Regras
Ser brasileiro é, sobretudo, não seguir regras, normas e leis. Ser resistente e duvidar em fazer o certo e aceitar e ovacionar o errado, além de não assumir seus erros.
Ser brasileiríssimo é ser barulhento, incomodando vidas alheias.
Conformista, não tem palavra, mente esdruxulamente e dissimula com jeitinho.
As crianças precisam de uma rotina diária, precisam de regras. E precisam de uma mãe que cuide delas.
O controle cria segurança. Regras criam segurança. Segurança é o mais importante na vida.
As regras que criamos e cobramos que os outros as cumpram, são as mesmas
que nós, criadores, utilizamos para serem ignoradas, quando assim julgamos conveniente.
Quem ilude-se com a mentira contida no engano da vida sem regras, reina no pleito da injustiça e imoralidade da "nação" de um indivíduo solitário.
Após muito refletir, decidimos seguir um caminho, mas a vida, que segue regras próprias e misteriosas, nos leva por onde jamais sequer imaginamos.
Civilidade é a prática das regras da decência. É uma coleção de preceitos que nos fazem conhecer como devemos proceder com as outras pessoas. Segundo sua idade, sua posição social e segundo os tempos e lugares em que nos achamos. Os conhecimentos dos preceitos de civilidade, são tão necessários que ninguém pode ignorá-los, sem incorrer no desprezo geral. Mas o que torna a civilidade, sobremaneira estimável, é a conformidade com o espírito do cristianismo que tem seus pilares baseados no amor ao próximo, na humildade e na caridade.
Quer liberdade sem restrições? Alie-se ao inferno. Para os infernautas as regras são apenas meros paliativos sem valor.
Se o sol diz para nós não caminhar sobre ele, então, porquê fazemos isso?
Adoramos regras, adoramos mais ainda quebra-las.
É seu direito manter o espírito livre, livre de regras, de costumes e de padrões. Há um porém; o espírito só é livre enquanto o corpo vive. Quem o guardará quando você partir?
Reza a lenda que o mundo é dos ousados e que crescer é uma ousadia. Se sob essas regras um legado é forjado, eu sou uma lenda em construção. Se nascemos anônimos, é para construir nosso legado. Fazer de nossas vidas uma boa história. Viver em nosso curto tempo fazendo valer a pena. Para mesmo quando tudo acabar, mesmo na morte sejamos lembrados e celebrados. Uma lenda com ações memoráveis e boas atitudes épicas. Lembrados por construir um legado inesquecível. Nascemos anônimos para morrer como uma lenda.
Nunca ousamos imaginar. Um mundo feito para nós. Em que ditamos as regras. Em que pegamos o que queremos. Aonde Deus se pareça conosco. Em que não temos medo. Em que somos temidas. Esse mundo estava nas nossas mãos. Só precisávamos incendiar o mundo que existia.
Quando a futilidade dita as regras em determinados segmentos da sociedade, alienar-se é uma forma de rebelar-se para proteger o próprio intelecto e mantê-lo o mais autônomo e sadio possível.
Tudo que é disponibilizado para todos agrega o direito ao desfrute por todos. Contudo, não é uma obrigação de todos se prestar à disponibilizar-se ao usufruto de tudo, por ser um direito.
O marketing tem o poder de naturalizar os efeitos daninhos das suas investidas. Afinal, ele vive da fragilidade da nossa massa cinzenta e da nossa disponibilidade para sermos conduzidos estrategicamente a fim de atendermos ao seu chamado.
Quando os feitos das suas investidas são benéficos, o passo seguinte é alterar a qualidade, porque a fidelidade da massa já foi alcançada.
Cadê a minha bolha?!?!?!
Duas regras para se tornar alguém melhor:
- Primeira regra, seja grato.
- Segunda regra, nunca se esqueça da primeira regra.
Esta é a nossa vida. Nós é que decidimos as regras. Nós é que devemos dizer o que vai e o que fica, o que importa e o que não.
