Rei
Pra que você quer um império se você não é um rei? Pra que você quer um castelo se você não é uma princesa? Pra que você quer tanto dinheiro se você não é um banco? Pra que você quer tantos carros se você não é uma concessionária? Pra que você quer guardar tantas coisas se você não é um museu? Pra que trabalhar tanto se você não tem vida eterna? Por que não aproveita os momentos passageiros?
"Colocar o Bobo da corte no trono do rei, achando que a vida será só felicidade, é só para quem não sabe que por trás de um palhaço, há uma maquiagem."
Não se muda a opinião de quem acredita que um abacaxi é um rei.
Que pardal vai ser uma águia e um gatinho vai se tornar leão.
"Quando a lagarta não virá borboleta é porque ela é uma lesma."
Há quem pense que é um Jeep 4x4, mas vive encalhado no passado.
Não adianta falar: barcos não voam!
Só o louco acha que o hospício é um hotel cinco estrelas.
“O que faz de você um rei não é estar em um castelo, é sua capacidade de melhorar a vida daqueles que o tornaram rei.”
O Último Rei das Ruínas
Seis quarteirões para alguns, um complexo residencial para outros, o labirinto inconcluível de uma insana trajetória para Edegar.
Aquele lugar tinha sido em um momento de sua história passada, quase próspero.
Ali, diversos empreendimentos sobreviveram durante anos, abastecendo a população local em suas mais variadas necessidades; lojas de roupas, sapatos e acessórios, com todos os formatos, cores e tamanhos para os gostos menos exigentes;
Uma barbearia; uma padaria; uma escola; um carrinho de cachorro-quente; um carrinho de churros que também vendia doce de cocada; uma banca de jornais; uma praça arborizada com uma fonte no centro; um clube.
Os habitantes daquela localidade conheciam Edegar, mas ele nunca ocupou uma posição de destaque, na política, no comércio, no esporte, na arte; não ganhou prêmios, concursos, rifas, apostas; Edegar nunca apostou.
Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.
Edegar era um filósofo, apesar de raramente falar algo, ele notava, notava as pessoas, as construções, os veículos, as sarjetas, o mato que nascia por entre o calçamento; notava o céu, conhecia tão bem as nuvens, as revoadas de pássaros próximas do rio que cortava a vila.
Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.
A arquitetura se modificava, os modismos iam e vinham, tecnologias surgiam a todo vapor virtual, cada qual se ocupava com suas ocupações.
Edegar despreocupado, permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado. A maioria pensava que Edegar fosse apenas mais um inativo. Não, ele era notável.
No entanto num dia desses, passei como de costume na frente do velho clube, e o ilustre guardião das ruínas não se encontrava mais em sua ocupação. O notório Edegar que por tantos anos aquele local ocupou, não ocupava mais seu lugar.
O Soldado à Espera de Seu Rei
A janela permanecia aberta, por sua fenda quadrada, ele continuava a observar o mundo lá fora.
“Muitos anos passaram, desde então, tolos fizeram suas falsas profecias, outros continuaram vivendo em seus próprios interesses, outros ainda, afogando-se no cálice de seus próprios pecados, rejeitaram o Rei”, o soldado pensava consigo mesmo.
O sol estava à levantar-se, os primeiros raios de luz beijavam o céu.
Ele continuava sem dormir, seus olhos pesavam como cargas de ferro.
“Eu não posso descansar nem por um instante, minha vigília deve continuar, um flash de momento perdido, e toda a minha vida perder-se-á, afinal, quem dorme se torna vulnerável aos inimigos”.
Abriu uma gaveta de um móvel simples de madeira, pegou um livro de capa velha, verde, abriu-o e começou a observar palavras, enquanto sua mão divagava em sua barba escura.
“Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem...”,ele fitava aqueles dizeres com temor profundo no coração.
Seus olhos voltaram-se a fenda da janela, todo o mundo continuava como sempre foi, lá fora, nada mudava, corações como montanhas prevaleciam, alguns de carne continuavam em busca de algo maior, algo transcendente.
