Rotina
01 de Dezembro de 2013...
Olá, queria dizer que já faz um tempo que perdi aquela velha obsessão de escrever compulsivamente, de encher linhas e páginas com meus pensamentos e minhas perturbações interiores, meus poemas, meus contos, meus quadrinhos. Só toquei neste lápis para escrever esta carta. Hoje em dia estou trabalhando com mais seriedade e tendo uma rotina equilibrada, fazendo um curso duas vezes por semana, praticando esportes esportivamente. Deixei de lado os livros que deixavam minha cabeça inspirad.. inquieta e passei a assistir televisão, é legal, principalmente pra me ceg.. acalmar, pois fico sem pensar em nada. Minha vida social melhorou, estou me adaptando aos circ... círculos sociais de diversos tipos de pessoas.
Acho que era realmente uma elevaç.. ilusão ficar vivendo sossegado, bem, porém, com pouco dinheiro. Eu esperava poder continuar aquela ótim.. vida solitária cada vez desenvolvendo mais meu talen.. modo prejudicial de viver. Agora que estou ganhando mais dinheiro, posso comprar coisas fút.. e idiot.. que me deixam feliz e realizado. Pois, o que era estar feliz e realizado antes? O que eu queria da minha vida?
Era estar em contato direto com a natureza
Observar a noite
As estrelas cintilantes
mostrando seu brilho
apesar de distantes
A lua refletindo sua energia
interferindo em quem sentia
sua presença como companhia
Os barulhos do mato
no escuro teatro
um infinito ato
O cheiro das plantas
pelo orvalho regadas
por mim apreciadas
Sentir logo cedo
O gosto do fruto
Escolhido a dedo
Perceber o frio se afastar
a luz como um trem a chegar
e o sol enfim a brilhar
O som do pássaros
cantando nos galhos
inspirando meus passos
Doce de leite
pão caseiro
meu doce deleite
Chá de hortelã
olho pela janela
minha mente sã
Pego meu violão
sento na varanda
toco um nova canção
Com meu caderno
bem longe de todos
de tudo que é moderno
em meu carma eterno.
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1 de Dezembro de 2013
Olá, só queria dizer que estou me mudando, vou morar em algum lugar onde meus sonhos estão me esperando, lá não tem quase ninguém, talvez não encontre alguém. Vou para onde eu estarei feliz, pois minha vida até agora não tinha mais tanto sentido, mas daqui para frente não quero mais me esquecer, daquilo que me faz feliz pra valer, um abraço..
Vamos mudar o foco, inverter as prioridades, remodelar o figurino e principalmente reescrever um nova história. Pode parecer pouco, simples ou dar tudo errado outra vez .... mas uma coisa será certa ... Você sairá da rotina. E perder o fôlego as vezes é preciso para que você aprenda a respirar
O difícil é acreditar. Quando se desacredita, algo te diz para não ser tão cético, algo te diz que vale a pena acreditar mais uma vez. Acreditando de novo e desacreditando em seguida... Percebo que não tem cura. Palavras são extremamente banalizadas e facilmente pronunciadas, para um romântico sem cura, acreditar nelas e depois, por elas próprias, ser desacreditado, já é rotina. Uma rotina que, no momento, não me faz bem.
A vida é algo que sei lá, se topar qualquer parada você tem que ir sem nem pensar nas consequências, se fica, segue a rotina malditas de seres comuns e idiotas.
A vida que levamos é a vida que aprendemos a levar. Criando rotinas, que muitas vezes nem percebemos que as fazemos, somente deixamos acontecer, porque foi assim que nos ensinaram.
Às vezes, ficamos entediados sem motivo aparente. Faz parte da nossa total inércia em relação à rotina. Levamos a vida no automático... Fazemos, dizemos, assistimos... as mesmas coisas todos os dias e depois reclamamos da falta de novidade.
Quão triste é este fim de tarde,
Pessoas cansadas, pelas calçadas,
Perderam o sol, ganharam o dia...
O pôr-do-sol não há quem retarde
E nem voltam as horas passadas,
Trocadas por pão e moradia...
Nem o álcool e nem a nicotina
Mata mais gente do que a rotina.
Quando já não se sabe o que espera de você mesmo,
E ao deitar já não se sabe qual idade tem
No amanhecer tem que ser o que é mesário ser
Pra quando a não houver mais luz ter uma historia pra contar.
Eu só queria saber dizer tudo que eu tenho pra falar
Fazer com que tudo ocorra como o planejado
Mas os melhores e piores dias nunca são programados
Não há mais livros pra ler,
E não há um numero na lista pra ligar,
O humor depende das dividas,
me alimento com o que eu tenho que pensar
Vivemos presos no passado, corrompendo nossas expectativas
e morrendo cada dia.
Esperando que algo der certo, que tudo mude,
Que não percamos a intensidade de viver e de sorrir.
Rindo às vezes, recordando os bons momentos de sorrisos e conversas agradáveis...
Imaginando o futuro com brilhos estelares nos olhos, e alegria infindável,
Passando as noites com os amigos bebendo e discutindo politica e religião
ou até mesmo coisas do coração.
Ah como tudo seria se o destino não fosse tão traiçoeiro?
A cada dia que passa a solidão te deixa cada vez mais louco, e ainda mais irreconhecível até pra si mesmo,
quando a insegurança aperta e você não sabe nem o que fazer, se culpando achando que provocou todas as frustrações vivídas.
E aquele vinho barato?! Hum, lhe faz ter prazer e até mesmo um conforto, um sopro de alegria ou tristeza nos momentos de embriaguez.
