Saudade da Minha Terra

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Saudade da minha terra

Saudade da minha terra
Pois aqui nao sei viver
Quero ir embora
Minha mão eu quero ver

Aqui na cidade grande
tenho motivos pra sofrer
pois não tenho a minha mãe
A razão do meu viver

Tenho meu trabalho
Tenho minha profissão
So não tenho minha felicidade
Pois deixei no meu sertão

Voltarei mãe
Para ficar ao seu lado
Pra matar minha saudade
E por você ser consolado

Inserida por EriclesMateus

Saudades da minha terra...
Hoje só tem asfalto.

Inserida por miromorais

MEUS DEZOITOS ANOS - João Nunes Ventura-04/2020

Saudade da minha terra querida
Dos meus amores de minha vida
E do luar das noites dos sonhos,
Minha terra amável e idolatrada
Sol desenhando manhã dourada
Onde deixei meus dezoitos anos.

Inserida por joaonunesventura

⁠Saudade da Minha Terra
Saudade sua é mato que não raleia… lembranças que não saem, centelhas que incendeia. — Me ponho a lembrar de tudo… do entardecer, do cantar do galo no amanhecer; das batidas da cancela no mourão, do som do chocalho e do mugido do gado na pastagem ou deitado a remoer. Saudade do luar do sertão, que à terra toda prateia, de um passado distante que o pensamento campeia... Meus pés ganharam o caminho, ao frescor da memória a impactar o meu sentir… Ruas, estradas, trilhos, atalhos, encruzilhadas… dão-me a esperança de seguir. A poeira que, converteu a cor dos meus calçados, num pó esbranquiçado (pelos passos do passado) é a prova do quanto andei.

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Ô Capoeira

Minha valentia ninguém tira,
Da África me tiraram, ê saudade
Naquela terra eu era rei.
Rei de mim mesmo.
Ti ti dom dim...

Nos meus cantos peço a Deus,
para guiar meus passos.
Nos engenhos e cafezais, espero o pôr do Sol,
pelo mato, busco minha liberdade...
em meus pensamentos só está esse ritmo
Ti ti dom dim...

Meu pé está na senzala,
No meu jogo canto a esperança em dias melhores,
Êêêê capoeira, nesse ti ti dom dim
Bate meu coração.

Meu pensamento está naquela mulata,
que canta com voz doce os sofrimentos de um escravo cego.
Os morros e as estrelas indicam o caminho.
de boca em boca a liberdade é transmitida.
Minha voz é mais do que oração, é um grito de existência!
na força dos meus braços carrego a dor da chicotada.
TI ti dom dim...

Ó meu Deus, ao quilombo irei
Ter com os moços livres, novamente reis!
minha malandragem veio da senzala,
Minha voz chegará ao Pai que está nos céus
e meu caminhar guirá.
Ti ti dom dim...

Desse sofrimento eu fugirei,
e só pararei quando encontrar uma roda de capoeira
minha arte não está na minha cor, e sim no meu coração
que esqueceram que bate, - a corrente vai cair,
E os capoeiras dançaram em memória daqueles dias.
e aquele berimbau, continuará em minhas mãos,
Fazendo ti ti dom dim.

Inserida por ThaisDuarte

Terra Vermelha

Onde foi morar minha saudade
Esta longe demais
Para alcançar com um abraço
Foi morar em outra cidade
Viajo horas ansiosa
Vendo lindas paisagens
E imaginando o reencontro
Chegou em terra vermelha
Me pego com um nó na garganta
Tanta coisa pra falar
Pouco tempo pra aproveitar
Logo acaba euforia
E o vermelho fica
Na solado sapato
Nas minhas meias
No pneu do carro.

Inserida por julianarossicordeiro

Saudade de minha terra.

Sinto uma saudade imensa de minha terra, uma terra que não emana leite e nem mel, mas é minha terra. Uma cidade cheia de moças bonitas, e rapazes muito feios, uma terra que não tem verde, mas tem vida. Um dia essa terra irá produzir que seja areia para as grandes construções. Uma cidade linda, pessoas sorrindo, sem dente, faze o que? Mas é minha terra minha cidade, os meninos chorando, a veia cochichando, o moribundo pedindo. Eitá cidade linda, terra maravilhosa, nasci aqui, daqui não saio, Dom João quis assim, assim vamos ficar. Quantos já passaram e não resolveram nada. Assim me deito em berço esplendido, apesar de ser ripa e prego, mais é bom é minha, minha casa de adobe. Pois amanhã é outro dia, tenho que acha o que comer.

Inserida por DijalmaMoura

⁠Tanto lugar pra morar e tu foi morar justo na minha saudade? Coração é casa, não é terra de nomade...

