Rotina
Preciso de rituais que me incentivem a abraçar o que é repetitivo, antigo e silencioso. Mas o que anseio é novidade e estímulo.
O desapego esconde muito mais sorrisos do que as máscaras que há tanto tempo nos vestem. Sim!!! Minhas máscaras circulam todos os dias enquanto eu ignoro o passar do tempo com minha senciência desorientada. Já não encontro definições para o que vivo e, por hora, nem mesmo sei se há algo que eu realmente sinto.
Não é sobre se intoxicar de gratidão e excesso de felicidade. Viver é sobre cultivar aos pouquinhos bons costumes, ir dia após dia pegando cacos do passado e tornando eles novas obras de arte.
É sobre odiar um dia e se sentir culpado no seguinte por ter pensado em desistir, é sobre buscar culpados pelas dores que você carrega no peito e não sabe como lidar. É sobre fingir que não se importa até não se importar de verdade. É sobre amar mais intensamente uma situação passageira do que a rotina. É sobre abrir mão chorando do passado que não pode ser revivido. É sobre perder pessoas, coisas, lugares e ser obrigado a continuar, mesmo não querendo.
A vida não é uma metáfora, mas ela brilha como estrela. Não é empolgante sempre, mas é sempre requisitada no leito.
A vida é aqui...
A vida é esse segundo...
A vida é... agora.
As vezes somos obrigados a viver uma vida que não queremos por causa de nossa situação atual, quando a obrigação é maior que emoção. A vida se torna só uma rotina cinza e sufocante!
A sua ausência não traz paz, mas não leva ao desespero.
Só me entristece a saudade que carrego aqui no peito.
Pensando naqueles dias de rotina onde tudo é perfeito.
Não precisamos de muito, são tantas as nossas afinidades que rimos.
Somos igual a (B1e B2)
Um dia prometi que: Viajaria com passagem só de ida sem pensar se algum dia poderia voltar(1° poema que dediquei)
Que sorte a sua que eu vou sempre cumprir as minhas promessas
Vou estar, vou ficar nesta " Viage"
Somos imperfeitos, e é nas imperfeições que juntos somos PERFEITOS 💕
Amo-te por inteiro.
Eu tinha esquecido como era bom acordar com alguém ao lado. Se quisermos, esta pode ser a nossa rotina.
A quarta repete a segunda, que foi igual ao último domingo, que será igual a semana toda.
Na quarentena todo dia a gente luta com essa rotina entre quatro paredes...
Os nossos pensamentos e comportamentos formam o que chamamos de hábito. Ele é um dos motivos pelos quais consumimos uma xícara de café pela manhã ou deitamos do mesmo lado da cama todos os dias.
Eu não funciono se eu for obrigada.
Ou pressionada. Eu
preciso de
liberdade,
espaço e
independência,
Se não, só me
resta a bagaça
O sentido de amar não está no ato de controlar ou mudar o jeito de quem ama, tentando influenciar sua vida que desde o início conhece sua rotina.
A Beirada
Ao caminho do trabalho
Todos os dias entre a rua
E a calçada
Me encontro na beirada
De uma rotina trágica,
Cansativa e depressiva.
Quem sabe, um dia
Por ironia, eu erre o caminho
E encontre a outra beirada.
Se for um abismo, me jogo
Se for um aviso, eu paro.
Porem se for um sonho,
Eu durmo.
Que lucrei, eu, Senhor com o tempo perdido?
Num e noutro despojo me achando o que a vaidade me propôs...
Nunca mostramos o que somos, senão quando entendemos que ninguém nos vê...
Mas se ninguém nos vê o que importa afinal ser ou parecer?
Escoar-se é um desperdício...
Assim como aprisionar o vento...
Pouco se ganha...
Tanto se perde...
Tantas coisas sem sentido...
Homem que sou...
Ó divina esperança onde estás que comigo brinca...
E não me convida à dança...
Tu que transforma os sombrios pedadelos em sonhos dourados...
Que nos inflige e nos obriga a levantar da cama...
Virgem de eterno devaneio...
Que hoje minhas mãos não alcançam...
A rotina é tão pesarosa...
As mesmas pessoas enfadonhas...
Dentro de mim, a noite escura e fria se anuncia...
Que me olhar não se perca...
Entre tantos outros que passam...
E farto de fadigas...
E de fragilidades tantas...
Que amanhã...
Em outro dia...
Então...
Eu floresça...
Sandro Paschoal Nogueira
Não tenha vergonha de ter um coração doce, pois o que mais existe lá fora são corações endurecidos pelo frio das desilusões. Pessoas anestesiadas pela rotina implacável estão mortas em vida. Seu verdadeiro superpoder é sua capacidade de sentir, de se emocionar diante da beleza do mundo.
Viver no trânsito leva o corpo ao trabalho; viver em transe conduz a alma ao encontro de si. Um acorda para a rotina, o outro desperta para a vida.
Transporte público, a fila do inferno, corpos amontoados em busca de um lugar na janela, onde a paisagem externa é mais bonita e o olhar interno tedioso, isso diz muito sobre nós mesmos, e as respostas seguem nas pequenas coisas da vida.