A dúvida é sinal de sanidade, mas ter dúvidas é tão desconfortável... A curiosidade é amiga da dúvida e inimiga da certeza, tudo relativamente fora da compreensão humana.
Então você vaga, buscando algo com essência estranha que preencha o seu Eu, lhe dando esperança e fé em si mesmo.
Acordei, levantei, lembrei de você
Me arrumei, saí, pensei em você
Cheguei, embarquei, orei por você
Viajei, desembarquei, quis estar
[com você
Voltei, deitei, sonhei com você
Acordei, estudei, liguei pra você
Me alegrei, me perdi, me imaginei
[com você
Estudei, me banhei, me arrumei
[pra estar com você
Encontrei, abracei, te beijei
Agarrei, comi, as mãos lhe estendi
Te levei, te alegrei, novamente te
[beijei
Liguei, cumpri, me separei de ti
Voltei, me troquei, refleti
Escovei, desarrumei, caí
Pensei, pensei, senti
Minha rotina sem você é a
[mesma sem mim
A vida é um cego mascando chicletes, não vemos nada ao nosso redor e insistimos em repetir sem parar os mesmos movimentos em busca de um sabor passageiro
VERSOS ENGARRAFADOS
Meus versos, estão no engarrafamento das vias de minhas rotinas;
Onde meus pensamentos atropelam meus sentimentos, freados pela velocidade do tempo.
Vivo em um círculo sem fim
sempre girando
não importa o que eu faça
sinto que não saiu do lugar
não conquistei nada
fico cada dia mais velho
mais perto de morrer
me pergunto todo dia
vale mesmo a pena viver
essa vida vazia
sem graça e sem propósito algum
mesmo assim aqui estou
seguindo em frente
como um navio no breu
sem saber para onde vou e se chego em algum lugar
vou levando a minha vida
girando e girando sem parar.
Acordo, levanto sem ânimo, olho para as coisas ao meu redor, nada tem cor ou brilho, nada mais me surpreende, ando pelas ruas, com destinos já traçados, sem ânimo, sigo até meu ponto final, entro em casa, busco meu banho quente e durmo, e o ciclo volta a se repetir...
Só quero o fim dessa merda toda.
Além do Tempo
Sou hoje mais infeliz que ontem,
Já perdi aquele brilho intenso e vivo no olhar.
Eu já perdi o ânimo em acordar, eu só sei sobreviver.
Coisas que me alegravam antes,
Agora jás passado, mórbido e enterrado.
Já o que me entristeci antes, não sou vivido por isso.
Acontece que sinto falta do miseráveis detalhes.
Miseráveis esses, não por serem medíocres,
Mas por serem insignificantes no momento.
Você que deixa passar, acho que é história?
Então guarde na memória!
Sabe?
A Rotina da vida, conversas na cantina,
O apego no sossêgo, isolar-se no recreio,
As brigas de idade, falta de maturidade.
Sentar, sorrir, dividir o fone de ouvido.
Ver, ouvir e sentir meu pequeno Melro. .
Sou incompleto, infeliz. Por que assim vivi.
A vida mais feliz de todas.
O dia começa
Como terminou ontem
Sem saber
Sem estar
Só indo
Buscando aliviando
Criando
Fazendo
Sentindo
Cada coisa em seu lugar até tudo misturar
Sai daqui entra ali
Vem vai fica sai
Busca cai liga desliga
Faz deixa de fazer
Só que aqui é assim
O ser ou não ser é uma constante
É um lugar fixo inconstante
Que não dá para ver, mas da sentir
Sentir tudo nada e não
Esquisito
Não ligo
E assim vamos
Sabendo ignorando lutando
Brincando com fogo
Assistindo e sendo assistido
Cada um cada um
Sempre
Sempre
sempre
As pessoas têm mania de colocar a culpa no amor quando do término de uma relação.
"Nos distanciamos, ou, nos separamos, porque o amor esfriou, acabou".
Nada disso!
O que acaba com os casamentos (com os amores, com as pessoas e com qualquer relação humana) chama-se: comodismo.
É a tal história...
"Eu amo, mas já conquistei, já é minha (ou meu), nunca vai me deixar, me ama e faz tudo por mim (é louco, ou louca, por mim), está tudo perfeito e sob controle"...
Tem amor ai? Pode até ser que tenha. Mas o que com certeza tem - e em excesso - é egoísmo e comodismo, coisas que não existem na fase da paixão, no início da relação, naquela mágica e maravilhosa fase da conquista.
A rotina, os problemas, a falta de paixão e o comodismo é o "Quarteto Bombástico". Geralmente nessa ordem, eles vão ocorrendo sutilmente e corroendo os relacionamentos. Quando você se dá conta... Já era! Já foi!
Rapidamente, vira uma relação de amor e ódio, tapas e beijos, até sobrar apenas um estado civil e certa tolerância.
Ou, em casos piores, um não mais suportar respirar o mesmo ar que o outro. Daí, de duas, uma: Ou logo se separam, sem grandes sacrifícios e complicações... Ou (pelo comodismo de sempre) permanecem juntos, buscando em terceiros o combustível para "abastecerem seus tanques".
Volto a dizer, não é o amor que acaba.
Amor que é amor não tem fim.
Mas o egoísmo e o comodismo abalam as relações.
As relações, sim, é que acabam.
Quem me vê assim levando os afazeres cotidianos, essas conversas banais. Não imagina o quão longe eu estou de tudo, até mesmo de mim.
