Rei
Me chamam de rei,
mas rei é Jesus Cristo.
Me chamam de voz charmosa,
voz de ouro e eu acredito...
Me chamam ainda,
aqui desta nação,
Danicrys,
O Príncipe da Locução!
Poeta é profeta.
A todos ensina.
Sem nunca ter estudado,
é muito bem educado
e um rei da medicina.
Avisa o que vai acontecer.
Com rimas ensina amar.
Seus versos de amor,
cura qualquer dor,
liberando dopamina!
“Olho de Fera, Alma de Rei”
Com um olho fechado, mas a alma acesa,
ele encara o mundo — não com tristeza.
As cicatrizes falam, mas não definem,
é na dor vencida que os reis se erguem.
Não teme a sombra, nem a própria queda,
pois já dançou com a morte na selva.
E mesmo ferido, sem coroas douradas,
carrega a realeza nas veias marcadas.
Cada ruga é guerra, cada mancha, história,
não vive do medo — vive da vitória.
Não foi o rugido que o fez respeitado,
mas o silêncio forte de um guerreiro calado.
A beleza não está em ser imaculado,
mas em seguir em pé, mesmo despedaçado.
Porque a alma dos fortes nunca se apaga,
ela arde mais fundo… na cicatriz que embala.
“Na Selva do Ser”
Todo mundo quer ser o leão,
Rei da força, da decisão,
Querem a glória, o alto lugar,
Mas poucos se atrevem a lutar.
Querem o rugido que impõe respeito,
Mas não o silêncio de um peito refeito.
Querem a coroa sobre a cabeça,
Mas não o peso da realeza.
Ser leão não é só posição,
É encarar a dor e a escuridão.
É sair da toca sem garantia,
E enfrentar a vida, dia após dia.
É caçar quando a fome grita,
Proteger quando o perigo habita.
É sangrar sem perder a postura,
Ser firme mesmo na amargura.
A selva não perdoa quem finge ser,
Ela cobra de quem tenta parecer.
Só os verdadeiros leões permanecem,
Os outros caem… ou esquecem.
Por isso, antes de querer o leão imitar,
Pergunte-se: você está pronto pra lutar?
Pois ser o rei não é ter admiração,
É ter coragem… e coração.
"Em terra de cego quem enxerga
não é rei, um ótimo rei governa com
sabedoria e preza pelos seus súditos".....
"Em terra de cego
quem enxerga não
é rei, não basta apenas
enxergar, tem que ter sabedoria
para poder governar"...
"Em todo reinado sempre vai ter uma dupla de Bigtã e Teres,
porém o rei sempre vai poder contar com a ajuda de Mardoqueu e Ester"
"O Rei do Espelho Quebrado"
Havia um rei que reinava sobre um castelo de espelhos. Todos os espelhos refletiam apenas a sua imagem — bela, imponente, inatingível. Quem ousava dizer o contrário era expulso do reino.
Mas numa madrugada chuvosa, um trovão caiu e rachou o maior espelho da sala do trono. Pela primeira vez, o rei viu outra imagem: um menino pequeno, de joelhos, segurando uma coroa muito maior que sua cabeça.
Aterrorizado, ordenou que cobrissem todos os espelhos com panos dourados. Mas à noite, em seus sonhos, o menino voltava — e chorava, silenciosamente, por não ter sido visto.
Em época de inteligência artificial, quem consegue fazer algo usando a própria a inteligência é rei. 26/06/2025
Em um reino muito distante, o Rei após saciar sua fome, disse "Não existe fome no reino", o pobre pensou "como pode caber todo o reino no estomago do rei".
O Rei ficou pasmado ao descobrir que o plebeu já tinha provado tâmaras, figos, romãs, carnes, queijos, porém seu espanto logo passou quando informado que era apenas as migalhas que caíam de sua mesa.
O Último Rei das Ruínas
Seis quarteirões para alguns, um complexo residencial para outros, o labirinto inconcluível de uma insana trajetória para Edegar.
Aquele lugar tinha sido em um momento de sua história passada, quase próspero.
Ali, diversos empreendimentos sobreviveram durante anos, abastecendo a população local em suas mais variadas necessidades; lojas de roupas, sapatos e acessórios, com todos os formatos, cores e tamanhos para os gostos menos exigentes;
Uma barbearia; uma padaria; uma escola; um carrinho de cachorro-quente; um carrinho de churros que também vendia doce de cocada; uma banca de jornais; uma praça arborizada com uma fonte no centro; um clube.
Os habitantes daquela localidade conheciam Edegar, mas ele nunca ocupou uma posição de destaque, na política, no comércio, no esporte, na arte; não ganhou prêmios, concursos, rifas, apostas; Edegar nunca apostou.
Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.
Edegar era um filósofo, apesar de raramente falar algo, ele notava, notava as pessoas, as construções, os veículos, as sarjetas, o mato que nascia por entre o calçamento; notava o céu, conhecia tão bem as nuvens, as revoadas de pássaros próximas do rio que cortava a vila.
Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.
A arquitetura se modificava, os modismos iam e vinham, tecnologias surgiam a todo vapor virtual, cada qual se ocupava com suas ocupações.
Edegar despreocupado, permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado. A maioria pensava que Edegar fosse apenas mais um inativo. Não, ele era notável.
No entanto num dia desses, passei como de costume na frente do velho clube, e o ilustre guardião das ruínas não se encontrava mais em sua ocupação. O notório Edegar que por tantos anos aquele local ocupou, não ocupava mais seu lugar.
