Reflexão de Vela
A Liberdade nos proporciona o sofrimento de sempre vê-la a frente de nossos esforços por alcança-la?
Porquê?
Porque insisto em sofrer, ao vê-la sumir com o teu rostinho esquálido?
Porque o meu coração dói ao lembrar de tudo aquilo que fostes?
Porque te amo tanto assim?
Uma dor que me mata,um sentimento que me arrebata ,são saudades que um velho tempo resgata.
Tempo onde havia sofrimentos, mas também, uma força tamanha, capaz de mudar toda a direção daquele mal vento.
Vento que trazia as incertezas e também muita esperança nos olhos daquela criança.
Lourival Alves
Era ontem
Ainda posso vê-la!
Estava aqui agora há pouco...
Ainda ontem! Sumiu nas brumas.
Ficou na lembrança tão próxima.
Posso até estender as mãos e toca-la...
Mas transformou-se em outra matéria
que não se pode tocar com a minha.
Era ontem... Eu ainda a vi tão perto!
Mas houve uma tarde, noite, logo após.
E, anoiteceu... Amanheceu... Anoiteceu!
Permanecemos ali a vê-la ir passando sobre nós, ir-se indo para longe, para lá distante, onde havia a cidade, sacudindo seu imenso corpo com grande rumorejo, muitos relâmpagos, arfar de ventos e abundância de chuva.
(Russland 4: O ninho das trovoadas, 2016)
Incapaz de vê-la longe de si, fechou os olhos, enquanto o frio da solidão cobria as eras com sincelos.
O melhor lugar para começar é exatamente onde você está. Abra sua vela aos ventos da mudança e deixe-os guiá-lo.
Sobre blindagem emocional e física, vale um banho de cachoeira para lavar a alma, ascender uma vela para o anjo da guarda, um banho de sal grosso, harmonizar o ambiente em que se vive, leituras, músicas e conversas edificantes, ir a uma gira, usar uma guia. Mas nada disso vale se seus pensamentos não corresponderem as suas palavras e aos seus atos. Por isso, equilíbrio e sabedoria sempre,como palavras de ordem, para surtir efeito de todos esses recursos valiosos.
Consigo Vê-la
Consigo vê-la em meus sonhos.
Descendo através das nuvens.
Sinto-me arrebatado pela sua beleza divina.
Atire em meu coração.
Não tenho nada a perder.
Não tenho mais nada para dar.
Além de toda a minha vida com você.
Não vamos brincar um com o outro.
Você é minha, eu sou seu.
Vê-la atravessando todos os meus sonhos.
Porque você é a única neles.
Então vamos lá, venha ser minha.
Aqui estão todos os meus desejos.
Que me amarram a você.
Que pretendo realizar com você.
Fazem-me acreditar.
Que pessoas ligadas pelo destino sempre vão se ligar.
À DISTÂNCIA
De longe tem alguém que por ti vela
Te deseja sempre um sol a brilhar
Te oferta amor e carinho
Te deseja muitas felicidades e o seu bem-estar.
Alguém com pensamentos positivos
Com a sua foto em mãos, se poe a pensar
o quanto a distância os separa
E começa logo a chorar.
Tantas decisões pra tomar.
Se um amor existe e é belo
Até a distância poderá superar
Mesmo distante, por ti alguém se poe a orar.
COBRA CEGA (soneto)
Era a saudade, saudade crua que vela
A solidão. Com a impostura do pranto
Que sente falta, partida em um canto
Do coração, que se veste da dor dela
Era a lembrança! Curvada na janela
A esperar que se quebre o encanto
E no horizonte desanuvie do manto
Da noite vazia, e se torne leve e bela
Era a angústia com a sua tristura cada
Era o seu silêncio e o seu tempo lasso
O desespero na negrura da madrugada
Que brincam, com o desanimo crasso
De olhos vendados, e a ventura atada
De cobra cega com o prazer escasso...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/04/2020, 15’11” – Cerrado goiano
O simples fato de poder vê-la, me faz compreender o sentimento nobre que faz pulsar meu coração. Sua beleza nata, invejada por tantos, aliada a esse lindo e malicioso sorriso, faz parar o tempo... e quando me vejo, por mais que eu tente, não consigo parar de te olhar!
A CHAMA DE UMA VELA
No último domingo
vivi um dos momentos mais estranhos.
Abri uma pequena caixa, e nela,
escritos com a minha chancela.
Não os li porém,
ainda que todos te retratassem.
Pus-me a rasgá-los um a um, lentamente,
tomado de misterioso silêncio.
E assim continuei até que terminasse!
Foi exatamente desse jeito que te apaguei ...
sem emoção e friamente
como se estivesse apagado a chama de uma vela.
