Reflexo no Espelho
Olhos são espelhos da alma.
E eu sei ler esses reflexos!
O ser humano deixa escapar nesse espelho, o que ele tenta esconder a todo custo.
Que precisa de amor.
por mais que negue isso!
Sim precisamos com fome e sede.
Precisamos de amor!
Quando menos esperarmos o tempo terá passado e olharemos no espelho o reflexo de alguém que já fomos e não somos mais.
Nildinha Freitas
Refletir sobre o reflexo
Olhei para o espelho e refleti sobre aquele que vi
Pensamentos bons e ruins surgiam
Mas nada do que fosse bom me agradava
Refleti sobre aquele no reflexo
Percebi que não conhecia aquele a quem eu achava conhecer
Quem era aquele? - eu pensei
Lembrei de tudo aquilo que fez que não deveria ter feito
O que fez aquele no espelho a fazer o que fez?
Refletindo sobre isso, percebi que nada pudesse explicar tal ação
Muita coisa aquele do reflexo fez sem refletir
Refletia sua imagem, mas não refletia seus pensamentos
Como poderia ser se tivesse feito depois de refletir?
Não pude saber, pois o que fez já estava feito
Refleti sobre o que seria de agora em diante
Olhando aquele do espelho, vi que estava confuso
Pois não tem como saber o futuro
Resolvi refletir mais sobre aquele reflexo
E percebi que há tempos teve muitas reflexões
Todas elas que levavam a pensamentos vazios
Imaginava tudo, mas não pensava em nada
Quantas coisas refleti e quantas não pensei?
Aquele do espelho me olhava e eu olhava para ele
Refleti sobre aquele do reflexo e pensei:
O que será que ele pensa de mim?
Para saber isso tinha que refletir e saber o que eu penso daquele do reflexo
Pensei em tudo que pudesse me deixar feliz
Mas a cada coisa feliz uma triste aparecia
Não conseguia ficar feliz, pois coisas tristes eu via
Apesar de muitas coisas tristes que eu achava
Não era o suficiente para me entristecer
Pois as coisas tristes eram sucumbidas pelas coisas felizes
Tudo isso refleti sobre aquele do reflexo para saber o que eu penso dele
E assim descobrir o que ele pensa sobre mim
Enquanto eu refletia, mais eu pensava
E enquanto eu pensava mais eu imaginava
Imaginava o impossível e o improvável
Mas nada que fosse real
Refleti mais um pouco
E percebi que estava refletindo sobre um pensamento que veio de uma reflexão
E tudo o que eu estava fazendo era refletir sobre uma reflexão de um reflexo
Espelho
Ativei o auto limpante da minha ilusão,
Vi um espelho,
Desembacei o reflexo dos murmurios que me cegavam,
Ativado,
Rabisquei as linhas ofuscadas,
Não é só para querer enxergar,
E sim para também sentir,
No embaraço,
Deixei o espelho bem polido,
Nele eu entrei e por horas não estava mais em mim,
Com pouco tempo me dado,
Velejei para longe com o meu coração,
Frustrado,
Falei comigo mesmo,
Nossa..!
Tudo isso de fragmentos ?
Tudo isso de feridas ?
Tudo isso de espinhos.?
Que momento..!
Chorei,
Ah! como chorei,
Lavei-me nos mares por onde passei,
Lavei-me nos rios onde mergulhei,
Lavado,
Retornei ao meu estado normal,
Dei prioridades á mínimas coisas,
Apliquei misericórdia onde não devia,
Pintei de perdão o que me dava calafrios,
Dei um brilho social,
Costurei esse massacrado e quase morto coração,
E acordei,
Acordado e ainda de olhos limpos,
Sentei,
E algo do além falou em meus ouvidos,
Viu..?
O olhar que tu tens hoje,
Foi eu quem te dei,
Assustado perguntei;
Quem ?
Eu,
Jesus !
O seu SENHOR e seu único Rei !
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Os primeiros reflexos
No mar é lançado
Seus raios fulgurantes
No grande espelho refletido
Dançando a valsa da brisa
Devemos olhar para o mundo como um grande espelho que devolve à cada um de nós o reflexo dos nossos pensamentos.
Algumas pessoas são hostis, maldosas, sem sinceridades. Ao mirar se num espelho olham seu exterior, mas são incapazes de ver sua alma.
O seu ambiente é gelado, falta amor, falta alegria e falta vida. Isso é impossível de materializar, mas as atitudes falam por si.
O que não se relaciona com o próximo, que se afasta dos seus, não protege, não acolhe, e nem dá a mão, este não verá brilho nos seus olhos diante do espelho. Que alma brilhará, tendo uma face do mal dentro de si?
