Risco
Vai pula no escuro,
É um risco né.
Sim...
Não...
Não sabemos, o risco é sempre risco...
Pode ser de caneta ou a lápis...se for a caneta, a caneta vai decidir... Ser for a lápis, a borracha pode deixar recomeçar...
No escuro sempre tem um brilho de luz...
Na luz será que tem escuridão... Ou a própria luz é a escuridão...
O risco é o mesmo...
Vai suba para luz...
O risco
de cometer um erro
não me assusta,
o que me apavora
é a possibilidade
de não aprender com ele.
Correr riscos de forma calculada é diferente de correr risco sem nem se dar conta da possibilidade de se deparar com ele!
ENCUBADORA
(Alfredo Bochi Brum)
Sábio conselho
De amor recebi
Encubar o sentimento
Alegria ou lamento
Deixando que o tempo
Ao verbo amadureça
Bem assim sem pressa
Mas, porém, contudo,
Entretanto, todavia
Logo ali sentia
O momento urge
Porfia fria
A ideia surge
Precisa calor
E esse Louvor
Ventania
Não quer calmaria
“Risco” e ousadia
Imediatamente Cria!
ESCREVER
Escrever é um ato de coragem, é estar aberto a críticas, é aprender a lidar com o silêncio das editoras sérias, é saber se comportar diante dos julgamentos, é aceitar dicas dos escritores mais notáveis, é a liberdade de se abrir para o mundo, e revelar os males da alma, escrever vai além do processo criativo, é a arte de assumir riscos.
Há certas situações que mesmo se tornando evidente o risco, o ser humano se sente confortável nelas.
"Nos informemos em fontes confiáveis para que não acreditemos em tudo que nos falarem e Corramos o risco de nos tornarmos seres manipuláveis"
Quando você desconfia que algo de ruim está acontecendo ou pode acontecer próximo de você, é hora de avaliar os riscos que te rodeiam.
Diante da falta capacitação de conhecimento, de entendimento e consumo fácil de uma plateia heterogenia para entender o sentido e o objetivo do novo, a nossa esfera criativa atrofia e retrocede a sucessos passados, onde o brilhantismo não corre risco de ser mau interpretado pois recontamos historias felizes com uma nova roupagem de tristeza insólita, que não será percebida e nem terá sentido como tão bem fez por seu exato sentido, da vida no passado.
Os falsos poderoso vivem a risco de suas próprias mediocridades e com isto vivem no medo de no próximo momento não serem nada. Para se manterem no poder por mais tempo, homenageiam excessivamente os que estão a seu lado e fecham os olhos para os que por mérito deveriam ser homenageados.
A falta de conhecimento é tão arriscada quanto um chão escorregadio e sujo; se isso não ficou evidente para você, pense em um mecânico assumindo o papel de um cirurgião!
OUSADIA
No meu intimo, uma desnecessidade se aguça.
Creio descomplexa, de não ter nada a desdizer.
Já me levo inteiro de indagações a juntar atalhos,
De quem bem sabe o quanto custa o desviver.
Mas não existo o bastante para deixar de aspirar.
Espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana estatura.
Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o florescer.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso em não desfrutar o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como se vindo da alma.
Carlos Daniel Dojja
As crises em cenários de desastres assemelham-se a uma cebola, repletas de camadas que exigem descascamento meticuloso, a fim de evitar danos irreparáveis e o comprometimento de todo o esforçoempreendido.
