Saudade Apaixonado
A minha alma está em guerra, lutando contra a correnteza das incertezas. Meu coração insiste em não desistir de você, mesmo quando a esperança parece ser uma lâmina afiada que me corta ao tentar segurá-la.
Ainda assim, meu amor não se rende. Talvez amanhã o vento sussurre novas promessas e o sol ilumine o caminho que nos leva um ao outro. Sei que é difícil, e que a dor às vezes rouba o fôlego, mas o que sinto por você é forte demais para se apagar nas sombras de uma noite difícil.
Até lá, vou continuar sonhando. Quem sabe, em um amanhecer próximo, seus olhos encontrarão os meus e, enfim, a tempestade dará lugar à calmaria que tanto desejo ao seu lado.
Em cada aurora que nascia, era o teu nome que o vento sussurrava, e em cada pôr do sol, a tua ausência se pintava em tons de saudade. Lutei, dia após dia, em batalhas silenciosas que só o coração compreende, guiado pela esperança de ver teu sorriso novamente iluminando o mundo. Nunca houve desistência, nem um instante em que o pensamento fugisse para longe de ti. Porque esquecer-te seria apagar as estrelas do céu noturno — e isso, meu amor, é impossível.
Há sentimentos que desafiam o tempo, sobrevivem ao vento impiedoso dos anos e se escondem nas sombras do inconsciente, florescendo inesperadamente em um suspiro ou em uma lembrança fugaz. O amor que carrego por ela é assim: uma chama que arde, mesmo sem combustível aparente, alimentada por memórias que já não sei se são reais ou apenas fragmentos embaçados pela saudade.
Não sei mais por que a amo, mas a verdade é que essa pergunta já perdeu o sentido. Amo porque é inevitável, porque está tatuado na minha alma, como um eco que ressoa mesmo quando o mundo silencia. Ela vive em mim, entre as palavras que não foram ditas, entre os gestos interrompidos e as promessas que ficaram suspensas no ar.
Há dias em que esse amor me aquece, envolvendo-me com um calor suave, quase nostálgico. Mas há outros em que ele me corta, trazendo uma dor sutil e persistente — a dor da ausência, da impossibilidade, daquilo que o tempo levou, mas jamais apagou. A saudade é uma presença constante, um fio invisível que me puxa para o passado, mesmo quando tento avançar.
Quase vinte anos se passaram, mas o coração não entende de calendários. Ele apenas sente. E eu sinto — o amor, a dor, e a saudade entrelaçados em um nó que me mantém vivo, lembrando-me de que algumas histórias não precisam de um final, porque continuam a ser escritas dentro de nós.
Eu estava pensando em você. Pensando em nós. No que fomos, no que poderíamos ter sido. Tantas vezes me peguei viajando nesse mesmo caminho, refazendo nossos passos, buscando respostas no silêncio da saudade. Mas, sempre que abro os olhos, percebo... era só um sonho. Um sonho que insiste em viver dentro de mim.
O tempo passou, a vida seguiu seu rumo, mas há amores que não se apagam. Você se tornou parte de mim de um jeito que nem a distância, nem os dias, nem a ausência puderam desfazer. Seu nome ainda ecoa nos meus pensamentos, sua lembrança ainda aquece meu coração.
Talvez nossa história tenha ficado inacabada, presa entre o que sentimos e o que o destino decidiu. Mas se existe uma verdade que o tempo me ensinou, é que o amor se vive, às vezes se perde, mas nunca se esquece. E eu sei... vou te amar para sempre.
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
O tempo é um tirano silencioso.
Não estende a mão, não consola.
Ele leva sem pedir licença,
rouba risos, desfaz promessas,
e castiga com a saudade.
Mas talvez sua crueldade seja arte —
uma forma estranha de ensinar.
Pois só no vazio que ele deixa,
floresce o que somos capazes de ser.
Eu penso tanto em você… Te quero com uma fome que não se sacia, um desejo que me incendeia por dentro e arde em silêncio. É loucura sentir saudade de um corpo que nunca toquei, mas é teu nome que meus lábios murmuram nas madrugadas quentes, como uma oração proibida. Mesmo sem te conhecer, minha pele já te reconhece, como se teu toque estivesse gravado em mim desde antes do tempo.
Se eu pudesse saber o quanto de mim ainda vive em você... Se seu coração ainda pulsa diferente quando escuta aquela música, se sua pele ainda lembra o toque que só existia entre nós. O amor que tivemos não foi desses que o tempo leva com o vento... foi daqueles que se cravam na alma, que doem mesmo depois de tanto silêncio. Às vezes me pergunto se você também fecha os olhos e se perde nos mesmos instantes que ainda moram em mim. Porque, mesmo longe, mesmo depois, há amores que nunca dizem adeus... apenas se escondem onde ninguém mais vê.
A luz trêmula da vela
Reflete nos tímidos pingos
De chuva na janela...
O vento corta a noite fria
E o "diz que diz que"das folhas
No nosso antigo jardim
É como uma canção de saudade de ti... Um doce lamento,
Que ecoa no meu peito...
E é minha única companhia
No que restou do nosso leito...
Chega de voar por todo mar...
Vem descansar e se aconchegar em meu peito, seu eterno porto seguro.
Acalma este mar revolto de saudade de ti, que alguns chamam coração, mas eu prefiro chamar de amor...
