Resistência
A vida é...
A vida é uma folha em branco, um convite silencioso à criação, onde cada amanhecer traz consigo a promessa de uma nova narrativa. É um campo vasto e indomável, onde plantamos nossos anseios com mãos trêmulas, incertas dos frutos que virão. Em suas vastas planícies, colhemos as experiências que nos esculpem: algumas amargas, outras doces como o mel, todas imprescindíveis para a nossa formação.
A vida é um eterno ciclo, onde cada fim é prenúncio de um novo começo. Ela se compõe de chegadas que aquecem o coração e de partidas que o fazem doer, mas sempre nos recorda que em cada despedida reside a semente de um reencontro. Nas curvas inesperadas do tempo, descobrimos que as dores, por mais profundas que sejam, têm um propósito, como tempestades que purificam o ar, enquanto as alegrias são dádivas breves e luminosas, que cintilam como estrelas em uma noite escura.
Como o vento, a vida é caprichosa. Ora sopra com força, nos lançando para destinos desconhecidos, ora é uma brisa gentil, que nos embala em momentos de quietude. Ela sussurra segredos antigos, lembrando-nos de que o presente, por mais efêmero, é tudo o que realmente possuímos. E assim, navegamos por essa vastidão, somando tudo o que somos e o que aspiramos ser, numa jornada que nos desafia a crescer, a amar sem reservas, a perdoar com sinceridade. Acima de tudo, a vida nos incita a viver com plenitude, mesmo quando as nuvens encobrem o sol, pois é na superação das sombras que descobrimos a verdadeira essência da luz.
Num momento de caos e aflição,
fostes capaz de transformar
as tuas dores numa harmoniosa canção
que transitou nas tuas cordas vocais
emitindo um lindo canto
repleto de paz e conforto,
a dor não pode ser evitada sempre,
todavia, pode ser ressignificada
pra arte, resistência e força,
é assim que faz um resiliente
e, graças a Deus, a fé se renova.
Experimentei uma sensação naturalmente entusiasmante com um pouco de adrenalina, descendo sobre águas e pedras, formas expressivas de resistência e perseverança, assim, graças a Deus, tive a bênção de ser mais uma vez renovado pela natureza e sua exuberância.
Todos querem falar
poucos querem ouvir
menos ainda
querem pensar..
A escrita não grita
mas incomoda
em silêncio..
Falar
virou esporte
de egos...
Escrever é resistência
é recusa à pressa
à histeria
ao espetáculo...
Quem lê
pausa
Quem escreve
sobrevive...
✍©️@MiriamDaCosta
Ter fé não o inibirá do sentimento de desistência, porém praticar a fé, te encherá do sentimento de resistência.
Ao não reconhecer o seu poder
o povo se humilha diante
de uma minoria que usufrui
da sua ignorância para,
sem enfrentar resistência, explorá-lo.
Na arena de ferro, onde o suor se confunde com a determinação, encontramos a musculação - uma dança de força e resistência, onde os músculos se erguem como colunas de pedra esculpidas pela persistência. Cada repetição é um verso, cada conjunto, uma estrofe, e o corpo é o poema que escrevemos com nossos esforços. Sob os holofotes do ginásio, encontramos a nós mesmos, moldando não apenas músculos, mas a nossa própria essência. Na busca pela perfeição física, descobrimos a beleza da jornada, onde a dor se transforma em progresso e o desafio se torna nossa melodia. Então, ergamos nossos corpos como obras de arte vivas, testemunhos de nossa resiliência e dedicação, e que cada foto capturada seja um reflexo da poesia que é a nossa jornada na musculação.
Eu escolhi ser capoerista.
Uma arte que nasceu para ser uma luta, que nasceu para dar um norte aos nossos, que ao passar do tempo chegou a ser conhecida como arte nobre, defensora da cultura brasileira, mas o ego e a ganância fez que a arte fosse desvalorizada e Culturalmente vem sendo esfolada, mas dentro das nossas comunidades ela tem sido a salvação para crianças e jovens.
Sim, porque ela ainda tem o mesmo propósito de lutar pelo nosso povo.
Capoeira poderia ser chamada resistência!
Ao contrario que muitos pensam, o estudo cultural e o conhecimento social não gera maior importância a ninguém e sim sempre maiores responsabilidades, principalmente com o ambiente carente dos invisíveis.
Grande parte da cultura e religiosidade negra, no Brasil, subsistiu pela mão amiga do indígena brasileiro. Um dia a negritude cultural perceberá disto e entrelaçará suas culturas de resistência.
Desde o principio do ciclo econômico bastardo da venda e comercio de escravos no Brasil, cerceavam a liberdade mas a resistência sempre foi pautada pela fé, cultura e musica. Muito por está razão o " lundu" seja a primeira dança e canto brasileiro de origem e raiz africana, introduzida no Brasil, pelos escravos de origem de Angola.
A macumba, nas encruzilhadas das estradas no século XIX, na verdade eram ajudas deixadas a noite para os escravos fugitivos, por outros escravos já libertados. Por isto é símbolo de fraternidade e resistência, da verdadeira historia da cultura negra no Brasil.
A cultura e a arte negra amadurecida e consciente, deve se separar dos modismos como oportuna expressão.
Não tenho medo dos erros da humanidade. Tenho medo sim das sociedades ditas civilizadas que vivem indiferentes e ficam caladas frente as violências, os erros e as injustiças.
Pelo menos, artístico-culturalmente o Brasil do século XXI deveria se sentir e se ver mais pobre e negro do que se sente.
