Rua
Liberdade
Quero ir morar na Lua
Mas não quero ir só
Quero levar comigo a rua
Meus amigos e minha avó
Quero ir morar na Lua
Sair de órbita, e falar com o Sol
Quero levar também o vento
O Arco Íris e os bons momentos
Quero ir morar na Lua
Porque não gosto da papelada
De tanta conta e da desigualdade
Quero a Lua e lá alcançar a tão sonhada liberdade.
"Bem-aventurados os que andam PASSEANDO à TOA na RUA, em BREVE VERÃO o SENHOR. 😎
Mas todo aquele que mantém-se fora do isolamento PORQUE PRECISA, SERÁ GUARDADO."🙌🙌🤗 -1 Covid 19:1
—By Coelhinha
Dia do Anonimato *
Dobrou a esquina decidido
A percorrer um trajeto inabitual,
Descendo a rua irregular
Notou pedestres e a muvuca central.
Gradeados, o asfalto, telhados,
Uma mureta com degrau,
Lojas, butiques, bazares,
Um açougue liquidando bacalhau.
Automóveis, lixeiras, lixo no chão
E alguma forma vegetal,
Flores num canteiro, um bueiro,
Caixotes, tubulações em geral.
No estacionamento vazio
Se encontrava escondido um casal.
Paralelo ao centro financeiro,
Muitas cifras, cortesia impessoal,
Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.
Passava um cliente importante
Pelo detector de metais digital.
Trinta e dois minutos atrás,
Uma madame foi assaltada; um marginal,
Foi demitido de um emprego normal,
Por não ter concluído 2° grau.
Uns metros dali estouraram o cartel
De uma quadrilha internacional,
Esquema armado, escutas, grampos,
Traçado por uma equipe federal.
Ergueu a mão prum ex-companheiro
Da época que bateu o ponto usual,
Apertava parafusos, rosqueava,
Martelava e polia na fabriqueta de pedal,
Nunca viu a empresa inteira,
Mas sabia que dali saíam bicicletas no final.
Parou numa barraca do calçadão,
Encostou no balcão e pediu um curau,
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável,
Recordou a vida rural.
Que remeteu à puberdade,
Tingida de idealismos e anseio liberal.
Ouviu o sino e depois um hino
Vindo da igreja onde ensaiava o coral.
Leu o título dum livro grafado num outdoor,
Best-seller na imprensa oficial,
“A Doutrina dos Humildes”, volume que
Despertou-lhe o entusiasmo literal,
Vendeu 40 milhões de exemplares, Virou mini-série de comoção nacional.
Freqüentador assíduo,
Adentrou no boteco,
Pediu um téco na medida total,
Uma pinga com cinzano
Que desceu raspano
Que nem água com sal.
Travou um carteado
Com os camaradas pingaiadas,
Gente fina esse pessoal !
Virtuoso e desapegado,
Teve cinco filhos,
Uma esposa e a ela foi leal.
Nunca em semanas, meses, anos,
Centenários e milésimos de segundos,
Após aquele dia, na história de todos os dias,
Em todos os dias dos tempos,
Em todos os tempos da história,
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional.
Deu-se por satisfeito, visto que
Com efeito, percorreu seu trajeto inabitual.
* No Dia do Anonimato ocorreu um fato,
que não alterou absolutamente coisa alguma.
Dobrou a esquina decidido
A percorrer um trajeto inabitual,
Descendo a rua irregular
Notou pedestres e a muvuca central.
Certo dia estava na rua e passou do meu lado um caminhão de lixo. Neste caminhão estavam lixeiros pendurados, fazendo o trabalho de recolher os detritos de prédios, casas, estabelecimentos comerciais assim como é feito em todas as cidades. Eles executavam seu trabalho de uma forma contentes, gritando, assoviando. Parei, fiquei analisando, o caminhão passou e o cheiro que ficou pairando no ar era quase insuportável. Fiquei olhando aquele caminhão ir embora e pensei: Como é que eles aguentam este cheiro insuportável durante sua jornada de trabalho?
