Sair com os Amigos
Querem sair sem se preocupar
Ir pra qualquer lugar sabendo que vai Voltar
O povo só quer paz, não é pedir Demais
Governo quer dinheiro e Morador amor E paz
As vezes tenho medo de sair
De dar um rolê por ai
E te encontrar num lugar qualquer
É que tá muito na minha Cara
Que te amo
Sofrimento
Minha alma está sangrando
Não sei como sair desse chão
Como me sinto arrasada
O abandono me deu um empurrão
De novo ele veio me lembrar
Que vez ou outra ele vai aparecer
Parece um carma que me acompanha
Querendo me enlouquecer
Ruim é o estrago que ele deixa
Me quebra em vários pedaços
Mais uma vez ele me beija
Com dor, chorando .. descalço
Rejeição nunca foi meu forte
Não sei como lidar com ela
É como a dor da morte
Deixando sua sequela
Parte de mim se vai
Levando toda alegria
Nos meus olhos a angústia se revela
Que tormento, que agonia.
As vezes eu me pergunto
Se um dia vou parar de sofrer
O abandono me machuca tanto
Ele ama me entorpecer..
Será que serei normal um dia?
Sem passar por tantos danos?
A lacunas em minha alma
Cresceram, cresceram tanto.
Eu morro e volto a viver
Toda vez que a dor aperta
Ela esmaga meu coração
Me sufoca e me dilacera.
Disse: Joseanne Karla
Surto
Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.
O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.
E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.
Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.
É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.
É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.
Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.
Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.
O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:
— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?
Se hoje vou sair pensando que vou ser decepcionado, com certeza serei, a expectativa é o gatilho da decepção. Saia na certeza da conquista, coloque fé naquilo que vai fazer, se fortaleça antes de sair. Faça da expectativa frustrada um livramento, amanhã é outro dia.
Quem fica no barco conta milagres dos outros, mas quem tem a ousadia de sair contará milagres a seu próprio respeito.
O homem é o ser que não pode sair de si mesmo, que só conhece os outros dentro de si, e, afirmando o contrário, mente.
Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que enxerga outra pessoa desse universo que não é igual ao nosso, e cujas paisagens permaneceriam tão ignoradas de nós como as por acaso existentes na lua.
Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que enxerga outra pessoa desse universo que não é igual ao nosso, e cujas paisagens permaneceriam tão ignoradas de nós como as por acaso existentes na lua. Graças à arte, em vez de ver um mundo, o nosso, nós o vemos multiplicar-se, e dispomos de tantos mundos quantos forem os artistas originais, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam pelo infinito e que, muitos séculos depois de se haver extinto o núcleo de onde provêm, chame-se este Rembrandt ou Vermeer, ainda nos enviam seus raios especiais.
Pra mim, quando você namora ou está casada(o) com alguem, é errado ir para balada ou sair para o bar com suas amigas(os). Quando você está comprometida(o) com alguém, você deve saber qual o seu lugar. Caso contrário, seja solteira(o).
O comunismo coloca as pessoas dentro de uma jaula e ensina que não podem sair, que não podem mudar e muito menos pensar diferente.
Ir e vir... Direitos e roteiros distintos... Início ou fim. Sair ou chegar. Focar o que se quer e seguir.
Se não puder fechar a porta... Deixe-a como sempre esteve.
Faltou-me coragem para sair quando as minhas asas tinham apenas as suas próprias penas.
#TUDO #DENTRO #DE #MIM
Como sair de um erro sem cometer outro?
Possa, talvez você, me dizer...
Lidar com o pensamento profundo...
Na mão, um copo de um belo vinho...
Esperando o próximo minuto...
Somente os meus pés marcam essa estrada...
E mais uma noite, mais um pouco...
O silêncio chama por mim para me acalmar...
E o medo que eu tenho, faz-me pensar...
Não demores muito pra chegar...
Quem, mais do que eu, pronto a essa loucura me entregar?
Tardei em maldar a vida...
Hoje os sonhos não me satisfazem...
Tentei negar os sentimentos...
Em acreditar que não era o fim...
Me machuquei tanto...
Com tanto medo do vazio e da ausência...
A vida ganha sentido diferente...
Ah, esse tempo...
Apronta cada uma com a gente...
Antes de sair de casa aprendi a ladainha...
Se em Deus confio...
A ele entrego minha vida...
Enquanto na rua saio...
Querendo viver...
Fique você em casa...
Esperando sua hora de morrer...
Vou beber...
Jogar conversa fora...
Somente Deus sabe de minha hora...
Quero muito divertir..
Beber...
Conversar ...
Sorrir...
Enquanto você fica aí...
Por favor não me critique...
Esse é meu modo de saber...
Enquanto eu saio ..
Me divirto...
Fique em casa você...
A vida é só uma...
Para ela dou valor...
Deus que me abençoe...
Assim que sou...
Não sou homem...
De me dizerem o que tenho que fazer...
Não sou asno para me montar...
Eterno não vou ser...
Lhe respeito seu modo de pensar...
Afirmo...
Fique em casa você...
Meu coração é bem grande...
Vou amar....
Enquanto puder...
Sandro Paschoal Nogueira
#AVÔ
Aprendi que para ser feliz...
A gente precisa sair do lugar...
Às vezes, eu me pego recordando de tudo que vivi...
Todas as boas lembranças voltam e me fazem sonhar...
Sentir...
Me pego então...
Com certa razão...
Quando estive ali...
Junto a ti...
Fui tamanha pureza...
Encanto inocente...
Um menino aprendendo...
A crescer e ser gente...
Lembro de seus cabelos brancos...
Ralhos e carinhos...
De tudo que tive...
Enquanto menino...
Meus olhos brilhavam...
Tanto quando lhe via...
Minha alma inocente então...
Feliz... sorria...
O passado guarda o melhor da minha vida...
Ah...esses tempos agora...
Tão confusos...
Em que não quero me perder...
Ser avô é muito engraçado...
Ser avô é fantástico...
Como é bom...
Ter você ao meu lado...
Me cerca de carinho...
Me faz quase todas vontades...
Me conta várias histórias...
Que às vezes nem fazem muito sentido...
Para sempre irei lembrar...
Sempre...
Sempre...
Esses momentos....
De que estar ao seu lado...
Sempre foi um contentamento...
Alguém a quem eu lembro noite e dia...
A quem sempre vou recordar...
Alguém a quem eu amei...
E sempre vou amar...
Sandro Paschoal Nogueira
#ESQUINAS
São tantas as esquinas...
Mas vai ser é só isso...
Bater a porta e sair por aí...
Se perder querendo encontrar-se...
Deixar-se possuir...
Um coração a ser entregue...
Para quem não quer...
Um sorriso...
Parar de enganar-me...
Quantas esquinas eu ainda vou precisar dobrar?
A noite está fria...
Esquinas e cantos de minha alma...vazia...
Miserável vida a quem devo meus tormentos...
E em sonhos...
Esperança ainda vive...
Deixando meus rastros de solidão...
Fechei os olhos, diante do medo...
Fui me deixando, sombra...
Meu coração teima em dizer: te amo...
Sigo no proibido...
O ridículo também deve ser vivido...
Abro um sorriso para o tempo...
Insistente em passar...
Só eu sei...
Imagino o que será...
Sigo...
Nas esquinas, nos bares... nas ruas...
Tendo a lua a me acompanhar...
Sandro Nogueira
Caminhos de um poeta
