Sapatos
"Ontem estive lá com grandes amigos, pessoas queridas.
A saída com os sapatos arrastando, após os aplausos pela atuação guerreira, foi de um silêncio ensurdecedor.
É da natureza do Corinthians e do Corinthiano viver seus carmas e lutar para quebrar suas sinas, para depois recriar, buscar um novo objetivo. Isso faz a nossa força e faz com que o Corinthians seja o maior de todos.
Foi assim nos 23 anos de fila para o meu pai.
É assim na busca pela Libertadores por mim.
E certamente o João e a Helena, meus pequenos corinthianos, brigarão para vencer algum outro carma.
Porque a Libertadores virá, uma hora dessas. E aí precisaremos, ou criaremos, ou aparecerá outro objetivo.
Sem isso nossa existência e paixão futebolística seria patética e inexpressiva, como a de nossos rivais, que existem – apenas - para nos olhar e nos secar.
Essas são palavras de um corinthiano ativista, que deu a sorte de torcer pelo time mais emocionante e está feliz por ter feito a escolha certa.
Não vou implorar para que espere enquanto amarro os sapatos no meio do caminho nem que vá mais devagar. Vou te deixar ir e quem sabe por sorte eu consiga te acompanhar equilibrando nossos passos.
Amores são como sapatos, se precisa se espremer para entrar, não serve para você, e se mesmo assim insistir em ficar, vai doer.
A vida é curta
Compre sapatos
Beba vinho
Peça sobremesa
Deseje amando
Grite bem alto
Chore sempre
Viva apaixonado
Ria para a vida
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Eu não nasci pra usar sapatos,
Eu não nasci pra pintar meu rosto de alguma cor,
Eu nasci pra ter caráter.
Simplicidade.
Eu nasci pra poesia.
O resto se compra.
Mas eu não estou à venda.
Não sou mercadoria,
Não estou exposta numa prateleira para ser escolhida.
Eu sou da música, da poesia,
Sensível, sem ser destrutível,
Sensata, às vezes até chata...
Uso a emoção em doses homeopáticas,
Controlada, nem sempre,
Mas nunca desorientada.
Cansada...
Das futilidades do mundo,
Procuro respirar fundo,
E me encontrar nas coisas que o meu Deus criou,
E nas pessoas que Ele inspirou,
Pois, não estou à venda,
Não sou mercadoria,
Nem estou exposta numa prateleira, esperando alguém me escolher.
Eu tenho valor.
Eu a vi mudando.
Ela guardou dinheiro, as maquiagens, os melhores vestidos, sapatos e mudou. Mudou sua forma de sorrir, sua forma de andar, sua maneira de pensar. Eu a vi mudando para melhor, a vi mudando de endereço, de roupas, de caminho, de gostos, de pessoas. Sim, eu a vi mudando, mas, enfim, a vejo parar. Definiu o seu estilo, seu sonho, sua rotina, sua carreira, sua independência. Definiu quem ela é, quem ela quer, onde vai chegar e como percorrer. Ela mudou tão drasticamente que tornou-se outra mulher. Com um passado de sofrimento, mas com um presente de alegrias. Com uma história de muitos tropeços, mas um novo capítulo de felicidades. Com lembranças sem valor, mas dona de um presente de aventuras. Ela tornou-se ela mesma, sem rótulos, marcas, sem medos, ousada e corajosa. Ela tornou-se o medo de muitos e admiração de poucos. Ela mudou graças a você que duvidou, a fez sofrer, cair e chorar. Você foi fundamental para ela evoluir e outro será para ela amar, é assim, todos tem um tempo certo em nossas vidas; alguns nos ensinam a crescer, já outros crescem conosco. Alguns nos ensinam o valor do sofrimento e outro do amor. Alguns nos ensinam o preço de uma escolha e outros a recompensa. Ela conheceu muitos alguns e, por isso, espera ansiosa por conhecer um outro.
Uma vez chorei porque não tinha sapatos, logo conheci uma pessoa que não tinha pés, e me dei conta de tão rico que sou”
Claro que eu acredito em amor a primeira vista, tem sapatos e vestidos que eu vejo, que foram feitos pra mim.
Não acho certo dizer que piso nos homens. Eles só são iguais os sapatos, é preciso pisar um pouco pra que ele fique macio e não machuque.
Quando alguém julgar nosso caminho, emprestemos a tal criatura nossos sapatos. Que consigamos viver sem julgar, ninguém sabe a luta interna de cada um. Que tenhamos sabedoria pra não condenar o Outro nos achando superiores e melhores. Que nos julgará é misericordioso, quem somos nós pra também não o ser.
Os sapateiros não fariam mais sapatos, se acreditassem que todos iam nascer com pernas de pau.
Aproveitar.
Vamos tirar os sapatos, correr na chuva, abraçar os amigos e beijar os inimigos. Vamos ligar o foda-se!
Você pode julgar as pessoas, tentar usar os mesmos sapatos mas jamais poderá caminhar com os mesmos pés.
Assim como roupas e sapatos, sentimentos e lembranças que não nos servem mais apertam, machucam, doem e ocupam espaço demais em nós. De vez em quando é necessário fazer uma faxina nas gavetas do coração e nas prateleiras da memória para liberar espaço para coisas novas. Em todos nós há uma caixa chamada esquecimento, jogue tudo que não serve nela e deixe que o tempo leve.
"Dance na chuva, mas lembre-se de usar sapatos à prova d'água para evitar resfriados existenciais."
Ao aposentar seus sapatos, não os empreste a qualquer um. Ninguém saberia percorrer o verdadeiro caminho já traçado e muito menos colecionaria as pedras que atravessaram a valorosa jornada empreendida.