Alguns minutos depois a conclusão veio em minha mente como "mágica", é claro... eles estão tão acostumados ao mesmo cheiro todos os dias que acabam nem percebendo aquele cheiro putrefeito que me incomodara a poucos minutos.
Comecei a pensar em umas certas analogias da vida enquanto caminhava...
Muitas vezes nós, seres humanos nos acostumamos tanto com certas coisas não boas em nós mesmos que acabamos achando isso normal. Pessoas vem nos falar e tentam nos mostrar mas já estamos tão acostumados que desdenhamos qualquer sinal e o "cheiro de lixo"... se torna normal para nós mesmos ou ainda seja, caímos na linha do que nos faz mal e para nós está tudo bem.
E para as outras pessoas?
Esta é uma boa analogia para quando "batemos na mesma tecla" da maneira errada que seguimos na vida. Nos tornamos estes gloriosos trabalhadores que correm, pegam o lixo e se acostumam com aquele cheiro. No entanto, não podemos esquecer que eles fazem isso pelo bem de uma população enquanto nós, transformando nossos atos (muitas vezes impensados), naquele mesmo cheiro, acabamos acostumando e querendo que as outras pessoas acostumem.
Voltamos a linha do capítulo II deste livro com a frase "Sou assim mesmo e não vou mudar". E vai querer que todas as pessoas acostumem com o cheiro do "teu caminhão" quando?
Cheguei ao prédio onde moro, sentei em um dos bancos do jardim e pensei: "Como anda meu cheiro"? Nesse caso não o cheiro que exalo do meu corpo e sim das minhas atitudes. Tenho observado se alguém tem reclamado sobre ele?
Resolvi então afastar de mim mesmo para "sentir o cheiro" que eu estava exalando e comecei a pensar se alguma pessoa por ventura teria ou estaria reclamando dele. Analisei o que estava errado e o que precisava melhorar e talvez, mudar meu perfume de alma assim como gosto de mudar meu perfume de corpo.
É impressionante como nós seres humanos nos acostumamos facilmente com qualquer coisa (principalmente as menos corretas que nós fazemos), deixando agir como uma fragrância natural.
Nos acostumamos com as coisas ruins, nos acostumamos com a dor, nos acostumamos em tratar mal, nos acostumamos em estar sempre certos, nos acostumamos com os cheiros, sabores horríveis, nos acostumamos em sermos mal tratados e quando menos percebemos, nos acostumamos ao veneno.
Tudo isso é relativo, certo?
Pode até ser, mas só é relevante quando uma vez analisado.
Olhei para mim e pensei que era hora de mudar certos costumes para deixar tudo mais agradável para quem convive comigo e está a minha volta.
Definitivamente era hora de mudar e muito mais que simplesmente cuidar do asseio do corpo...era hora de cuidar do asseio da alma!
E assim foi...
Ele olha da rua para minha janela
Da minha janela eu olhava a rua a procura dele
Estavamos tão distantes e tão perto
Sem perceber que...
Buracos de um vazio cresciam dentro de nós
Você novamente foi preenchido
E eu me tornei o vazio.
PELADAS DE RUA:
Quando menino a bola era meu fraco:
Bastava saber que no campo do barreiro de ZÉ JOAQUIM havia uma. Que ali estava eu, moleque franzino de cabelos claros cortados em franja, motivo pelo qual a molecada me chamava de “Zico”, apenas pela aparência física, pois mesmo tendo certa intimidade com a “Gorduchinha” nem de longe lembrava o Galinho.
Porém, me recordo com muita nostalgia do primeiro time formadinho com uniforme e tudo. Mas, claro, não tinha nada a ver com a realidade tupiniquim.
O padrão era do Internacional, clube lá do sul.