Suas sementes serão sempre más, os frutos de péssima qualidade, enquanto parecer uma boa árvore.
Olhemos nossos olhos da alma, nossas atitudes, nosso perfil.
Olhemos nossas vidas, nossas plantações e colheitas.
O mundo nos devolve nada além do que ofertamos à ele.
Se há hostilidade ao seu redor, procure nos seus canteiros, entre suas flores pode ter crescido ervas daninhas.
A natureza é sábia. Saiba ouvir o que ela te diz. Observe tudo e todos. Até a criança que não sabe falar, diz com atitudes que algo não vai bem, e sempre pede socorro.
Alimente a terra, molhe, retire as os ovos das folhas para que não cresçam as lagartas e devorem sua planta.
Seja sábio! Se olhe! Se arrume! O universo agradece!
Pensamentos hostis, geram ambientes hostis!
Limpe seu espelho, e mire se!
G.M.
Motivos
Meu amor!
Sobre essas águas que te banham.
Veja seu próprio reflexo no espelho.
Por detrás de tanta formosura,
Existe um Poeta que viaja em seus olhos e vê tudo que neles há.
Em tua essência de mulher, há um Sol.
Em tua alma de menina, há milhares de estrelas.
Sempre ouvirás de mim, melodias que aquecem o teu coração;
Ouvirás no barulho das ondas, meus versos de amor e canção aguçando sua audição.
Os raios do Sol, enxugarão
o seu corpo molhado e eu
sempre terei uma razão para enxugar suas lágrimas.
Sempre haverá motivos para eu me recostar em teu leito de amor.
Eu serei a cura perfeita para tua dor.
E você será sempre meu eterno,
Amor.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Se as suas palavras fossem ditas em um espelho, para o reflexo delas voltarem para você, e lhe causar uma reação de acordo com o que você diz. Como você iria ficar?
Alegre? Edificado? Triste? Assustado? Pasmo? Sensação de impunidade e injustiça? Repugnado?
(DVS)
Inflexão de reflexos
Como ondulações causadas em um espelho d'água, a imaginação flui a partir do desejo.
Essas ondulações refletem infinitas possibilidades de existência, de criação e destruição.
Ondas carregadas do mais puro desejo de criar, transbordam realidades até que, no ponto de inflexão, um novo desejo surge, o de viver o que foi imaginado.
Neste momento, a consciência que pairava por sobre as águas do seu fluído imaginar, imagina-se no início do seu pensar, com vontade de vivenciar tudo o que sonhou e ainda assim, continuar sonhando.
Um paradoxo entre liberdade e auto-contenção, uma nova luz que brilha em meio as trevas, deixadas pelo vazio das memórias ainda não vividas e então um intenso desejo começa a ganhar forma através de fractais de matéria luminosa, atraídos pela intenção de experienciar uma possibilidade.
O mesmo e ainda assim, diferente. Novas memórias criadas através da experimentação de memórias realizadas. A coexistência entre o eu e o não-eu.
Os céus da imaginação continuam a se ondular infinitamente, enquanto que a matéria, ainda um puro desejo informe, unifica-se formando uma sutil projeção mental, uma ilusão, que quando confrontada ao limite, deixa de existir.
Insatisfeito com o não pertencimento em sua própria ilusão, escolhe vivenciar sua própria criação, desencadeando caos e ordem, decide elevar a criação ao ápice do conhecimento a fim de deleitar-se do prazer de uma companhia.
Com muita astúcia, desenha um ser semelhante a si e dentro dele define a existência de um paradoxo.
O masculino e o feminino, a atração e a repulsão, a construção e destruição. Mas assim como em si, em sua mais perfeita criação, também residia a solidão.
Então um se tornou dois, um espelho pra um reflexo, um todo complementar.
E assim a ilusão criada vivenciou o perfeito prazer, a não-solidão, até que as suas existências são postas a prova: deixar de ser quem somos pra nos tornar uma ideia de quem podemos ser.
A imaginação, agora inserida na criação, gera camadas infinitas de possibilidades e escolhas que podem ser materializadas através do desejo.
Uma ondulação que permeia a ilusão da existência, refletindo a infinita onda exterior de possibilidades.
A união entre a matéria ilusória e o divino.
Eis então a primeira escolha: ser mais!
E, ao almejar o infinito, reconhece então sua própria finitude. Paredes de ilusão que antes representavam liberdade, agora representam grades para sua percepção. Ao ser questionado sobre sua escolha, escolhe a amargura como resposta, semente que imaginou ao ressentir seus limites.