Inserida por bebelia2000

⁠SAUDADE

Saudade – de pela areia fina andando
e a cidade no seu cheiro e no seu cio
Saudade! Dos bares e botecos do Rio
e do samba no pandeiro batucando

Noites de fevereiro, é roda no pavio
o carnaval, sol, e praia no comando
É a vida no agito, calor esquentando
conversa sem hora, e o céu de estio

Saudade – voo cego do sentimento
Sem pouso, com gemidos ao vento
Ai! maravilha entre o mar e a serra

Saudade – Laranjeiras do bardo
Coelho Netto, onde aqui guardo
parte de mim, ah! carioca terra! ...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 de outubro, 2020 – Triângulo Mineiro

⁠"Dias molhados,
Guarda-chuva e saudade,
Pingos e lágrimas:
Chove na cidade."

São as borboletas nas flores que trazem consigo, no ar da manhã, a paz e a saudade
Com suas cores, encantam e iluminam a paisagem, de encontro ao olhar venenoso da cidade.

Inserida por AlvaroAzevedo

A noite fria cai sobre a cidade.
Chove lá fora e aqui dentro.
Chove saudade e me afoga.
Só me resta saber por onde seu calor escapou.

Inserida por denodado_

"Em todas as ruas da cidade sinto cheiro de saudade."

Inserida por Aelia16

Gritei meu silêncio para todos ouvirem na cidade: era um poema em forma de saudade.

Inserida por jacm

⁠E hoje me invadiu uma estranha saudade, talvez tenha sido o frio que chegou sorteiro a esta cidade, ou talvez seja a distância entre os mares.


Hoje me veio um devaneio ligeiro, era uma lembrança alimentada em meu peito, vazio leito sem um fio de esperança.

Hoje algo me abraçou forte, me levou em reviravoltas a momentos tão curtos, onde vi em relances o brilho infindo do teu sorriso espalhado em teu olhar, revelando a serenidade de uma vida encantada

Inserida por naldo_silva_1

Cidadezinha do interior

Oh! Linda cidade
Que sorrir no amanhecer
Eu lembro e sinto saudade
Da Terra que me viu crescer.
Que vontade de voltar àquela terra
De subir aquela serra
De ver o sol nascer
Quero ver o nhambu piar
Nesse dia que eu voltar
A minha infância alvorecer.
De manhã tomar banho no rio
E a noite sentir o frio
Que padece o entardecer.

Inserida por ArallyPontes

O Rio de Janeiro como cidade maravilhosa só existe nas letras das velhas cancões, nas saudades da memoria e nos velhos registros históricos do passado. Hoje ainda é uma das capitais brasileiras mais bonitas pela sua exuberante beleza natural mas triste, fantasma, insegura, suja, entre ruínas e abandonos tais como qualquer outra cidade devastada pelos escândalos financeiros políticos e a pobreza de sua infeliz população.

Inserida por ricardovbarradas

⁠Saudades do meu Açores

Atravessei o mar...
Nem sabia aonde ia dar.
Aqui cheguei.
Mas meu coração lá deixei.

Quanto tempo faz?
Nem lembro mais...
Da memória apaguei o que por aqui passei.
Diante de mim um mar de azul sem fim...

Passa um veleiro.
Um lenço branco a acenar.
Saudade como veneno em minhas veia a entrar.

Lembranças do meu Açores:
Vila do Corvo onde nasci.
Toda a minha infância lá vivi.
Vila pequenina.
Casas branquinhas baixinhas.
Sobem encostas ruas sinuosas.
Ruas de uma limpeza intensa onde respiro amplidão.

Açor – arquipélago que abriga todo o meu amor.
Há lá um brilho de névoa no ar trazido pelo mar...
que todas as Ilhas está a circundar.

Hoje cá estou – neste Brasil varonil.
Meu coração, porém, lá está onde o mar carrega meu Açores nas mãos.

Inserida por RosangelaCalza

Minha terra, richiamo

Ah! Quem há de gabar, recordação impotente e escrava
O que o presente diz, o que a saudade escreve?
- Cutucas, sangras, pregadas nas lembranças, e, em breve
Olhas, desfeito em espanto, o que te encantava...

Passou, andou, e é num veloz turbilhão, a ilusão forjava;
Ilusões. Um dia na inocência, hoje já não mais serve,
A forma, e a realidade espessa, a lembrança leve,
De pureza, canduras, numa quimera que voava...

Quem a prosa achará pra poetar o conteúdo?
Ai! Quem há de falar as saudades infinitas
Do ontem? e as ruas que omitem e agiganta?

E o suspiro muda! e o olhar surdo! o andar mudo!
E as poesias de outrora que nunca foram ditas?
Se calam nas recordações, e morrem na garganta...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de janeiro, 2019
Araguari, Triângulo Mineiro.
Paráfrase Olavo Bilac

-Minha mãe,
fui o seu primeiro amor,
o seu primeiro altar cá
na terra...
Hoje, trago em meus lábios, o seu sorriso que herdei, e o no coração uma imensa saudade!
Esteja feliz!
☆Haredita Angel