Ora! Ninguém queria saber se era do Sul, Norte ou outra região. O que bastava era estar uniformizado e se exibir no campo defronte ao estádio JOSÉ RAMALHO DA COSTA, pointer dos times de peladas de rua à época. Por quê? “Por que ali era onde os jogadores profissionais e técnicos do América Futebol Clube passavam para os treinos e todos os moleques alimentavam a esperança de um dia jogar no América. Carinhosamente chamado de” MEQUUINHA”.
Como em todo grupo existem as figuras pitorescas aquele não podia ser exceção. Logo aparece o “Beque Central” do time, apelidado de “BUBAÇO”. Era uma figura esguia, meio corcunda e olhos quase que saltando de órbita.
Buba como carinhosamente o chamávamos, sujeito não muito adepto da higiene, tinha o mal habito de conservar as unhas dos pés sem apara-las.
Também lembro com muita nitidez que todos jogavam descalços porque a grande maioria dos meninos eram filhos de pais pobres e não podiam comprar o Kichute. Pois era privilegio dos mais abastados filhinhos d papai.
Nunca me saiu da lembrança, um fato no mínimo hilário, que até hoje quando lembro me passa um VT daquela cena inusitada: Era a final de um torneio, e nós decidíamos com o Botafogo de Ciço de Miguel Eustáquio. Que por sinal era o melhor entre os demais times.
A partida estava com o placar em 0 X 0 e já no finalzinho do jogo quando Bubáço (jogador), recebe uma bola cruzada sobre o zagueiro adversário, dribla-o” Quipa” e chuta com bastante força a bola que era de plástico, a saudosa Canarinho, o xodó da gurizada nos anos de 1970. Parece mentira, as unhas salientes do atleta corta a pelota e o gol é abortado.
Desolado e visivelmente indignado. Entra em cena JUVENAL, dono da bola e do fracassado time. Percorre todo o campo como se numa volta olímpica com um único intuito, agredir o pobre Buba que além de cortar sua bola, frustrou o resultado daquela partida.
O cartola ao alcançar seu jogador, impiedosamente o agride físico e verbalmente. Além de suspendê-lo da equipe até que compre uma nova bola e apare suas malfeitoras unhas.
Ainda meio assustado estava ali estático.
Eu, e os demais colegas do clube. Sem esboçar nenhuma reação em defesa do principal personagem daquele espetáculo que hoje juntamente com seu “algoz” encontra-se em outra dimensão.
Tudo isso para fazer jus ao que digo ao encetar o texto:
(A bola era definitivamente o meu fraco). Diferentemente do que representava meu ídolo Arthur Antunes Coimbra (Zico).
Nicola Vital
Se eu soltar meus passos para onde eles vão
Que caminho ele vai tomar
Que rua vai seguir
Que atalho vai buscar
Se seguir meu coração onde vou chegar
Se me deixar levar pelo pensamento onde vou parar
Se me deixar levar pela vida só tem um caminho
Aquilo que todos chamam destino
A gente tem muita dificuldade de reconhecer quando encontramos uma pessoa conhecida, na rua, por conta do uso das máscarass.
E não adianta se arrumar, passar maquiagem, batom vermelho, etc. As mascaras nos "escondem".
Que isso nos ensinem que usar máscaras em nossa personalidade e comportamento também nos escondem de nós mesmos.
Que sejamos verdadeiros, honestos, justos e humildes em nossos relacionamentos.
Que não enganemos ninguém.
Que caiam nossas máscaras interiores.
Se ainda não conseguimos totalmente, que comecemos a partir de hoje.
Desencontros
A vida e suas esquinas!!!
Na rua do amor te procurei e não achei
Você, errante como o vento, levou de mim o seu semblante.
E, de repente meu coração ficou perdido
No sinal vermelho, foi deixado por ti meus carinhos
Talvez um dia, na próxima esquina, eu me ache com meu amor.
