Saudade Desconhecido
Ontem
Minha alma saiu a passear
Em meio a lugar desconhecido
Estrada larga
Escura madrugada
Iluminada pela luz de estrelas
Olhando para elas perguntei
Qual força Deus usou
Para erguê-las lá no Céu
E que tecido Deus usou
Pra fazer o véu da noite
E quem será o noivo
de tão bela criatura
Hoje
Noite escura iluminada
À luz de vela
abro a janela
Estrelas não há
Somente o som de água corrente
que vem lá do meio da mata
A escuridão traz o perfume
e a serenata
vagalume solitário
iluminava intermitente
A galha da cigarra
Que aproveitava a escuridão
pra fazer farra
E nem percebe do morcego a chegada
Em pouco menos de um segundo
Só se ouvia
O som do sossego e mais nada
O Universo
Este lugar inexplorado
Um admirável desconhecido
Tão inóspito e hostil
Quanto os corações humanos
Talvez seja por isso
Que não conste nos Planos Divinos
Que conheçamos seus segredos
Enquanto não aprendermos
A desartar os nós
Que nos amarram as almas
e impedem que tenhamos novamente
Aqueles corações sinceros
Corações simplesmente de meninos
Que havíamos recebido
Assim que chegamos a este mundo
E crescendo a ver pássaros,
Enxergar o colorido das flores
e o brilho das estrelas
Sem perceber como e nem quando
Aqueles corações vão endurecendo
Vorazes por respostas
Capazes de transformar o tempo
em algo um tanto veloz
Sem sequer haver um motivo
E sem perguntar a si mesmo
Qual foi a causa dessa pressa
Em possuir obsessivamente
Alguma coisa
Que definitivamente
Não nos interessa
Enquanto isso
O Universo permanece
Ao alcance da mão num momento
e no instante seguinte
Tão distante
Quanto a paz dista
dos nossos corações de Homens
Esta tão difícil conquista
Um rosto desconhecido
A se olhar no espelho pela manhã
Perguntou para a eternidade
Quem foi que conferiu
Essa autoridade, tão limitada
Pra que o espelho refletisse apenas
Algumas formas ainda perfeitas
E aquelas imperfeições tão pequenas
Coisas que não dizem nada
Sobre aquele rosto que fitava a própria imagem
Será que o segredo da vida
Era saber ornar ou diferir
A imagem refletida
da persona daquela alma
Escondida na calma ou na ausência desta
E que se faz a presença mais constante
Em cada momento da vida
Se um dia, nesta longa eternidade
Inventarem espelho que reflita
Não a imagem que se acredita, pois esta é bobagem
Mas a figura real e sem igual de quem se é
Pois seu medo era saber
Que se um dia não lhe for mais possível
Ocultar ao mundo os seus segredos
O que será que lhe resta?
Edson Ricardo Paiva.
Ao espírito
melhor esclarecido,
mais útil o desconhecido
que o prova, o instiga;
do que ao Ser inda parvo,
omisso, qualquer resíduo de
normalidade
que o disperse,
acomode!
... somos
ainda, exageradamente
passivos ao que julgamos
desconhecido - sobretudo, em
relação à questões que persistimos
em censurar no outro; ou calados,
insistimos em ignorar
em nós!
Estar presente
Ser e andar na corrente
Voando pelo desconhecido
A espera da oportunidade do acontecimento
Desprovido de azar
Alçando o merecido
Grato pelo retorno
Que almejado faz brotar
A semente que está dentro de mim
Sofrido o momento
Vem alento
O descanso e o sossego
Balanço ao som da música
Que me anima a vida
Fazendo-me companhia
Nesta oca floresta
Dou este passo
Avanço para o sucesso
Para encontrar paz comigo
Demonstrando que vivo
Do nascer do sol ao por do sol
Alimento o gosto de viver
Agora a refletir
Para não me perder
Se me perder
Tenho a ti para me encontrar
Hombridade real
De grande valor
Onde prevalece o nosso partilhar do melhor que nós temos, a nossa amizade, virtude abstrata definida por muitos conceitos e contextos
A ternura que demonstras são dignas de respeito
Vou ser um gigante, para sempre te sentires segura
Na volta vou trazer o que ficou lá a traz
Para nunca te abandonar
Por esses atalhos
Encontrar o caminho
Que nos leve algum destino
O desconhecido cria a sensação do inesperado, do desconcertante.
Instiga e causa temor, mas, proporciona as mudanças as quais todo indivíduo necessita para crescer e amadurecer.
Às vezes, conexões são como pontes invisíveis que nos permitem atravessar para o desconhecido, nos guiando por caminhos não mapeados, onde a atração e a amizade são as luzes que iluminam a jornada, revelando assim um outro terreno a ser explorado mas que ainda, está cheio de incertezas e perigos.
Mergulhei profundamente
rumo ao desconhecido,
Encontrei um Recife mesa
que vale muito mais
do que muito poema,
Não perdi essa minha mania
de querer na vida ser sereia.
É preciso despertar o adormecer da alma, lutar contra o medo do desconhecido. A cegueira do medo impede que a luz ultrapasse as barreiras contidas nas profundezas do âmago...
A Poesia cria atalhos para se chegar a um destino desconhecido e que temos a curiosidade de desvendá-lo.
Sobre os olhos da vida
Há um caminho desconhecido
E sobre os olhos da morte
Mistérios a serem desvendados.
❤Tenho medo do desconhecido pois pisaram tanto em mim que agora estou me transformado no vinho raro ❤
