Redenção

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⁠REDENÇÃO

Depois que passou, só depois, desta dita fadada
Notei que a sensação e o quesito não têm preço
O melhor agrado, aquela leve emoção encantada
Brota n’alma, se há sentimento igual, desconheço
Aquele gesto manso e casto, ao silêncio confesso
O repouso, a calma, aquele sossego e mais nada
Tudo é poesia, cuja a poética é singular endereço
Hoje vejo quão a intensão não é mais enamorada

Depois que passou e, só depois, desta redenção
Me tive novamente vivente, cercado de aventura
É que o pensamento tem satisfação na libertação
Dei-te o meu eu, com intensão, o exato, e forjavas
Condição que não sentia. Uma desafinada mistura
Pois, nesta gorjeta rala, as tuas restas me davas! ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril 2023, 11, 10’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Perdido em meio à escuridão.
Sem encontrar a luz da redenção.

Tentei encontrar amor e amizade.
Mas a solidão me acompanha, sem piedade

O mundo está caótico, sem sentido.
E eu, cansado de seguir fingindo.

Os sonhos já não me trazem alegria.
E eu, sozinho, partirei nesse novo dia.

Inserida por Passageiro-Mike

⁠não olhais para as coisas deste mundo mas para o alto, pois de lá vem a sua redenção.

Inserida por isaac007

Redenção nas Palavras

Me perdoa, o meu eu de ontem já está morto,
Pelos erros cometidos, carrego um fardo,
Hoje, humildemente, estendo a mão,
Na poesia, encontro redenção.

No rio do tempo, o eu se molda a cada dia,
Ontem se desfez, como a luz que se esvai,
Hoje é a tela em branco, onde a vida se cria,
E no amanhã incerto, o amadurecer que aí vem sai.

As lágrimas de ontem, como chuva que cai,
Lavaram as feridas, para o eu se renovar,
As escolhas do agora, são a voz que nos guia,
No eterno ciclo de aprender, amar e recomeçar.

Assim, perdoamos o eu que já não persiste,
Abrimos as portas para o que há de vir,
Na dança do tempo, cada passo é um artista,
E o eu que se forma, é um poema a existir.

Inserida por WillCezar

Somos todos hipócritas em busca de redenção, pois não creio que não haja aquele que nunca tenha feito alguma coisa da qual já discordou. Discordar de um processo e consumir o produto final não seria hipocrisia?

Inserida por brenoaborges

E você quer esquecer, e você quer que vá embora, e você quer redenção, mas você deita na cama e espera amanhecer.

Inserida por saysaysay

Eu tô cansada de esperar por essa redenção.
Não vai vir.
Eu já deveria saber.

Inserida por saysaysay

⁠O Cadafalso


No cadafalso, eu sorriria amargo
não por redenção, mas por desprezo.
Mergulharia no frio da paz sem rosto,
onde ao menos a dor não mente.

Deixaria pra trás os escombros de promessas podres,
palavras doces que apodreceram na boca de quem jurei confiar.

Fui traído com o silêncio, com o toque vazio,
com olhares que já não sabiam o meu nome.

E os amores…
tão rasos, tão covardes
que até a queda me pareceu mais leal
do que quem dizia me amar.

Inserida por yuri_de_levi

⁠O mundo consome os vivos enquanto os mortos têm sua redenção.

Inserida por Rato_Comunicativo

⁠Na linguagem de Redenção: a Reconciliação precisa ser compreendida pelo homem que por sua vez deve responder positivamente para que ela se realize.

Inserida por ObjamersonS

“De Profundis”, de Oscar Wilde: A estética do sofrimento e a redenção da alma

Por Andre R. Costa Oliveira



Introdução

Poucas obras na literatura ocidental expressam com tanta intensidade a transfiguração da dor quanto De Profundis, carta que Oscar Wilde escreveu na prisão de Reading entre janeiro e março de 1897. O título latino — retirado do Salmo 130: “De profundis clamavi ad te, Domine” (“Das profundezas clamei a Ti, Senhor”) — anuncia o tom confessional e quase litúrgico da obra. Mas este não é um salmo apenas de penitência; é também de revelação. Em De Profundis, Wilde não busca expiação pública: ele tenta compreender, com lucidez e ternura, o percurso de sua queda e o sentido de sua dor.

