Saudades de Quem Mora longe
Existem aqueles dias que já acordamos com uma saudade, que a gente não sabe de quem, nem de onde vem, muito menos por que veio, mas dói com uma intensidade que nenhuma outra doeu.
Nem sempre é a distância que separa os parentes .
É o Preconceito.
Que se alastra ano após anos , passando de geração pra geração.
Dando vida a ideia de que são melhores .
Coitados!
Vão tudo pro mesmo buraco !
Perder, partir são palavras que mostram a distância de uma pessoa.
Memória, lembranças e amor são as pontes que nos conectam com os entes queridos que partiram.
Mesmo indo, algo fica: fica o amor que, ao fecharmos os olhos, nos faz lembrar da voz, do cheiro, do abraço e do sorriso.
Quando agimos no mundo, lembramos dos ensinamentos do pai,
Da presença que ele deixou em nós, da personalidade aos traços físicos.
Em nossos descendentes, também é possível notar a presença do nosso pai, do avô.
É certo que a partida nos faz carregar o peso da saudade e a sorte da boa memória.
Celebramos a sorte do bom cuidado, do elo forte construído com amor no tempo que a vida oportunizou, no bom encontro que nos gerou a vida como uma linha que se move no tempo, não apenas como nascimento.
A morte do corpo é inevitável,
Mas o espírito se manifesta na energia que nos deu vida, na conexão amorosa que é forte e delicada ao mesmo tempo.
A partida é inevitável, mas a força que gerou nossa vida, os ensinamentos e o amor devem nos fortalecer e conectar, para que a saudade possa ser acalmada em nosso coração.
A memória dos bons momentos é uma máquina que nos faz viajar no tempo da existência física presente.
Aproveitemos a vida enquanto ela pulsa.
Aproveitemos a memória como essa máquina que nos transporta e conecta com a existência que fisicamente sumiu.
Que o amor e os ensinamentos sigam nos ligando nesta existência que nos resta, nesses encontros que nos afetam, moldando quem somos.
É muito mais fácil dizer “Eu odeio o amor” do que falar “Eu sinto saudade do amor”, porque é muito mais fácil você odiar algo que perdeu do que sentir saudade do que sabe que não pode voltar.
Alcateia
Assim como os alfas
E na ausência do homem
A mãe é quem fica responsável
Por ditar os rumos
E quem manda na casa
Os Betas é liderado pela segunda filha Assumindo o comando da casa
Pela ausência de sua irmã mais velha
Caso a mãe não esteja presente
Isso sem contar que ela assume o papel
Desde cedo de babá cuidando das crianças
E é ela quem resolve os problemas
A base da casa são os ômegas
E as principais características deles são a Submissão e o isolamento
Além de precisarem prestar a mãe obediência Normalmente eles se sentem isolados dentro Da casa
Sendo excluídos e sendo sempre os últimos
Buscando sempre a aprovação e um pouquinho de afeto
O lobo solitario é aquele filho que tem que Conseguir tudo sozinho
Que desde cedo não recebeu nenhum carinho
E tem que lidar com as adversidades do mundo
sem a ajuda dos outros
Um lobo que se afastou da sua família
E preferiu ser solitário pelas atitudes deles Quais eram enadequadas
E que ele não concordava
Tem essa mentalidade solitária
Desde quando ainda tinha vínculos familiares
E ele só se afasta quando começa a perceber Que conviver com seus entes é uma tortura
prejudicial tanto a sua saúde mental
Quanto física
Além de estraçalhar quem está a sua volta
Lobos que tem o instinto de não se calar Diante todas as injustiças e perversidades
São vistos como egoístas
Que prejudicam a evolução de toda a familia
E esse comportamento
Coloca os segredos aterrorizantes de todos
Em evidência
Lobos famintos
Na espreita
Pra poder se fartar
Com a desgraça alheia
Eu tô com saudade do seu digitando. Dedo batendo na tela, foto aleatória e áudio chegando.
Que a distância nos sirva de combustível para o amor,
Nos enraizando ainda mais, como seiva de uma flor.
Não é saudosismo um cristão sentir saudades de quando em igrejas evangélicas, o Espírito agia nos corações com transformações, mas do o cantores e pregadores nos ouvidos e plateia com apenas emoções;
Prevalência de sentimentos como apatia, agonia, covardia, angústia e ausência de autonomia impulsionou o mercado de ajuda na sociedade pós-moderna.
Mamãe
Você me ensinou tudo o que sou,
Antes desta terra, partir,
As minhas saudades você não levou,
Saudades que quase me fizeram desistir.
Quantas lembranças tenho de você,
Do teu cheiro e do teu sorriso,
Às vezes eu pergunto o porquê,
De eu não ter perdido o juízo.
Os teus ensinamentos passo pra frente,
Tento ser melhor a cada dia que nasce,
Carrego todo o seu legado em minha mente,
Mas eu queria te ver face a face.
Obrigado mamãe, pela educação ensinada,
Pelo tempo dedicado ao meu cuidado,
Se eu consigo caminhar nessa estrada,
Foi porque estiveste sempre ao meu lado.
As lembranças são o meu alento,
E tal fato me permite lutar,
A carregarei pra sempre em meu pensamento,
E nele,sempre irei te amar.
Sempre soube mamãe, do teu valor,
E a tua ausência fortaleceu esse significado,
Como foi grande o teu amor,
Amor que não pode ser mensurado.
Te amo e no momento, choro,
Pelo fato de não poder te ver,
Ao meu Deus eu simplesmente oro,
Para nunca da senhora eu esquecer.
Uma mãe é a esperança,
De um tempo forjado no sacrifício,
É a fortaleza de uma criança,
A beira de um precipício.
Lourival Alves
Vagamos pelas ruas da vida, sem rumo definido, o destino é desconhecido e a distância é imensurável. Adaptamos cada estilo de vida aos valores em que acreditamos, porque estes princípios não nos foram ensinados, mas que, involuntariamente, devemos a nós mesmos.
MODO
Saudade não tenho, sem ter algo à recordação
sinto, gasto em presunção, consumo em apelo
quero ter explicação e caio em nenhuma razão
nada revivo, e o meu coração, ando a contê-lo
Inquieto, o poetizar é tão frágil em sensação
prede o meu sentimento, mas sem prendê-lo
não me dão suspiros ou muito pouca emoção
só sussurra, cânticos, tão frios como um gelo
Odeio a rima sem sentindo, apenas estando
lamento sem causa haver, lamentando vejo
o silêncio no peito, vazio de desejo, suporte
A solidão acossa, a poética vive chorando
no sentimental nem sei mais o que almejo...
E, eis o modo em que estou por vós, sorte.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 maio, 2024, 19’49” – Araguari, MG
Que saudade de você. Como pôde o nosso amor se desfazer? Eu não sei te esquecer.
