Rua
O MENINO NOVINHO DA MINHA RUA
O menino novinho da minha rua,
de passos leves, sorriso no olhar,
tem a inocência que o tempo cultua
e o jeito doce que faz encantar.
Corre descalço, liberdade em brasa,
brinca com o vento, desafia o céu,
o dia é palco, a calçada é casa,
na vida simples, reina o troféu.
Os olhos brilham, reflexo do sonho,
o futuro é vasto, um mistério a se abrir.
No agora, tudo é riso risonho,
é puro, é leve, é de nunca partir.
E assim ele segue, na rua, menino,
sem pressa, sem medo, dono do instante.
Na dança da infância, encontra o destino,
e cada passo é um passo vibrante.
A rua já foi o palco da alegria, da liberdade e da vida. A rua já foi palanque das travessuras, artes, brincadeiras e algazarras da meninada. Quando a noite chegava, era a volta pra casa; mas a vida ficava guardada nos bancos das praças arborizadas, nos quintais floridos cheios de frutas maduras e na certeza de que nada roubaria delas a criatividade, a naturalidade, a simplicidade e a inocência, que as fazia donas do palco e do mundo.
Rua
Rua escura, sem saída
Sombras se movem na sarjeta
Um grito ecoa na noite
Um corpo é arrastado
Rua fria, sem alma
O vento sussurra segredos
Um choro é ouvido ao longe
Um espírito vaga
Rua perigosa, sem vida
O crime impera na esquina
Um assassinato é cometido
Um cadáver é jogado
Rua macabra, sem esperança
A morte é o único destino
Um funeral é realizado
Um caixão é fechado
Rua tenebrosa, sem futuro
O medo é o único sentimento
Um pesadelo se torna realidade
Um terror sem fim
Queria olhar, olhei
Queria tocar, toquei
Queria uma flor, peguei
Queria sonhar, sonhei.
Queria cantar, cantei
Queria dançar, dancei
Queria abraçar, abracei
Queria beijar, beijei.
Queria amar, amei
Queria chorar, chorei
Queria gritar, gritei
Ao desabafar, desabei.
Queria alegria, alegrei
Queria esquecer, não sei
Queria ficar, mas fui
Queria me perder, me achei.
Ser criança é ver o tempo passar e não sentir o dia acabar
É lembrar...
dos banhos de chuva,
das brincadeiras de rua,
das cirandas de roda,
das correrias nas poças d’água
Sentir o cheiro do jantar
e saber que à hora de brincar acabou,
pois é hora de voltar para casa, tomar um banho e dormir
Tudo foi um dia um momento inesquecível
✍️
Aquele ser
queria escrever,
e a sua
inspiração se insinua,
e ele em frenesi naquela rua, sem nada para anotações...
*
Quem de longe o observa,
em frases silenciosas diz:
"No mínimo este maluco deve ser poeta."
***
Pra vida ficar melhor
Que seja até mesmo na rua
Cante uma música pro Sol
Ou recite um poema pra lua
Sobre correr em uma manhã de domingo…
Não corremos sozinhos. Mas seguimos nosso próprio ritmo.
Há pessoas “escrotas” que correm disputando com o próprio ego, mas elas não sabem disso. E existem pessoas inspiradoras.
As pessoas inspiradoras nos impulsionam a seguir em frente.
Há quem corra pelo prêmio e aqueles que querem a experiência.
Há quem vá por pressão alheia e quem vai por estilo de vida.
No final, nos encontramos todos na linha de chegada. Após percorrer o mesmo percurso, porém de modo e tempo diferente. E aqui está o aprendizado.
E você, qual corrida está correndo?
Gratidão, Gratidão, Gratidão
Gratidão à Deus, à Deusa
Aos Devas, à Lord Ganesha, à Shiva
Gratidão aos Orixás, Pretos Velhos
Exus, Pombas-Giras, Erês, Ciganos
Mil Graças às Entidades, à Jesus Cristo
À Santa Mãe, à Krishna, a todos os Santos
Gratidão ao Povo da Floresta, à Rainha
Graças aos Caboclos, aos Anjos e Guardiões
Gratidão, Gratidão, Gratidão
Ao Universo Infinito, ao Uno, ao Todo
Aos Irmãos das Estrelas, aos Seres de Luz
Bendito todo aquele que é Grato
E que de Gratidão reveste seu caminho.
✨ Amém 🙏
"De repente, tudo se acalma
Entregue a doce abandono
As cigarras cessam seu canto
E as folhas bailam na rua
- alegria livre e nua -
À luz dourada do Outono."
Brigar na rua é para tolos. Por que entraria numa briga com um estranho, que não tem nada a ver com sua vida, que poderia tirar sua vida?
Rua do Outono
É lindo como o tempo
Se revela pela natureza
Ao agitarem-se ao vento
As folhas coloridas dos pinheiros
Verdes, laranjas e amarelas
Caem pontuais na estação certa.
Relógio divino do contar dos anos
Tempo que passa sem nos avisar
Nisso vestem-se as canaletas
Povoadas de pessoas felizes
Que se fotografam na alegria plena
De assim comemorar o renascer
De mais uma vez o despontar
Um novo outubro da vida se viver.
Jorge Jacinto da Silva Junior.
AURORA DA MINHA VIDA
Andei na Rua da Aurora
quando era colegial.
Ao sair da minha escola,
todo dia era igual.
As pontes atravessei
na fase que mais amei,
no meu tempo jovial.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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