“Eu não posso voltar a dormir, eu continuo em minha grande e profunda espera, não posso parar ou descansar, sem retroceder ou olhar para trás, senão nunca se agradarás de mim; mantenha os meus olhos despertos em você mesmo, meu Rei, eis aqui um de seus soldados, neste caído campo de batalha, em sua espera, sempre nela, toda a minha esperança está no seu retorno e reinado, no dia em que a sua mão enxugará a lágrima em minha face e a justiça e honra prevalecerão como duas colunas eternas...
A vida é um constante aprendizado. Cada dia é uma nova oportunidade para crescer, aprender e se reinventar. Às vezes, enfrentamos desafios e momentos difíceis que nos testam e nos fazem questionar o caminho que estamos trilhando. Mas é justamente nesses momentos que encontramos forças que nem sabíamos que tínhamos.
A vida é curta, e o tempo é um recurso precioso. Devemos nos cercar de pessoas que nos fazem bem, valorizar cada momento e aproveitar as pequenas alegrias do cotidiano. Às vezes, o que precisamos não é de respostas, mas de coragem para continuar caminhando, mesmo quando o caminho é incerto.
Lembre-se de que, no final das contas, o que importa não é o destino, mas a jornada. Ame, sorria, aprenda e viva intensamente cada dia, pois cada momento é único e insubstituível.
Vi um fraco derrubar um forte, com um pedaço de chicote. Mas danado era o rei, um rei de muita sorte.
Eu irei contigo ó meu amado rei
Eu irei contigo pra cidade de Sião
Contemplar tua face e rever
os meus irmãos.
Eu irei contigo pra Nova Jerusalém
Contigo eu quero está,
e comprir as tuas leis
Seja a feita a tua vontade
Ó meu amado rei.
Na vida existe um espaço de tempo para tudo, Rei Salomão provou desses espaços de tempo, por isso que na nossa vida vemos que o tempo deve ser respeitado. Contudo, nada impede que comecemos a projetar o tempo futuro que nos espera. A mudança depende de cada decisão que tomamos em nossa vida para um amanhã melhor. Atila Andre de Negri Fonseca.
“Olho de Fera, Alma de Rei”
Com um olho fechado, mas a alma acesa,
ele encara o mundo — não com tristeza.
As cicatrizes falam, mas não definem,
é na dor vencida que os reis se erguem.
Não teme a sombra, nem a própria queda,
pois já dançou com a morte na selva.
E mesmo ferido, sem coroas douradas,
carrega a realeza nas veias marcadas.
Cada ruga é guerra, cada mancha, história,
não vive do medo — vive da vitória.
Não foi o rugido que o fez respeitado,
mas o silêncio forte de um guerreiro calado.
A beleza não está em ser imaculado,
mas em seguir em pé, mesmo despedaçado.
Porque a alma dos fortes nunca se apaga,
ela arde mais fundo… na cicatriz que embala.
“Na Selva do Ser”
Todo mundo quer ser o leão,
Rei da força, da decisão,
Querem a glória, o alto lugar,
Mas poucos se atrevem a lutar.
Querem o rugido que impõe respeito,
Mas não o silêncio de um peito refeito.
Querem a coroa sobre a cabeça,
Mas não o peso da realeza.
Ser leão não é só posição,
É encarar a dor e a escuridão.
É sair da toca sem garantia,
E enfrentar a vida, dia após dia.
É caçar quando a fome grita,
Proteger quando o perigo habita.
É sangrar sem perder a postura,
Ser firme mesmo na amargura.
A selva não perdoa quem finge ser,
Ela cobra de quem tenta parecer.
Só os verdadeiros leões permanecem,
Os outros caem… ou esquecem.
Por isso, antes de querer o leão imitar,
Pergunte-se: você está pronto pra lutar?
Pois ser o rei não é ter admiração,
É ter coragem… e coração.