1. Contexto histórico e biográfico

Oscar Wilde, um dos escritores mais célebres do final do século XIX, foi condenado a dois anos de trabalhos forçados em 1895 por “indecência grave”, isto é, por manter relações homossexuais — então consideradas crime na Inglaterra vitoriana. O processo judicial, movido pelo Marquês de Queensberry (pai de Lord Alfred Douglas, seu amante), tornou-se um escândalo nacional. Até então, Wilde era conhecido por sua elegância, inteligência fulminante e ironia social; sua ascensão literária incluía peças de teatro aclamadas, como A Importância de Ser Prudente, e o romance O Retrato de Dorian Gray.

A prisão marcou uma ruptura radical com sua vida anterior. Privado de liberdade, status e conforto, Wilde mergulhou em uma crise existencial e espiritual. De Profundis nasce desse abismo.

2. Forma e estrutura: a carta como confissão

Formalmente, De Profundis é uma longa carta dirigida a Lord Alfred Douglas, escrita sob autorização limitada do sistema penitenciário, em cadernos supervisionados pelo diretor da prisão. Mas o que começa como um desabafo pessoal rapidamente se transforma em um tratado lírico sobre o sofrimento, o amor, o egoísmo, a compaixão e a salvação interior. A carta não foi enviada a Bosie diretamente. Após a libertação de Wilde, ela foi copiada e guardada por seu amigo Robert Ross, e publicada postumamente em 1905.

A linguagem é precisa, muitas vezes bíblica, quase mística. Não há ali o dândi de frases espirituosas, mas sim o homem nu, quebrado, buscando sentido no próprio fracasso.

3. A dor como iniciação espiritual

A experiência do cárcere é, para Wilde, uma espécie de rito iniciático. A dor deixa de ser um infortúnio e passa a ser uma via de conhecimento. Como escreveu mais tarde em O Balão de Papel, “quando se está sofrendo, se aprende”. Em De Profundis, isso ganha corpo:

“Agora vejo que a tragédia da vida não é que os homens sejam maus, mas que eles são insensíveis.”

A sensibilidade que ele desenvolve na prisão não é a da estética refinada, mas a da empatia profunda. O sofrimento desmascara sua vaidade, seus caprichos, sua vida construída sobre aparências. E, paradoxalmente, é o que o aproxima de sua própria alma:

“Aonde quer que haja sofrimento, há solo sagrado.”

Wilde se aproxima aqui de uma espiritualidade quase franciscana: o valor do sofrimento não está em sua crueldade, mas na possibilidade de tornar-se mais humano.

4. Amor, desilusão e perdão

Grande parte da carta é dedicada à análise de sua relação com Lord Alfred Douglas — marcada por paixões intensas, manipulações, vaidade e egoísmo. Wilde acusa Bosie de ingratidão, arrogância e destruição. Mas mesmo nas passagens mais duras, não se permite ceder ao ódio. Pelo contrário, sua meta é compreender o outro, não destruí-lo:

“Eu não posso viver de ódio. É pela compaixão que vivi.”

O gesto final de Wilde é de reconciliação interior. Ao invés de um ataque ou revanche, a carta é um gesto de superação moral. O perdão, aqui, é inseparável da dignidade.

5. Cristo como símbolo estético e ético

Um dos momentos mais belos e polêmicos da obra é a interpretação de Jesus Cristo como uma figura estética e radicalmente humana. Longe do Cristo institucionalizado, Wilde vê em Jesus o artista supremo da alma, aquele que viveu a compaixão como arte:

“Cristo é a suprema personalidade do romantismo. Ele não apenas não condena os pecadores, mas considera a alma de cada pecador como algo belo.”

Essa leitura é profundamente influenciada por seu espírito artístico: Wilde vê no perdão, na humildade e na entrega não sinais de fraqueza, mas expressões da mais alta sensibilidade criativa. Ele abandona o sarcasmo e a máscara social e se vê como discípulo não do moralismo, mas do amor encarnado.

