Reflexão de Tempo
Muitas pessoas perderam uma das coisas mais importantes davida: O Tempo! Não tem tempo para seus amigos, nem para sua família e nempara si mesmas! Um dia vão querer este tempo, mas a morte dirá que já não há mais tempo!
Muitas pessoas na nossa vida caminham para o passado, assim com o tempo vão se tornando uma lembrança distante. Preserve aqueles que todos os dias estão sempre presentes na tua vida!
Com o tempo aprendi a ficar em lugares que valorizam a minha presença e gostam de mim de verdade, não onde sou apenas tolerado!
Se não podemos parar o tempo, podemos ajustar o relógio do coração, paramarcar sempre a hora do amor!
Com o tempo nosso coração coloca mais fechaduras para quem deseja usar a chave da paixão e abrir a porta do amor!
Não apresse seus momentos na vida, nem o amor e a paixão no seu coração, porque tudo tem seu tempo na vida, e o tempo de tudo acontecer, quem faz é você!
Pare um dia, sequer um dia da sua vida.
Retorne toda a sua história,
relembre todos os momentos que você puder.
Pare um dia, mesmo um dia da sua vida,
e, neste dia, terá vivido uma vida inteira.
Podemos ser tantos em um, mas apenas se não deixarmos a distração atual matar o que fomos antes do caos, antes do medo, antes de agora, podemos carregar e ser feliz em cada versão que o tempo, as dores e as cores fazem de nós.
Mero tempo, mera infâmia da matemática, que mostra que menos nem sempre é subtrair. Às vezes, menos é mais, é adicionar. Perseverando, iluminamos o caminho que, por vezes, omisso, desvela o saber. Assim é a vida: desfragmentar o objeto até seu núcleo, embora o tempo seja o guia que orientacadatraçado.
Conectando o mundo, podemos pessoas ver.
Mas conectar... será mesmo?
Para ver, basta um passo, um chamado, uma troca.
Se conectar é mais do que enxergar,
é deixar que o mundo nos toque,
é atravessar os muros invisíveis entre nós.
E, no entanto, a verdadeira conexão nunca chega.
Não porque está longe, mas porque a deixamos desluir.
Ela se dissolve entre os rostos —
amigos ou estranhos, conhecidos ou esquecidos.
Tristonho, enfim, lhes digo:
esta poesia é de nada,
mas, talvez, seja de tudo.
Entre versos doces ou amargos,
há um eco do que perdemos.
Simples é conectar.
Difícil é perceber que, entre os delírios do tempo,
fomos nós que nos perdemos...
A vida é um jogo suicida
onde o tempo é
a corda,
só não agradece aos ponteiros quem nunca teve uma
ferida,
aqui odiar o relógio é fácil quando planos seguem seu
badalo,
mas pra quem no tic tac está afogado,
odia-lo é mergulhar quando
se precisa
respirar.
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Quão breve é o Agora?
Somente o Agora é Agora; o Agora é Fundamento contínuo (dada a efemeridade do Presente, que cadaveriza-se em Passado em relativa questão de minutos, horas, quiçá): está a eternamente construir-se.
Somente o Agora é Agora. Somente o Agora presentifica o Tempo (do) Presente.
Somente o Agora é Agora. Tão somente e, até agora, Sempre.
Somente – e por ora.
Tem momentos em nossas vidas que as situações dão errado para começar a dar certo, às vezes os erros acontecem para nos alinharmos no caminho certo, fazendo com que não venhamos a perder tempo com coisas e pessoas fúteis.
O que é ser bom?
Imagina, você chega em uma entrevista de emprego, você tem todas as qualificações para o cargo, mas o contratante fala que você é bom que gostou do seu currículo, mas ele diz que não te contrata. Ou talvez um cliente te encher de elogios dizendo que você é o melhor, que tem o preço bom, mas que não vai contratar o seu serviço. E no amor? No amor fica mais difícil ainda de entender, você passar a conhecer o seu parceiro ou parceira, passa a acostumar ligações, o som da voz, com às risadas, tudo quase perfeito, e chega um momento que o mesmo diz você é bom, me sinto bem ao seu lado, mas não dá pra continuarmos. Estranho né?
