Sapatos
ANDAR COM OS MEUS PÉS
Comprarei os meus sapatos, mas andarei com os meus pés. Preferível serei escravo de minhas escolhas, do que deixar que outro escolha por mim.
Élcio José Martins
Não é sobre chegar em primeiro, mas abrir caminho: sabe o que significa sapatos de madeira para um caminho... é quando o corpo "descansa" enquanto os passos atrofiam e morrem!
Não se deixe persuadir por falsos interesses, e seja sincero sobre tudo com o espelho... não perca a esperança, se pode fazer melhor para si!
Talvez alguém nunca veja às lágrimas de outro alguém nos dias de suas tristezas, até que um dia ele às tenha, e às sinta, e às esconda!
Infelizmente, não é possível para alguém parar um vício de outro alguém que não queira, lamentavelmente, é possível à alguém que queira ajudá-lo arruinar a própria vida tentando!
Mais importante que suas vestimentas, mais importante que seus sapatos, mais importante que seus cabelos; como anda seu amor próprio, sua autoestima?
Ela te livra de amores mentirosos, de quimeras, amizades falsas e do fingimento que te seduz.
Você pode ser dono de um império ou de apenas um par de sapatos, mas se você tiver um coração bom e caráter inabalável, você já possui uma riqueza trilionária. O sucesso sem humildade é apenas uma pobreza disfarçada de ouro.
Que ironia é esta que nos obriga a proteger os nossos sapatos da chuva enquanto os nossos pés ficam desprotegidos ?
Enquanto alguns aguardam a passagem da tempestade para não molhar seus sapatos, outros aproveitam para dançar descalços sob a chuva.
A CURA DO CAMINHANTE
(Encontrando o equilíbrio entre o céu e a terra)
Meus sapatos foram feitos de pedra e deixei marcas pesadas pelo chão. Foi quando Deus enxugou minhas lágrimas, tirou-os e disse-me:
— Agora, siga e levite sobre as rochas. Quando te sentires exaurido, levante uma mão e toque o céu e, com a outra, toque a terra, enquanto curo as feridas de teus pés.
Às vezes, o caminho nos exige sapatos pesados para que possamos valorizar a leveza que vem depois. Deixe que a cura aconteça no tempo certo.
Lu Lena / 2026
Calce meus sapatos por um instante.
Caminhe pelos caminhos que percorri.
Enfrente as noites que enfrentei.
Carregue os pesos que carreguei.
Depois me diga se ainda acha fácil julgar minhas escolhas. ..
Você conhece apenas uma parte da minha história, mas acredita conhecer o livro inteiro. ..
Antes de apontar meus erros, experimente viver minhas batalhas.
Talvez, ao sentir o cansaço dos meus passos, você descubra que a compaixão vale muito mais do que qualquer julgamento..
As horas desfilam em sapatos de vidro rachado, pisando espelhos sem reflexos. Giram, bamboleiam, tropeçam: valsa de ponteiros tortos, meio-dia engolindo meia-noite, amanhecer tossindo crepúsculos de tinta. Nada faz sentido – ou faz? Minutos bêbados derramam-se como vinho em taças vazias, poças sussurrando equações sem números. Relógio de areia vira de cabeça para baixo; grãos dançam quadrilhas, subindo em espirais estelares. Horas com máscaras de palhaço riem, desmanchando-se em confetes de ontem. Pulam corda com teias de aranha, contam até infinito e param no zero, agora dissolvendo em bolhas que estouram risos mudos. Por que o segundo devora o anterior? Sombras crescem ao meio-dia, tango com luz fugidia. Absurdo! Mas no caos, pulso: cada giro é átomo de destino, tropeço é órbita no vazio. Desfeitas, recompõem-se em abraço fractal. Absurdo mascara o sentido: universo dança descompassado para ensinar o ritmo infinito. Param, ofegantes; relógio sorri. Tudo encaixa no desencaixe perfeito.
Ao aposentar seus sapatos, não os empreste a qualquer um. Ninguém saberia percorrer o verdadeiro caminho já traçado e muito menos colecionaria as pedras que atravessaram a valorosa jornada empreendida.
Às vezes, tudo o que a alma deseja é um pequeno recanto onde possa tirar os sapatos da pressa, abandonar as armaduras e respirar.
Sem precisar ser forte.
Sem precisar explicar.
Apenas ser.
Talvez seja essa a verdadeira saudade de casa:
sentir falta de quem éramos quando ainda sabíamos onde nossa alma descansava.
Alma Cigana 💃
Tem dias que a alma
não quer sandálias ou sapatos,
quer os pés na areia.
Não quer barulho
e nem conversa,
quer o seu pandeiro.
Não quer rotina,
quer rodar a saia
até o vento ficar tonto
e levar para longe
o que não serve
e o que pesa.
✍@MiriamDaCosta
O seu interior é sagrado. A chave desse lugar só deve ser entregue a quem sabe tirar os sapatos antes de entrar.
Tem tanta gente querendo ser eu. Gente, é tão difícil vestir minhas vestes, calçar meus sapatos e caminhar entre pedras cheias de vãos.
Se soubessem quantos fardos carreguei — e nenhum deles foi generoso comigo. Cada um sabe onde o calo dói.
Viva a sua vida! A minha, quem vive sou eu.
As pessoas que julgam a sua jornada com o rigor de quem nunca calçou seus sapatos são apenas ecos vazios de uma realidade que não lhes pertence, vozes sem peso no palco da sua história, e o erro fatal é dar a essas opiniões o poder de ditar o ritmo ou a direção do seu próprio barco. Feche os ouvidos para o barulho da plateia desinteressada e ajuste as velas para o rumo que só você vê, pois a aprovação dos outros é um prêmio ilusório que se desfaz ao primeiro sinal de sua autêntica vitória, e a paz que importa é aquela que você encontra quando se deita, certo de ter sido fiel à sua essência.
