Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade

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Vou roubar teus olhos e esconder dentro dos meus, que me perdoe, quem pensa ser dona deles.

Inserida por LeoniaTeixeira

À DERIVA

Desbravei todos os mares
na minha grande embarcação,
minha amada era o meu guia,
dona do meu coração.
Uma longa tempestade
levou meu barco ao fundo.
Poseidon tirou-me a metade:
zarpei perdido no mundo.
Hoje,
quando alvorece o dia,
ancorado na janela,
no mar de gente que passa
em vão procuro por ela...
tão bela..
E quando avança a tarde,
fundeado na janela,
o meu peito ainda arde
no vazio que há dela.
A noite já distancia...
Aportado na janela,
navego a vida vazia
no meu barquinho sem vela.

Inserida por RemissonAniceto

Dona Maria


Maria de Jesus, Maria José, Maria Helena, Maria Caetana, até mesmo eu, Maria. De todas elas, tu és a que possui mais sabedoria.
Seja pelo tempo de vida, seja pelas experiências vividas, por tudo que passou e ultrapassou. Jovem ainda, quis se casar pra se criar na vida. Era o Severino da Maria. Onze sairam de seu ventre, e se criaram com enchada e feijão. Pra ela, era o que tinha mais de precioso, sua família, guardava no coração. Casa grande, pra muita gente. Sempre cabia mais um. Tinha netos, e agora bisnetos. No auge da velhice, sempre forte e resistente, nunca deixou de pegar no batente. Se de todas as coisas que mais gostara que aqui posso citar, era passar a manhã na cozinha, pra mais tarde a família reunida, junto se sentar. O sofá de frente ao jardim, passava horas a apreciar, falava das histórias e do que podia lembrar. Apontava cada planta e pronunciava os seus nomes com amor, observava o céu, e alimentava os pássaros. Com o tempo, a força foi se perdendo. E as plantas não podia mais agoar. Mas Deus sempre foi bom, e a água não deixava faltar. E agora, cadê a tua força, Maria? Há dias não mais cê vê, nem plantas, nem pássaros, nem família. Pra quê? Se a memória também se vai, e a gente que aqui fica, sente também a tua fraqueza. Quem contará as histórias, das quais não me lembro mais. Quem dirá os nomes das plantas, agora, tanto faz. E o sofá, que não abriga mais ninguém e não ouve mais, teus risos. Ninguém pode cobrar, não agora, o teu esforço. Teu corpo pede repouso, da vida tão sofrida. Mas fica tranquila, que os teus tão crescidos. E mesmo os pequeninos, vão ter quem cuidar. Dona Maria, dona da minha vida. Não sei quando será a minha última a benção.

Inserida por poesiademaria

Por mim eu vou viver. Serei mulher de mim. Dona do meu nariz. Senhora de si.

Inserida por poesiademaria

Ela é dona de um sorriso profundo. Sorriso que adentra minhas retinas, chega ao meu cérebro, e faz meu pequeno coração palpitar. Ela nunca saberá disso, talvez porque eu seja muito covarde para dize-la tais palavras. Quem sabe nessa realidade tão insana, de infinitas possibilidades, o destino resolva, doar aquele belo sorriso, ao meu pequeno e palpitante coração!

Inserida por MrLonely

Melania Ludwig
15 de janeiro de 2012 · Editado ·

Dona Elza

Dona Elza mulher ribeirinha
com filhos casados já vive sosinha
gatos e cães são sua companhia
do rancho é a cozinheira
ágil sobe e desce a ribanceira
buscando os peixes para a frigideira.

O salário na venda está pendurado
no sorriso um dente falhado
por conta de um marido safado
mas disso não faz alarido
"é pouco pelo que tenho vivido".

Na fala logo se percebe
é feliz com o que da vida recebe
quando a gente vem embora
sussura voltem sem demora...

mel

Inserida por MelaniaLudwig

É ilusão chamar de seu o que já tem dona .

Inserida por MyllenaFigueredo

Revés Obscuro.

Dona da beleza, que destreza.
De tabela é dita bela por todos.
Vende flores como mendiga? Diga-me.
Como suturas a tristeza se anda por ruas escuras?
Em Londres, talvez? Bem longe quem é você? Revés...

Astuta, quem és tu quando ninguém está vendo, menina matuta?
Em busca de uns trocados se faz a noite inteira.
Maldita tua presença nestas noites rotineiras.
Nas noites se conhece, assim como a lua conhece a noite e se escurece.

Faz dupla, sempre culta, sente culpa.
Desculpas sempre são tuas, Quão certa são suas certezas sempre absolutas?
E se em noites desconhece, diz que não conhece um alguém tão culto.
Mas cultiva a mente altiva pra conhecer o oculto.

