Rei
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Viva um testemunho verdadeiro da graça e do poder de Cristo, nosso Rei eterno, que nossa confiança esteja Nele firmemente e não tememos declarar sua verdade brilhantemente.
Bendito seja o Teu nome, ó Rei,
Que governa os céus e sustenta os meus pés.
Em Ti encontro a paz que me embala,
Nos dias de luz e nas noites sem fala.
Louvado seja o nome santo,
Do Rei da glória, do Deus de amor.
Jesus, meu guia, meu alto encanto,
Meu Salvador, meu Redentor.
Aleluia! Ele é Rei, Ele é Senhor,
No Seu nome há poder, paz e clamor.
Bendito seja o Deus que nos ama sem fim,
E nos chama a caminhar sempre perto d'Ele, assim.
Páscoa é vida que renasce em flor,
É graça, é paz, é puro amor.
É o Rei que vence, é luz que invade,
Trazendo ao mundo a eternidade.
Não há luto que resista,
nem dor que persista,
quando o Rei da Vida diz:
"Vem, Eu sou a ressurreição e a vida feliz!"
Não era descuido, nem acaso,
era promessa embalada em pano.
Jesus, o Rei ressuscitado,
deixou um sinal para cada humano.
"Vão”, disse Ele, com voz de Rei,
“Façam discípulos, onde vocês forem, Eu irei.
Batizem, ensinem, anunciem a verdade —
o Reino chegou, e Eu sou a realidade.”
O lenço dobrado ainda fala,
as nuvens guardam o Seu sinal.
A trombeta um dia soará,
e o Rei virá… triunfal!
Naquele dia de justiça santa,
Diante do trono e do Rei fiel,
Quem não estiver no livro escrito
Não verá o Reino, nem o céu.
Mas há esperança para o arrependido,
Graça para quem deseja voltar.
O sangue do Cordeiro ainda clama,
E chama quem quiser se entregar.
Jesus,
meu Noivo, meu Rei, meu Cordeiro,
ensina-me a esperar com vestes limpas,
com lâmpada acesa,
com coração inteiro.
Prepara-me para Teu banquete eterno,
onde não há dor,
onde só reina o Teu amor.
Vem, ó Cordeiro, Rei da justiça,
Tua Noiva Te espera em pureza submissa.
Com azeite aceso e alma rendida,
ela clama por Ti — fonte da vida.
O Rei dos reis governa em amor,
e toda nação verá Seu esplendor.
Seu trono é eterno, Sua glória não finda,
e a Noiva reinará com Ele... por toda vida!
Os que semearam em lágrimas aqui,
cantam de gozo quando enfim chegam ali.
E o Cordeiro, Rei terno, Salvador,
os envolve num abraço de eterno amor.
Se eu fosse rei, reformaria esse abuso que encolhe metade da humanidade. Eu gostaria que as mulheres participassem de todos os direitos humanos, sobretudo, os da mente.
