Rima de Olfato
Realidade
Da rima pra palavra
Felicidade,
Mas, é uma pena que as palavras
possuí significados
opostos. 😔💭
Poeticamente falando, amor rima com dor...
Mas na vida... nada a ver...
Vamos amar para não sofrer...
AMOR E DOR
Marcial Salaverry
Andam sempre juntos, o Amor
e sua amiga inseparável, a Dor.
Quando é real e mútuo, o Amor
briga com a Dor.
Quando só um tem Amor,
o outro sente Dor.
Quando um parte, levando o Amor,
quem fica, fica com a Dor.
Quando chega, trazendo o Amor,
Quem parte solitária, é a Dor.
Quando tem briga, sempre o Amor
fica ao lado da Dor.
Mas quando se tem o real Amor,
ele sempre põe de lado a amiga Dor.
Quem ama e é amado, tem o feliz Amor,
esquecendo dela, da agora triste Dor.
Diálogo e compreensão, alimentam o Amor,
Ciúme e discussão, trazem a Dor.
É preciso carinho e amizade, para que o Amor
sempre supere a inconsequente Dor.
A união dos corações e das almas, fazem o Amor
divorciar-se da antiga companheira Dor.
Então... para que associar Amor com Dor?
Muito melhor Amor sem Dor...
Marcial Salaverry
Lá vem a boca da noite. Vem tecendo a sua, fúnebre rima, ela vem mordendo o tempo, seus dentes, mascando a vida . Sou o dono da escrita, a arte que faz o artista, viajar entre linhas certas,com mensagens incertas, mais muito próximo ao coração. O pensamento cria lembranças fazendo um estrago no coração. Onde a alma chora suas dores. Sem sono ti mantenho acordada na minha poesia,Sou o herdeiro do pecado, Você a minha salvação, Todos dias é uma despedida pois nessa vida só temos certeza da morte.
Boa noite.
Na minha reta,
Sou um simples poeta,
Não tenho rima e nem rumo,
Também não sou repentista,
Só sigo meu plumo,
E levo de boa,
Essa minha vida de artista,
Vivendo no meu canto,
Rimando e semeando,
Nesse meu mundo de rimador,.
Faço meus versos
Aliviando meus desejos,
Pensando no meu lugarejo,
Com meu coração sertanejo,
Mas tem uma coisa que sou,
Falarei sem pudor,
Sou um tremendo egoísta,
Jamais divido minha dor.
Choro sozinho,
Quietinho no meu ninho,
Me desabafo com o Pai,
Ele é único que me atrai,
Pra enxugar as lágrimas que cai..
Autor :José Ricardo
Ela é preta
É negra da rima
Carrega seu corpo-estandarte aonde vai
Voz de reação
Chama pra ação
Ela é mulher e grita pelo que quer
Ela é mista
Índia da periferia
Carrega a revolução entre os dentes
#A_Dor_De_Um_Poeta
Hoje nenhuma rima
Rima com a terminação de Alguma rima
Estou tentar buscar uma explicação
Para explicar o vazio que sinto no meu coração
Mas a vida é como a lei da atração
Pós nem tudo nela tem explicação
Fecho os olhos para não ver a realidade
Mas Oque adianta fechar os olhos e viver na falsidade
Mesmo que eu vivesse na fantasia a realidade é sempre voltar para ela
Minha mente está toda entalada
De lembranças que jamais gostaria de lembrar
Isso é como sentir frio
Mesmo querendo sentir calor
Me sinto perdido num lugar sombrio
Sem nenhum mar…
Mas de lágrimas tem um rio
Acho que nem a felicidade de uma década poderia preencher esse vazio
#primeiromcpoeta
DESENCONTRO
"É tão triste
A alma poetisa
encontrar
um coração analfabeto!
A rima treme nos lábios
Engasga poema no peito
Agoniza quadra discreta
Morre e vira soneto.
Num livro. "
(O sepulcro predileto.)
DUELO
Rimadora minha amiga.
Vou agora te desafiar...
Te desafio na rima,
E vou ver se tu me vence.
Te prepara.
Pois vou tentar te perturbar
Fale teus versos como respostas,
E não se faça de arrogada.