6. O artista depois da queda

A queda pública e o fracasso social permitiram a Wilde uma visão radicalmente nova da arte e da vida. Ele abandona o cinismo aristocrático, a adoração do sucesso e da forma, e abraça a ética da vulnerabilidade.

“Tudo o que é verdadeiro na vida vem através do sofrimento.”

Neste ponto, Wilde se aproxima de autores como Dostoiévski e Pascal — para quem o sofrimento tem um valor epistemológico: ele revela. A dor, quando acolhida, não paralisa; ela ensina. De Profundis é, nesse sentido, o oposto do niilismo: é um hino à reconstrução da alma.

Conclusão: A profundidade como medida da beleza

De Profundis é mais do que uma carta de amor amargo. É uma elegia sobre a condição humana, escrita no limiar entre desespero e transfiguração. Oscar Wilde, o dândi escandaloso da sociedade vitoriana, se despede do mundo das aparências e se reconcilia com o essencial: a dignidade do sofrimento, o poder do perdão e a beleza silenciosa da alma que caiu e se levantou.

Essa obra, escrita nas profundezas da dor, permanece viva porque fala de algo que todos vivemos em algum grau: o fracasso, a perda, o desejo de ser compreendido. E talvez por isso, como ele mesmo disse:

“Há um único tipo de pessoa que me interessa agora: aquela que sofreu.”

Inserida por andrercostaoliveira

⁠A questão cristã não é a fuga do pecado, mas a redenção do perdão concedido.

Inserida por maikec

⁠A redenção só faz sentido se estivermos dispostos a expiar nossos pecados.

Inserida por pensador

⁠Caminhando para o norte, longe de tudo, encontrei minha redenção, minha alma perdida, esperando por uma chance de recomeçar, olhei para o horizonte, longe e distante, subo a montanha e lá se encontra a minha asa delta, nos céus azuis, desse condado consigo ver o tamanho do paraíso verde ao qual a gente se encontra
Qual é o preço da redenção?
Qual é o preço por uma vida boa?
Qual é o preço pra uma vida simples?
Distante de tudo preciso apenas do silêncio, mas é no meu silêncio onde habita o caos... quanto tempo tenho que esperar pra tudo isso acabar? Tenho que esperar até virar um lunático?
Onde vou encontrar inspiração pra escrever sobre minhas ideias, refletindo a minha alma? O mundo já não é mais o mesmo, heróis de guerra vivem em segredo, talvez desertores? Eu não sei.. será que eles irão me ajudar? Ou me atacar? Tantas perguntas sem respostas, é assim no qual o modo em que vivemos, tanta evolução, e ainda continuamos sem respostas!

Inserida por Brunoesteves

⁠.Ar profano

A todos meus colegas,
eu trago redenção,
do vermelho reluzente,
a purificação.

O batimento em meu peito
se tornou perturbador,
o meu viver
se tornou revelador.

As assombrações
se tornaram reais,
e aqueles viviam
se tornaram espectrais.

As armas que um dia
prometiam trazer dor,
agora seu uso
é um pouco tentador.

Se algo já mudou
eu não sei reconhecer,
o que já possuiu cor
foi-se a perder.

Inserida por HiddenR0D

⁠Alguns erros são monstruosos. Admiti-los em nome da redenção é verdadeiramente humano.

Inserida por ninhozargolin

Nem sempre temos chance de redenção.

Inserida por pensador

⁠Sacrifício de morte, que trouxe redenção, esperança no pós morte, expectativa de vida eterna com DEUS em Cristo Jesus!

Inserida por TeologoVagner

⁠⁠A morte de Jesus na cruz, foi a nossa redenção. A sua ressurreição, foi a vitória sobre a morte. Valorize o sacrifício, valorize a graça que nos foi dada através da cruz! Feliz Páscoa a todos!

Inserida por Oseias2012

⁠Ser feliz é...
seguirmos a nossa religião,
É de lá que vem a nossa força e redenção

Inserida por edifrases20