O que é ser bom?
Quando falamos que alguém é bom será que damos a importância ao significado de ser bom?
De repente você acha sua mãe boa, mas você dá valor a isso? O trata como ela realmente merece?
Então vamos valorizar o que realmente é bom e vamos parar de mimimi.
Certa vez havia um jovem aprendiz que buscava avidamente a sabedoria. Ele seguia seu mestre, um homem de cabelos grisalhos e olhos profundos, que carregava consigo a serenidade de quem havia vivido muitas estações. Um dia, enquanto caminhavam por um jardim repleto de flores murchas e outras em pleno desabrochar, o jovem, curioso e inquieto, fez uma pergunta que ecoou como um sino no silêncio da tarde:
— Mestre, se você tivesse que pedir perdão a alguém antes de morrer, quem escolheria?
O mestre, surpreso pela pergunta, fechou os olhos. Por um momento, parecia ter se perdido em um labirinto de memórias e reflexões. Respirou fundo, como quem mergulha nas águas profundas de um lago, e ao abrir os olhos, estavam marejados. Com um olhar pensativo, respondeu:
— Eu pediria perdão à única pessoa que nunca me abandonou, mesmo eu, por inúmeras vezes, ter errado com ela. Busquei a perfeição e a aceitação de tudo e de todos, mas fui falho com ela.
O jovem, confuso, inclinou a cabeça e perguntou:
— Mestre, quem é essa pessoa com quem você, em toda a sua sabedoria, foi falho?
O mestre fitou o discípulo com um olhar que parecia atravessar o tempo e respondeu:
— Essa pessoa sou eu mesmo. Fui o único que nunca me abandonou, mas, por ego e vaidade, errei comigo inúmeras vezes. Busquei algo que, no fim, não faria falta.
O jovem, ainda perplexo, sentou-se sob uma árvore frondosa, enquanto o mestre continuou:
— A vida, meu jovem, é como este jardim. Algumas flores desabrocham, outras murcham. O tempo é o jardineiro que cuida de tudo, mas nós, em nossa soberba, muitas vezes tentamos controlar o que não nos pertence. O ego nos cega, a vaidade nos engana, e a soberba nos afasta de nós mesmos. Buscamos a perfeição nos olhos dos outros, mas esquecemos de olhar para dentro.
O mestre ergueu uma flor murcha e mostrou-a ao discípulo:
— Veja esta flor. Ela já foi bela, mas seu tempo passou. No entanto, ela não se lamenta por não ser mais como antes. Ela simplesmente existiu, cumpriu seu propósito e agora descansa. Nós, porém, carregamos o peso de nossas falhas, de nossos erros, como se fôssemos eternos. Mas a verdadeira sabedoria está em entender que o tempo é nosso mestre, e a humildade, nossa maior aliada.
O jovem, agora com os olhos brilhando de compreensão, perguntou:
— E como posso evitar cair nas armadilhas do ego e da vaidade, mestre?
O sábio sorriu e respondeu:
— Olhe para dentro de si todos os dias. Reconheça suas falhas, mas não se puna por elas. Aprenda com o tempo, mas não tente dominá-lo. E, acima de tudo, lembre-se de que a verdadeira sabedoria não está em ser perfeito, mas em ser verdadeiro consigo mesmo. Pois, no fim, é a nós mesmos que devemos prestar contas.
E assim, o jovem aprendeu que a vida é uma jornada de erros e acertos, de flores que desabrocham e murcham, e que a verdadeira sabedoria está em aceitar a si mesmo, com todas as imperfeições, e em viver em harmonia com o tempo, sem deixar que o ego e a vaidade obscureçam o caminho.
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