Aqui eu te dou uma rasteira
Vamos ver se comigo , és ligeira.
Nobre amigo voador.
Bom dia pra você
E bom dia pra esse povo querido
Dizer tudo que quero
Nesse quadro é um perigo
Você não me intimida,
Rasgo o céu e corto o véu
Sou poetisa desconhecida!
Não se atreva comigo,
Que eu fico enfurecida.
Rimadora nem esquento!
Sou um Poeta trovador.
Depois dessa tua ameaça
Respondo-te com ar da graça
Acerto-te com a bala da rima
Aqui sou eu quem domina
Não fique zangada,
Assuma seu lugar menina
Não adianta tu tentar
Sou eu nesses versos
Que predomina.
Escuta aqui nobre Poeta.
Esse barulhão é fogo de palha
Não tenho medo de ti!
Esse duelo tem essência
E é da marca Jequiti,
Vou salpicar nessa rima
Até tu pular como saci,
Sou da terra do minério
E se você achar ruim
Caia fora pois sou eu que mando,
Esse solo é meu império.
Tadinha dessa rimadora.
Nem respondo como eu quero
Usar ofensas aqui
Não faz de mim um poeta!
Sou da terra do café
Saiba que lá a terra é roxa!
Cuidado com suas rimas
Posso fazer você de trouxa
O assunto aqui é o duelo
E nele contigo eu não uso martelo.
Tá assustado poeta?
Entrou por essa porta
E já está dando meia volta
Vai então escritor medroso.
Sou rimadora e trituro osso
Sou abusada nas trincas
Nesse duelo tu balança
Sou a rainha nessa dança.
E pra duelar nesse evento
Eu não preciso de fazer trança!
Coitada continua empolgada
Tenta me intimidar e não consegue,
Não sou rimador assustado
Esses teus gritos nem me abalam.
Espoleta eu tenho de sobra
Entenda que amo esse mundo
E pra rimar com você
Eu jamais uso chumbo.
Nobre Poeta escritor
É melhor a gente parar
Um de nós pode sentir muita dor
Vou manter minha calma
E não és tu que vais afetar minha alma.
Um abraço eu deixo aos escritores
E também para os leitores.
Sentado aqui só de boa
Finalizo esse evento com rima:
E nos damos por empatado
É melhor sermos amigos
E continuar cada um pro seu lado...
Pra todo esse povo querido
Eu deixo meu obrigado.
Se esse duelo teve ofensas.
Não foi eu que risquei a pólvora!
E disso todos sabem
Quem sabe outro dia
Nesse duelo a gente volta...
Autor
Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Você quer respirar meu ar.
eu quero respirar o seu amor,
seu ar e meu amor,
rima de uma flor.
Pura explosão,
não fica ninguém,
viramos um furacão,
numa pequena fração.
Rolamos um dentro do outro.
Mas o tempo passou,
um iceberg apagou,
eu e você tudo esfriou.
E o vento levou,
distante você ficou
não existe mais amor.
Rolamos um para fora do outro.
Ladraste-me ao ouvido (rugidos em forma
de cálculo) e dizes agora que a rima é cáustica.
Morderam fundo: eu seco bem a pele,
(para ressequir zoonoses, nevoeiro em nódoa)
o barco em que dormimos
vela sobre o fel
A obrigatoriedade do verso
É transversa
Deve-se seguir avesso
A qualquer regra
A rima por si só basta
Não necessita de métrica
Carece sim de liberdade
De agir
Do ir e do vir
Fazer e sentir
Sem estandartizar-se
É pensar que
Se o ponto pode ser pretexto
A letra, vírgula
Uma frase, gesto
A palavra então poder ser um protesto
Não contra a própria poesia
Mas a tudo o que é infesto
Não sou poeta, mas "nua"
Aprendi a citar cada verso teu.
Decorei cada rima,
como um pintor decora a paisagem do céu.
Não sou artista, mas "despida"
Contornei cada linha tua,
Pintei cada traço e forma por outros esquecida.
Como um cantor toquei a tua melodia favorita na rua.
Não sou poeta, nem cantora,
Não sou atriz, nem pintora,
Mas se fosse serias a razão,
Para cada traço, linha e verso,
Serias a minha maior inspiração.
