Saudades de Quem Mora longe
Hoje eu vivo o que parecia distante.
Boa novas.
Vamos para cima porque têm sonho que se realiza para quem persistem
O nada e um algo
Eu não tenho nada
Pois o nada posso ter
Se o vazio me inunda
Com a ausência do seu ser
O meu peito vira um muro
Que afasta o teu olhar
E no eco desse escuro
Não consigo te tocar
Guardo a farsa na memória
Com o medo de perder
O final da nossa história
Se a verdade amanhecer
O que mantém dois juntos
não é a ausência de problemas,
mas a decisão diária de enfrentar
o que vier sem desistir um do outro.
A vida não se mede pelo degrau que você pisa,
mas pela distância que sua visão alcança.
Quem mira alto, mesmo que não chegue, se move. Quem descuida uma vez, aprende que a queda nunca é proporcional ao esforço, mas ao descuido.
A ausência de resposta imediata também te ensina a não depender de confirmação o tempo todo. Porque, se toda decisão precisasse de um sinal claro, você nunca desenvolveria discernimento. Em algum momento, você precisa caminhar com o que já sabe, com o que já entendeu, mesmo que não tenha uma nova validação.
Cheguei numa fase da vida em que política virou só barulho distante. Quem entra ou sai do poder não muda minha riqueza, meu estilo de vida nem a paz que construí.
MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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Hoje, a saudade bateu forte e doeu um pouco. O meu desejo era que você estivesse aqui, comigo. A sua falta fez-se sentir em cada instante deste dia.
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