Sinto falta
Da expressão "não troque o dia pela noite"
Do "cuidado ao atravessar as ruas, os carros voam no asfalto"
Sinto saudade do cheiro do jasmim do teu jardim.
Escute mamãe, tem muita saudade em mim.
Sinto falta da troca de mensagens bobas ao longo do dia e, de cada pequeno detalhe de ti, dos quais me apaixonei... Sinto falta de te ouvir dizer que o dia foi duro, que está cansado e precisa deitar-se. Sinto falta de adormecer enquanto velo teu sono. Sinto saudade de acordar no meio da noite e te ver dormir igual criança...
Da mesma forma que não se deve repetir a mesma refeição de um prato que estava muito gostoso. Não se deve voltar a um lugar que no passado se foi muito feliz. Parte da sabedoria do tempo é ter saudade do bom, no que passou e não tentar de nenhuma forma repetir.
As saudades de lugares felizes do passado devem ser relativamente substituídas por outros lugares, tão bem felizes de tempos em tempos.
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em nós, jamais suportaríamos as Tristezas daquele dia tão Cinzento.
Os que creem não serem criados para esse mundo, não celebram a morte, mas a libertação dela.
A Vida Eterna!
Querido J,
Hoje é sábado e o Yuri me chamou pedindo as provas do 1º período da faculdade. Quando as encontrei ele disse que viria aqui em casa buscar. Ele também pediu se eu tinha feito o teste de direção na autoescola e eu lhe respondi que ainda não. Ele disse que ele também ainda não fez, mas que estava ansioso e riu dizendo que eu e ele somos “ansiosos e dramáticos e emotivos”. Eu respondi a mensagem dele sorrindo e ele veio aqui em casa buscar as provas. Então ele contou da faculdade, de seus planos futuros, de sua vida enfim, de seus métodos de estudo e eu ouvia e sorria. Ele contou que não fez muitos amigos na faculdade e ficou um tempão aqui em casa, como se sentisse saudade de ter algum amigo ou coisa assim. Lembra quando lhe escrevi dizendo que após reprovar na autoescola tudo o que eu queria era falar com o Yuri? Eu poderia dizer que queria você, mas tudo o que eu queria era sair correndo para os braços do seu melhor amigo. Isso faz algum sentido? Porque para mim não faz. Talvez seja porque ele me entende melhor do que você, melhor que qualquer um. Eu não sei, mas depois que falei com ele me senti mais leve. A carência dele se juntou com a minha e através de risadas suprimos a saudade um do outro. Ele me falou que mal saía com os amigos pois você estava tão focado nos vestibulares que não saía de casa. Eu quis logo perguntar mais sobre você, sobre seus planos, seus sonhos, suas piadas sem graça, se você falava de mim…mas não pedi, apenas sorri e lhe disse para continuar a falar da faculdade, dos professores e etc. E ele falou, falou e falou e foi bom ouvir a voz dele e sentir seu sorriso. Mostrei-lhe a Sala de CDS com todos os CDS, livros e afins e ele amou (quem não se apaixona?) e depois ele foi para casa. Chegando em casa ele me mandou uma mensagem, me convidando para tomar um teres na casa dele amanhã. Achei estranho e recusei, não por achar estranho, claro, mas porque eu tenho seis provas essa semana. Como eu já disse há algum tempo, o Yuri é uma pessoa fácil de amar e eu vivo confundindo essa amizade com amor, mas nós nunca daríamos certo, não é? Eu só espero que nesse meio tempo sua saudade encontre com a minha saudade porque estou cansada de abraçar a sua ausência . Espero que seus lábios encontrem refúgio nos meus , seus braços aceitem meus abraços e que você tire todos os pontos de interrogação de mim apenas com um olhar , derrame meus dramas pelo chão e transforme minhas dúvidas na certeza exagerada da paixão . Ai,ai amor, quanta saudade! Dá até para ficar doente desse jeito, mas não, não posso me dar ao luxo de ficar doente agora porque tenho várias provas essa semana. Eu e o Yuri somos tão iguais e eu e você tão diferentes! Porque eu e ele somos iguais : ansiosos , dramáticos e emotivos , cheios de música e poesia e com uma carência de amor e carinho que nunca é suprida e talvez por isso jamais daríamos certo, diferente de nós, já que você é simples , eu sou composta , eu sou dramática e exagerada e você realista e cheio de lógica . Você me dá nos nervos com suas criancices e eu te irrito com minhas metáforas que você não entende . Você reclama de mim e eu de você . A gente briga mais do que tudo , mas a reconciliação é sempre uma festa . A gente se ama e se odeia na mesma proporção incrível , que desafia sua lógica e não cabe na minha poesia .Nós não conseguimos viver um sem o outro, admita isso. Eu admito e está na hora de você admitir também. Então abraça minha saudade com a tua saudade porque eu já não aguento mais!
Com amor, sua Annie.
Amor Relembrado
Desafetos tive muitos,
E muitos ainda terei,
Mas o que eu quero mesmo ter,
É a mulher por quem chorei.
Passa dia, passa noite
E seu olhar não vai embora,
Em minha mente ele fica,
E isso me apavora.
Contudo, com ele
me sinto reconfortado,
Pois cada vez mais,
Te sinto ao meu lado
