar quem parte é o maior gesto de maturidade e respeito pela evolução do outro.

O distanciamento físico não apaga uma amizade verdadeira. Cada um pode seguir sua vida, fazer suas escolhas e estar longe dos olhos, mas se o carinho for real, ele continua eterno e bem guardado no coração.

É na saudade e na solidão


É na saudade e na solidão
que os silêncios, pouco sábios,
se escondem entre cartas sem retorno,
perdidas no tempo, vencidas pelo abandono...
Cartas que só vão.
Quando o beijo se faz sem lábios
e a mão procura o que não alcança,
a alma, cansada, sussurra baixinho:
“É chegada a hora da mudança, siga por este mundo perdido... não pare suas andanças”
Hora de vestir a prontidão,
de abandonar esta dimensão
tão bela, árdua, sinuosa e torta,
onde cada chegada anuncia uma porta.
É hora de encontros, de ir embora,
de deixar cair o peso do agora,
sem promessas, sem prêmios, sem donos,
pois a vida oferece apenas os seus insones sonhos.
E, quando o último suspiro se acalma,
que não haja medo, nem demora:
somente a entrada suave de uma alma
noutro mundo, noutra esfera,
onde a saudade já não chora
e a solidão, enfim, não espera...
Já sabe que tudo foi um dia... tudo era...
Sempre por eras e eras.

Um Universo inteiro


Há palavras frágeis demais
para atravessar a distância do silêncio que ficou
quando você de mim se afastou.
Então, tenho ficado num silêncio abissal...
Tenho vivido de frases inacabadas,
palavras balbuciadas dentro do meu coração.
guardo, sem testemunhas, esse amor que deveria ter morrido quando você se foi.
Um Universo inteiro deveria acontecer entre nós...
Mas está suspenso...
parado no tempo...
esperando pra acontecer em algum momento... sempre jogado pra depois.

Amo quem prefere o toque no olhar e na pele ao toque na tela do celular. Encurta distâncias e estreita afetos.

Que saudade boba é essa que ainda não chegou até mim em forma de abraço demorado?

Saia dos labirintos que o distanciam de você e de quem realmente sempre lhe deu uma saída. Há Labirintos que não valem sua labirintite."

À minha mãe que já está no andar de cima, a minha gratidão, o meu carinho e a minha saudade sem tristeza, pois carrego em mim o seu eterno sorriso!