Incrível tua capacidade de descobrir, cobrir, despir, sentir, mentir.
Meu martírio,
Colírio, aos meus olhos
Coleira, para meu pescoço.

Sadraque? Mesaque? Abednego?
Abstenho-me de tudo e nego, mas pergunto.
Será que és mesa que estendo minha toalha?
Quem será que irá para a fornalha?

Inserida por BrunoBeranger

Dona garota

Nossa, que perfeito
Com esse olhar certeiro
Entrou em meu peito
Um sentimento verdadeiro

Não, não olha assim
Porque assim
Você domina
A mim

Dona de um olhar
Dona de um abraçar
Dona de um amar
Dona garota.

Inserida por Altomar

QUASE LA (DONA MORTE)

Linda como ninguém jamais a viu,
- Como foi seu dia, hoje você sorriu?

E quem a viu, não vê mais.
Ela vem quando você não será mais capaz,
Doce como um beijo apaixonado,
Um tiro no alvo, tente não ficar desesperado,
Morre um, morre dois...
Morre agora ou morre depois?
Parece ser a única saída,
Pois bem, antes da morte vem a vida.
E olha só, quem diria,
Um espacinho pra Dona Morte em minhas poesias.

Inserida por DandeBrito

DÁDIVA

Ser mãe e dona de casa...
Conselheira e sofredora
chorar, enxugar as lagrimas
mulher rendeira ou redentora.

Do sertão ou do agreste
da cidade ou pervertida
parceira do cabra da peste
mulher é símbolo da vida.

Mulher é dádiva divina
mãe do único redentor
por Deus, foi escolhida
pára sofrer a sua dor.

Antes que a vida se acabe
não tem ferias nem descanso
se a turbulência te invade
seu chorar ainda é manso.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Moça bonita...


Busque em casa de Dona Filó
Um verso simples, que tenha gosto
Sabor de caminho estreito e reto
Travessa que atravessa o rio claro


Caminho de caminhante sem rumo certo
Ou de certo só tem o rumo
Que deseja nele encontrar
Um pedaço de história ou um nascer de favo


Não me traga em sua volta nada triste
Não me conte coisas que não seja mais
Que boas novas ou que venha em silêncio
Um silêncio falante de tudo o que vistes


Moça bonita
Vá assim mesmo, de sandálias
Saia de chita e cabelos ao vento
Caminhe tricotando sonhos audazes


Ouça mais, sem nada dizer
Dona Filó lhe contará prosas
Histórias de curupira, até de boi tatá
Falará de estrelas, rosas e sonhos


Se quando sair, notares que ronda, insano
Ao acaso um vento frio, vindo do norte
Volte logo, apresse seu passo
Pois é ali que toda brisa morre!

Inserida por mucio_bruck

Zica...

Zica é dona de modos antigos
Português arcaico e meio embolado
Filha de italianos e radicada no Brasil
Foi morar nos confins de Almenara


Muito depois da cidade iluminada
Vivia com seus bichos e sua paz
Tinha rádio a válvula, e funcionava
Era sua ponte com o que havia no mundo


Zica, na sua ingenuidade, se pegou confusa
Ouviu dizer que haviam outras zicas
E que todas vinham de um mosquito
Seu espanto superou a indignação


Tomou banho, penteou os cabelos
Atrelou a mula Brivana na carroça
E foi pra cidade encontrar uma resposta
Quantas outras zicas haviam além dela?


Foi complicado pro Dr. Genival
Explicar a Dona Zica que de gente Zica
Só ela havia e que a outra zica gente não era
Era nome de doença, por picada de mosquito

Inserida por mucio_bruck

Você é dona de uma personalidade ímpar. Consigo ver, mesmo de longe... muita irreverência. Você é daquelas taças de vinho especial, genuíno. Claro, não precisa falar... mas vou dizer assim mesmo... Nunca pare de procurar a felicidade do seu jeito, e nem a deixe de lado por teimosia, e tente viver intensamente todos os seus dias...

Inserida por Jmpessanha

Existe pessoa tão possessiva que você diz: “eu te amo” e ela entende “você é minha dona”! (Pedro Marcos)

Inserida por PMarcos

Profundo

És a dona dos meus olhos.
Rainha dos meus olhares.
O senhor, afligiria-me no
penar eterno, por essa
vida, se de mim amor
não pudesse dala.
Se não que por vontade
divina no profundo
destino, encontre-me eu
em seus seios, amados
tanto pelo meu amor.
Claro seja o meu amor
por ela, divino seja o meu
amor por ti.

Inserida por TiagoAmaral

"No "prédio da consciência" mora a dona razão, e tem como vizinha no andar térreo a dona mera ilusão;E não cessam entre elas numa grande discussão: Quem irá representar o portador da emoção?"

