Saudades de Quem Mora longe

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No coração vive a eternidade chamada saudade!
#bysissym

Ainda que distante de minhas ocupações intelectuais, persisto em auxiliar os que necessitam, não por interesse, mas por respeito ao dever. Pois é na conformidade da vontade com a lei moral que o homem encontra o verdadeiro valor e a autêntica satisfação da vida racional.


Vitor Ferreira de Paula

⁠" Hoje, em meio aos pedaços do meu coração, a saudade do nosso amor, que você dizia ser verdadeiro, veio a minha alma. E com ela, pensamentos juntos vieram me atormentar. Já estou castigada com a solidão que você deixou em meu coração, não diga que não, pois sabe o quão doloroso é a dor de uma separação. "

Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.

Nem toda sombra é ausência. Algumas são movimento.

"Saudades de um Colo"
​Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
​Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
​E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
​Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
​A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
​Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
​Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
​Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.

Eu tenho saudades de mim em uma história que não vivi, mas que sonhei uma vida toda.

Fotos rasgadas

Como poderia explicar a perda, ausência, separação, faltariam palavras, buscaria significados e não conseguiria explanar.

Oportunidades não vividas de uma vida inventada pela pescpectica de uma realidade interrompida.

Jogamos fora a chance de inéditas experiências, abrimos mão de sorrisos futuros, e gargalhadas.

Abrigamos em um quarto escuro do inconsciente boas e más lembranças, e orgulhosamente nos portamos como mais felizes do que ontem.

Em futuro remontado, vivemos novas verdades, novos fatos, novos lances, nada é como era antes.

Se melhor ou para pior, não levo em conta, só pondero que harmonia foi quebrada, e a linha do tempo interrompida, todo afeto acumulado, nada será aproveitado.

Esse texto é sobre quem o lê, nessa escrita olho pra fora, vejo fotos rasgadas, em muitas ocasiões, repito cenas, mas com alguns rostos trocados.

Lamento toda descontinuidade, laços que hoje estariam reforçados, estão quebrados.

Talvez, penso mais nisso do que eles próprios, me entristeço e sinto a dor da mudança de coisas que deveriam ser imutáveis .

⁠A distância não diminui o amor. Quem ama alguém que não vê sempre, demonstra que o amor está no sentimento, não na visão.

A distância pode me impedir de te ver, mas não pode me impedir de te amar.

⁠A solitude nos prepara para as despedidas, para que a ausência não seja um abismo.

⁠Fique com saudade, sim… mas mantenha a postura. Quem te trata como tanto faz, não merece teu esforço.

O amor, quando não se pode viver, é carregar a saudade de um abraço que a vida não deixa acontecer. Tem noites em que a razão perde a força e o sentimento transborda: a dor do querer supera qualquer lógica.

O verdadeir(a)(o) amig(a)(o) é aquel(a)(e) que se faz presente a despeito da ausência física.

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

Não tenho, e justamente por não ter é que desejo... É a falta que me move, é a ausência que me consome e dá forma ao meu querer. Se eu tivesse, talvez o amor adormecesse na segurança da posse; mas é no vazio que ele se acende, como chama teimosa em meio à noite. Amar, para mim, é isso: sentir a ferida aberta da falta e, ainda assim, agradecer por ela, porque é dela que brota o fogo do meu desejo.

⁠A saudade que sinto de você ecoa como uma melodia suave, mas constante, em minha alma. À medida que o tempo passa, esse desejo de estar ao seu lado só se intensifica, alimentado pela esperança firme de que, de alguma forma, estamos conectados por esse fio vermelho invisível do destino. Cada momento que vivemos juntos, cada risada e cada olhar, são pérolas que eu guardo no fio da nossa história. Apesar da distância que agora nos separa, mantenho a crença inabalável de que nosso fio é forte, capaz de resistir a qualquer emaranhado ou estiramento. No fundo, sei que, não importa os obstáculos ou o tempo que leve, estamos destinados a nos reencontrar, a nos reconectar. A esperança de ver você novamente não é apenas um consolo, mas um farol que guia meu coração de volta para você, sempre.

No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.

Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.


E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.


Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.