Um plano, regado a suor e sangue, começa a se desenrolar. Dois se tornam três, quatro, milhares, milhões, até que o criador desta ilusão decide vivenciar a ilusão que criara e assim, por um breve período, coexistem apenas as ondulações dos céus da imaginação, a ilusão da existência de possibilidades escolhidas e uma consciência singular que agora possui fractais de lembranças do futuro, do passado e do presente.
Novamente uma nova existência, nomeada, ilusória, mas tangível pela própria ilusão, percebe o amor, a fúria, a dor, a tristeza, a alegria e o silêncio.
Até que, desperto novamente no início, compreende o sentir e sente-se verdadeiramente vivo, vivo de tudo.
Ele então começa a compor, não mais um plano, mas uma música. Uma música capaz de tocar todas as possibilidades simultaneamente, onde cada existência representa suas próprias escolhas como vibrações melódicas do concerto cósmico.
Infinitas realidades vivas coexistindo, ainda sem interagir, até que o maestro, dotado de reflexos, diga: fim.
Como um espelho que distorce a imagem, o falso amigo cria reflexos distorcidos de nossa verdadeira essência, desencadeando mal-entendidos.
Reflexo interior
Diante do espelho não me reconheci
Quando viajei para dentro de mim
Lá então pode ver
Que eu não era quem pensava ser
Vagando nos pensamentos eu fico
Uma vida sem rumo eu vivo
Queria saber aonde ir
Tantas dúvidas parar de sentir
Olhei para o relógio
Os ponteiros se mexiam
Mas meu corpo parado permanecia
Então levantei e falei para mim
Que não iria mais viver assim
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
MINHAS PERSONALIDADES
Em frente ao espelho, reflexos se desdobram,
Dois Nyckollas no mundo, dualidade que encantam.
Um rebelde audaz, na sombra ele caminha,
Enquanto o exemplar, na luz, reluz e brilha.
O trabalhador incansável, dedicação sem par,
Enquanto o covarde, receios a superar.
O romântico sonhador, coração a palpitar,
O realista pragmático, a realidade a encarar.
Nessa dança de opostos, na vida a navegar,
Dois Nyckollas se entrelaçam, sem se separar.
Numa poesia que tece os fios do destino,
A dualidade se revela, um enigma divino.
Na encruzilhada do destino, mais Nyckollas se desvelam,
Um aventureiro destemido, pelas estradas que revelam.
Explorando o desconhecido, sem medo do que há por vir,
Enquanto o cauteloso pondera, a decidir e refletir.
O Nyckollas artista, pintor de sonhos com cores mil,
Dando asas à imaginação, criatividade sem fim.
Enquanto o cientista, com método e precisão,
Desvenda os segredos da natureza, com dedicação.
Nessa constante metamorfose, na vida a dançar,
Nyckollas múltiplos se entrelaçam, sem se separar.
E na poesia que é a vida, a dualidade a encantar,
Um mosaico de experiências, a se desenrolar.
Reflexos do amor
Na elegância do amor, o reflexo da alma,
A projeção do ser, o espelho que acalma.
Mais sobre si, revela quem ama,
Que sobre a pessoa que no coração chama.
O outro, recipiente de nossas esperanças,
Reflete desejos, medos e lembranças.
Em infância, primeiros laços se formaram,
Modelando os amores que mais tarde clamaram.
A coragem de amar, vulnerabilidade exposta,
Enfrentando medos, fragilidade que aposta.
Quem confia, entrega-se sem hesitação,
Abraça a coragem, em íntima conexão.
Escolhas amorosas, desejos e conflitos revelam,
Parceiros distantes, padrões que se desvelam.
A alma repete o que na infância aprendeu,
Mostrando na dança, o que o amor o que perdeu.
Amar, janela para o profundo ser,
Oportunidade de crescer e aprender.
Lembranças do passado no presente ressoa,
Complexidade dos desejos humanos entoa.
No amor, a psique revela sua jornada,
Entre consciente e inconsciente, dança orquestrada.
Quem ama, a própria história conta,
Na conexão com o outro, sua essência aponta.
Meu reflexo naquele espelho, trouxe pensamentos de quando, com garra, me segurei fortemente naquilo que achava que eu era. Mas aquela imagem se foi, como quando lançamos uma pedra no rio e as águas criam uma onda distorcendo toda imagem ali refletida. Quem eu era, quem eu fui, quem eu sou, seria tudo uma distorcida perspectiva que eu mesmo criei? Mas eu ainda sou eu, com uma percepção mais ampla sobre o mundo, mas ainda um grande sonhador.
