Riso
O cósmico se manifesta no cômico. O riso é uma chave que dissolve tensões e restaura a harmonia entre o ser e o universo. Assim como o cosmos é expansão e vibração, a gargalhada rompe padrões cristalizados, detonando micro big bangs em outras dimensões.
O Riso da Razão
A razão nos trouxe longe demais.
Fez-se lâmina, espelho, consciência.
Inventou nomes para o que morre,
catalogou a tragédia, pesou a sombra,
criou a ilusão do controle.
Mas a morte ri.
Riu de Sócrates quando bebeu o veneno,
riu de Hamlet segurando o crânio,
ri agora de nós,
tão lúcidos, tão preparados,
tão certos de tudo que se esfarela.
A arte nasce dessa consciência:
sabemos que vamos morrer,
então escrevemos.
O poema é a voz do desespero
mas também do desafio.
Dissimula a finitude, mas não a nega.
Rabisca no ar um sentido impossível,
um mapa para lugar nenhum.
E ainda assim, rimos.
Porque entendemos o jogo.
Porque, no fim, a única resposta à morte
é este delírio lúcido—
este poema.
Riso ao Ar Livre
Esperamos o que não vem,
erguemos muros para o vento,
nos calamos para dizer nada.
O tempo, cego e mudo,
tropeça nas próprias pegadas.
Rimos—
não do mundo, mas dentro dele,
não por graça, mas por ruína.
A palavra falha, repete,
cai como pedra no abismo
e volta em eco de gargalhada.
Beckett escreve silêncio,
Kafka lê a tragédia e ri,
Nietzsche dança na beira do abismo.
Deleuze escancara a porta
e nos joga para fora:
o pensamento precisa respirar.
Riso esquizo, riso seco,
o cômico do além-do-humano.
Entre os escombros da certeza,
só resta essa alegria dura,
essa centelha, esse clarão.
E no fim—
quando tudo desmorona,
quando o palco está vazio,
quando a última palavra falha—
só nos resta rir.
Vestígios dos Lençóis
Meu riso está tão triste...
Procuro suas mãos
no breu da noite,
na escuridão
do colchão.
Tateio e tateio...
Não sinto nada,
apenas a fronha,
onde um dia
te tive e desejava.
Te amava... e amava.
Nosso suor, pela cama,
sempre lá estava.
Escorria...
Pelo seu corpo,
nosso amor
líquido ficava.
Nossos receptáculos,
repletos de calor,
reluziam um brilho
jamais esperado.
Era o amor
de nossos corpos,
em memórias,
eternizado...
Se um dia fui riso, se um dia fui pranto,
se causei a dor ou fui ledo encanto,
sou feito de falhas, mas sigo a lutar, errando, aprendendo, buscando acertar.
Toque e Fogo
Em meio ao riso, ao nosso enredo,
minha mão desliza, sem medo.
Na curva macia, morena e quente,
um aperto leve, um toque ardente.
Teu olhar responde, faísca e chama,
brilho escondido, desejo que inflama.
Na dança sutil de pele e arrepio,
teu corpo se curva, entrega ao frio.
Não é só toque, é jura, é laço,
é ter-te perto num breve espaço.
Entre risos, entre segredos,
aperto tua coxa e perco os medos.
Teus músculos tensos, um leve tremor,
denunciam o fogo do nosso calor.
É um gesto simples, mas tão profundo,
como se eu segurasse em minhas mãos teu mundo.
E quando afrouxo, num jogo envolvente,
tua pele implora, pede mais quente.
Entre apertos, suspiros, ora pois,
somos apenas nós… só nós dois.
O fogo eterno é o maior riso contra risadas riscadas.
A fumaça é densa e infinita em enxofre de eternidade.
Sabe...
Já me apaixonei perdidamente,
cegamente por alguém.
Meu riso era frouxo e sincero.
Meu coração batia tão rápido,
e as horas pareciam seguir cada batida,
pois cada momento ao seu lado
era breve, bom e delicado.
Eu não sabia o que fazer,
pois nada mais enxergava além de você.
Tu me prendeu de uma forma
que não posso explicar,
nem mesmo com palavras
ou com essas músicas clichês de romance.
Tudo parecia um filme,
mas sem trilha sonora,
sem tudo aquilo que as pessoas acham bonito.
Nós não podíamos ser quem éramos...
por medo.
— EE
Nasci do sonho de permanecer em riso,por momentos eu cresci apanhando da vida mas a resiliência me mantinha de pé.
Acostumei-me a tomar a forma de João teimoso,um dia caia chorando,no outro me erguia sorrindo,era muita surra da vida, e se fosse hoje chamariam o conselho tutelar para ela.
Com o tempo me vi firme porque o choro já não me derrubava, porque eu via gosto de minha queda no rosto alheio. foram muitos choros depois disto ,mas minha expressão era intacta.