Vê o sol
Vê a lua
Vê as flores
Vê a rua
Vê girassóis
Vê margaridas
Vê pássaros
Vê o mar
Vê a flor
Vê o vento
Vê as palmeiras
Vê pensamentos
Vê a vida
Vê girando
Vê canções
Vê tocando
Vê poemas
Vê rosas
Vê versos
Vê prosas
Vê o arco íris
Vê as tardes
Vê borboletas
Vê poesias
Vê os quintais
Vê as pipas
Vê os risos
Vê a alegria
Vê as cores
Vê a festa
Vê as rodas
Vê a sintonia
Vê as rimas
Vê o verão
Vê o outono
Vê a paixão
Vê o homem
Vê as mulheres
Vê os sonhos
Vê a magia
Vê a familia
Vê os amigos
Vê alma
Vê coração
Vê as noites
Vê as tardes
Vê a vida
Vê os amores
Vê a música
Vê a esperança
Vê as crianças
Vê novos dias, virão !
Leonia Teixeira
16/06/2020
Não desista do caminho, às vezes uma estrada cheia de pedras pode te levar numa rua com vista para o mar.
Minha ruazinha...
Minha rua é tão bonita
Tem uma magia ímpar
Um quê de lar
Um cheiro de bolo de fubá
Um frescor de margaridas
Minha rua tem risos
que somente tem por lá!
Suas casas antiquadas
de arquiteturas ultrapassadas
não chamam a atenção de ninguém
Por elas não se dá nada!
Mas ali há tanta vida
Tanto calor...
Violetas nas janelas
E avós cuidando delas...
Sagrado dulçor.
Hahh, minha rua,
Minha simples ruazinha
Rua da minha doce infância
Que me trás tanta lembrança
e que hoje , guarda em si,
de mim,
a poesia.
Nunca saiu à rua, sem esticar os lençóis à cama
com a precisão de quem faz as manhãs todos os dias,
de quem dá um jeito à vida, antes de se pôr a trabalhar.
Uma cama bem feita vale bem um verso terminado,
sem o desperdício das palavras que não rimam.
Há que resgatar o gesto repetido, dia a dia,
como quem cumpre a métrica precisa do poema;
uma cama desfeita e ao desalinho é um sítio perigoso
para deixar o corpo a descansar, lugar de roturas, ligamentos
um passo em falso, tropeçado sem cuidado,
e podemos dar um mau jeito
ao coração.
RUAS DE QUINTANA
Tantas vezes cruzei por ti
na rua de teu andar
que pena!
não te reconheci
agora te encontro sempre
nas ruas que não andastes
naquela rua encantada
que nem em sonho sonhastes
Passo na rua e olho para ver se te vejo.
Andavas sempre a distribuir um pedacinho de conversa. Aqui e ali... Eras uma faladora nata.
Conquistavas com o teu olhar meigo e palavras alegres todos os que te ouviam.
Sempre sorridente e de coração aberto partilhava vivências com as tuas companheiras....
Agora a rua ficou mais triste, as tuas amigas mais prostradas... Perdeu o brilho do teu olhar.... A estrada perdeu as pegadas que carinhosamente ias deixando.
O vazio e a saudade vão apertando, deixando uma mágoa inexplicável...
A idade não perdoa, mas a vida não tem idade..
As tuas lindas flores já sentem a tua falta.... Tenho de lhes dizer que agora cuidas delas do outro lado... Mas cuidarás sempre....
Porque continuas a fazer o que te fazia feliz....
Até um dia....
Se você tem vários pilares na vida, caso algum deles rua, os demais conseguirão te sustentar com tranquilidade. Já se você tem apenas um ou dois pilares sobre os quais tem a vida sustentada, perder um deles pode representar uma grande destruição pessoal. Portanto, diversifique sua atenção e erga um alicerce mais variado - e saudável - ao seu redor.
