Refúgio
O contato com meu eu interno desperta angústias difíceis de suportar. Por isso, busco refúgio no barulho é no ruído do mundo que tento silenciar os julgamentos que vêm de dentro, alimentados por uma autocrítica feroz que insiste em expor minhas fragilidades. Mas já não posso mais calar quem eu sou. É tempo de escutar minha própria verdade, mesmo que ela doa. O momento de me encarar, enfim, chegou.
Entre o medo de errar e a obsessão de parecer perfeito, o silêncio se torna o refúgio perpétuo que aprisiona os verdadeiros.
"Sonho de Amor"
Em um mundo de sonhos,
Onde o amor é real,
Eu encontro meu refúgio,
No seu olhar celestial.
Seus olhos são estrelas,
Que brilham no meu céu,
Seu sorriso é a luz,
Que ilumina meu destino.
Nossa caminhada é lenta,
Mas nosso amor é forte,
Nossa união é perfeita,
E nosso amor é eterno.
Eu sinto seu calor,
Em cada fibra do meu ser,
E meu coração bate forte,
Com o desejo de te ter.
A alma grita por respostas,
mas meu espírito confia em silêncio.
O meu refúgio não é este mundo,
é o Deus que guerreia e me sustenta por dentro.
O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus
Quando o ruído do mundo é tempestade,
E a alma exausta busca algum abrigo,
Não há poder, honra ou vaidade
Que acalme o coração, senão o Amigo.
As luzes deste século — vaidade! —
Prometem paz, mas trazem só conflito.
E o homem, em sua cega liberdade,
Perde-se em si, sem Deus, pobre e aflito.
Mas eu, cansado de buscar em vão,
Achei nos Céus o amor que não se ausenta:
Refúgio eterno em meio à confusão,
Rocha de paz que toda dor enfrenta.
Em Deus repousa o ser, livre e contente,
Meu sol, meu norte, meu pastor presente.
"Refúgio na Eternidade"
Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras?
Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa.
E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus.
Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente.
O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder.
Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.
Não acredito que você esteja buscando refúgio em falsas religiões por realmente acreditar que nelas há salvação. Na verdade, você e outros têm procurado qualquer alternativa que possa preencher o vazio que deveria ser preenchido por Jesus.
Quando em meus devaneios,
sinto-me afogar em um mar de anseios,
refugio-me na nostalgia.
Me acalma lembrar das glórias que tive, pois do porvir nada sei,
mas sei do que já fui um dia...
Às vezes, eu gosto de ter meu refúgio.
De ficar no meu esconderijo secreto.
Onde eu ouço... só os meus pensamentos.
Rumo Mudado
Engraçado, como eu saí,
Da casa da mãe, onde nunca quis partir.
Refúgio seguro, calor do lar,
Mas a vida, ah, a vida, decidiu me mudar.
Entre risos e abraços, eu me sentia tão bem,
Na cozinha o cheiro de amor sempre vem.
Mas o chamado do mundo, com sua voz sedutora,
Fez meu coração dançar em uma nova aurora.
O lar era abrigo, um porto de paz,
Mas o destino sussurrou: "Vá, não olhe para trás."
E assim eu parti, com saudade e temor,
Carregando comigo todo aquele calor.
Agora sigo em frente, a jornada é real,
Descobrindo novos caminhos, um horizonte sem igual.
Engraçado pensar que ao deixar aquele lugar,
A vida floresceu e aprendi a amar.
De acordo com quem compôs o Salmo 91, o melhor lugar para refúgio e descanso é o esconderijo do Altíssimo, à Sua sombra.