A dor era a mesma.
Como as pessoas são cruéis! mas, eu podia ver em cada uma delas a projeção de suas derrotas.
Tempo futuro eu não sofria mais, me fazia coluna,firme,arrojada com vigas de ferro na caixaria.Um pedreiro entenderia bem minhas palavras, por dentro escorria lágrimas em perceber como as pessoas não se importam com sua história e com o que vc passa, com o que você sobrevive.culpam,
julgam,por percepção equivocada. Não posso me importar, eu não seria fruto se olhasse para a erva daninha. Quem tira sua forca é conta não paga e as minhas foram todas bem pagas e, em dia.
Hoje meus caminhos continuam sendo trilhados. Pés doloridos, corpo cansado. Mas meus olhos não lacrimejam para qualquer um, minhas lágrimas são seletivas, e só derramam para quem tem o coração de gaivota, solitário, pensativo,coração de compaixão.
Todos os cartunistas do mundo (...) sempre passaram o riso em volta do tirano.
Passei dois finais de semanas intensos…com momentos de mergulhos profundos, regados de choros, risos, elevação plena, expansão de consciência a nível máximo, muitos aprendizados, honradez e harmonia!
Digo com toda certeza, que talvez não seja fácil ser Eu … para saber como é: “Calce meus sapatos, ande meus caminhos., viva minhas dores e minhas alegrias e perceberá que nem tudo são flores” Há pedras no caminho, há flores e luz no altar, há chá para beber, há seres que tenho a honra e o merecimento de fazerem parte da minha jornada.
As pedras me edificam, me sustentam, a água me trás a leveza, o chá eu aprecio em reverência, as flores e a luz eu entrego em gratidão!
Talvez, não seja fácil ser você também, mas eu lhe digo: pode ser prazeiroso, experimente… calce seus próprios sapatos e trilhe seu caminho e não se esqueça, leve consigo companhias que edifiquem, pessoas incríveis que nos processos mais profundos possa te extender as mãos, mostrar a beleza das pedras … e que pedras!
Gratidão a todas as energias divinas que nos amparam.
Gratidão infinita.
Minha profunda gratidão ao meu amor além da vida Toni, meu marido lindo, e de admirável grandeza, minha amiga Soninha, a terapeuta transpessoal mais linda da vida, a Lazuli minha parceira e cão terapeuta , Coco a alegria e o Max, meu ex arteiro favorito!
Amo vocês!
Honro e admiro!
Não tenho palavras para vocês … só sinta minha presença e Gratidão!
Sou Giovana Barbosa e eu falei!
Ahooooow!
Teu cheiro em cada flor
Cantos
Rosas em jardins teu riso
Flor
Teu canto
Tua voz de encanto
Em cada flor
Rosas e flor
Nos versos
Nos sorrisos
No falar
Em cantos
Flor
28/04/2024
Em cada riso teu, há um verso que se desenrola, uma rima que floresce em meio à simplicidade do cotidiano. Tua risada é um poema que não precisa de palavras, uma obra-prima orquestrada pelo sopro do afeto, tocando as cordas mais sensíveis da minha alma.
Apaixonadamente, persigo cada sorriso teu como um pintor busca capturar a luz perfeita, como um poeta sonha com a metáfora definitiva. Nas entrelinhas do teu riso, descubro os segredos mais doces da felicidade; um universo de cores explode em esplendor, pintando o céu cinzento com pinceladas de esperança e alegria.
Teu riso é a melodia que embala meus dias, a canção que transforma o mundano em mágico, o simples em sublime. Nele, cada nota vibra com a pureza de um amor sincero, cada gargalhada é um convite para dançar sob o ritmo do nosso encantamento compartilhado.
Quero ser eternamente o artesão das tuas alegrias, o poeta de teus sorrisos, compondo na cadência do nosso amor versos que celebrem a beleza do teu riso. Pois em cada risada tua, o mundo se reescreve mais bonito, e eu, eternamente cativo desse som, encontro o verdadeiro significado de amar.
Na manhã que desperta, lá vem ela, Morena bela, como uma estrela. Seus cabelos ao vento, seu riso no ar, Iluminam meu dia, fazem-me sonhar.
Sou pequena, sou astuta, sou fugaz e sou matuta.
Sou comédia, sou toda prosa, de riso ligeiro
e de sentimento feito rosa.
Sou de rima, de menina, sou de lima e de limão...
Sou de acerola, de pitanga, de pé de manga
e vivo de tanga.
Mas sou menina, sou felina,
vivo acimae sou de rima!
Teu sorriso tranquilo como de Narciso
(...) É teu riso; teu cabelo é ouro reluzente
Os teus lábios infantes doces, de volúpia
Os teus ombros como capitel circundante
Orfeu cant’ aos céus, teu ser ao que alumia (...)