Inserida por wagne_calixto

Quando me tornei dona do meu próprio tempo

Me permiti almoçar com calma e ouvir as histórias de meus avós. Consegui acordar cedo e com bom humor. Ouvir uma boa música, pisar na grama e, aos poucos, perceber o dia lindo que nascia. Adquiri um pouco de conhecimento e cuidei do meu corpo. Aquele velho ditado "meu corpo, meu templo" passou a ser mantra. Cuidei da alimentação, escolhi meus alimentos e, finalmente, comecei a cozinhar. Percebi que saber como é feito e de onde vem meu alimento influenciava nas escolhas que fazia ao comer. "-Vai tanta tranqueira assim em um brownie?" "-A felicidade vem, também, com suas adversidades." E que delícia saboreá-las!

Comecei a prestar atenção no simples ato de respirar. Andar de bicicleta tornou-se mais complexo que simplesmente ir a algum lugar. Era a vida pulsando em mim. Consegui ouvir com mais atenção e focar mais no momento presente. As simples trocas de cada dia se tornaram mais carregadas de sentido.

E ainda pretendo tanto... Voltar a tocar, dançar e aprender tantas outras coisas. O tempo se tornou, novamente, escasso. Não por me acumular de coisas que eu não quero fazer. Mas por ser curto demais pra tudo que a vida oferece!

Eu sei: vivo num plano ideal e temporário. Mas, a vida, em sua essência, não o é? Temporária em cada segundo; ideal em sua essência? Por que não fazer da "vida real" a "vida ideal"? E se, todos, universalmente, ousássemos ser donos de nossos tempos? Que grande revolução viveremos! (E digo "viveremos" por acredito que ela virá!) Até vejo o capital, finalmente, numa cova, revirando-se...

Inserida por ligiatosetto

Novamente você ousou me dizer que é todo meu em alma e corpo. Dona do seu coração e do seu destino. E que o impossível não existe e fará de tudo para viver comigo, para sermos um.... Disse que me tem em seus pensamentos todos os dias e como cirurgião tem até receio disso distrair sua mente...
Que imagina acordar ao meu lado e me desejar ainda mais... Que não imagina sua vida sem mim... E eu não sabia o que dizer!! Porque ele roubou todos os argumentos que fazem de um relacionamento de amor entre duas pessoas a coisa mais maravilhosa do mundo. Então eu respondi a verdade: eu nem sei o que te dizer...
Tremi com tamanha responsabilidade em minhas mãos. Se é totalmente verdade é difícil saber, e mais difícil ainda não querer acreditar. Meu desejo é realmente podermos nos encontrar. Olharmos nos olhos e manter o olhar até chegarmos às mais profundas intimidades que um olhar possa mostrar. E aí as verdades encontrar.

Inserida por Eternal

O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite.
Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra.
Mas, que diabos será isso?
Vestiu a sua camisola, abriu a porta de fininho porque os tiros e as bombas até estremeciam as panelas penduradas acima da pia que ela fazia questão de exibir de tão limpas e polidas.
Saiu de porta a fora, descabelada e sem dente que mais parecia uma assombração.
E o alvoroço e a bala zinindo no meio da noite, quase que mata dona Carlota do coração.
Na pontinha do pé saiu com um pé na sandália e outro no sapato. Na correria nem viu esse detalhe. Abriu a porta. E foi escorregando de porta a fora até chegar na calçada.
Cadê o povo? alias a multidão que fez com que ela acordasse e sair feito um zumbi?
Olhou pra um lado, olhou pra o outro, e na rua não existia uma alma viva para lhe contar o que aconteceu ali! Só o silencio, o vento e o clarão da lua cheia e aquela marmota no meio da rua, quer dizer ela.
Depois de levar o maior susto da sua vida que deixou o seu cabelo espetado parecendo palitos, outra bomba e tiros e mais tiros e eu sei lá se eram de balas de borracha, sei apenas que era o barulho da tevê do vizinho da Dona Carlota, ligada no volume máximo vendo um filme de bang bang, daqueles do velho oeste.
Correu pra dentro de casa fumaçando pra pegar uma vassoura e resolver essa questão na base da vassourada. Quando de repente sua filha acorda e encontra a mãe naquela situação pronta pra guerra. Tomou a vassoura e lentamente levou a Dona Carlota pra cama e não deu cinco minutos e estava ela roncando de tão profundo era o seu sono
No dia seguinte não lembrava de patavinas nenhuma, ou se lembrava não comentou. É que a dona Carlota era sonâmbula.
E via coisas que qualquer um duvida. Até eu mesma.
Autor: Maria de Lourdes

Inserida por lourdes_maria_de