Quintal
Podemos ajudar a retirar os espinhos do quintal do vizinho. Ou reclamar das flores mortas que deixamos de cuidar no nosso próprio jardim.
Quintal de quatro bicos:
meu segredo habita as pedras
cada uma com sua voz
no bater as coisas.
Posso dividir em quadrados
os barulhos do mundo.
Sentado na soleira de casa
(sombras suicidas sob os pés)
os dedos pensam em nada:
desenho fresco na terra.
Admirar a natureza verde através da janela, trazer também plantas para decorar o quintal e a casa promove ao ambiente um clima tranquilo e relaxante.
O canto dos pássaros quebra a monotonia e alivia a tensão do dia a dia proporcionando uma vida com mais qualidade mental.
Setembro/2022
Eu sorri, ele sorriu e lá se vão anos de uma vida inteira de sol no quintal...voce iluminou de vez a minha vida!!!!
O LADRÃO E O FILÓSOFO
De João Batista do Lago
Se perceberes teu quintal invadido
e nele um ladrão afoito a furtar,
não o abatas ao chão com um tiro,
convide-o para contigo jantar.
Oferece o teu melhor vinho (e)
faze-o comer da melhor iguaria
deixa-o perceber todo o teu carinho
e fá-lo um amante da sabedoria.
Aconchega-o e fala-lhe da democracia, (e)
diz-lhe das vidas que a ditadura furtou
mas, sempre moribunda, nada logrou.
E depois de deixá-lo saciado, enfim,
convida-o para dançar sob a chuva, (e)
com a noite saudar o novo dia assim.
Cada mulher com seu encanto. Mas algumas são interessantes até quando capinam o quintal trajando vestido da bisavó imigrante
Às vezes coloco minha cadeira no quintal à noite e fico observando as estrelas, ali viajo em meus pensamentos, contemplando a obra-prima criado pelo arquiteto do universo. Às vezes acho que vou pirar quando penso nas distâncias, no infinito. Cheguei à conclusão de que não faço ideia do que seja o infinito, é muito louco isso. Também cheguei à conclusão que ninguém sabe o que é o infinito, se é que alguém me entende.
POESIA " DADO AO QUINTAL LUNAR"
No lar do poeta a palavra é servida
Como som belo para moça bonita; vinho
Nas linhas da noite a metáfora se assanha,
Serenata ao luar, fogueira e dança
Um vinho italiano ao céu da minha boca,
Aguava seu desejo menina
Por meus lábios no copo de louça;
Me olhando secreta ao vento imagina-me
Menina sem roupa, louca...
Hipérbole morrendo de sede
Derramado ao corpo, copo de vinho,
Um convite sem palavras,
No quintal sozinhos,
Dorso e o torso
Já o gosto eu te dou em poesia...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Olhar para a Lua, fonte de encantamento,
Mesmo no quintal, traz-me paz e alento.
Seus raios prateados, serenos e brilhantes,
São como abraços celestes, eternos e constantes.
Na quietude da noite, ela surge soberana,
Enfeitando o céu com sua luz soberba e humana.
E quando meus olhos a contemplam com devoção,
Organiza-se em mim uma profunda reflexão.
Em seu manto lunar, encontro clareza e serenidade,
As ideias se alinham, ganham nitidez e verdade.
As preocupações se dissipam, desaparecem os tormentos,
Pois a Lua me guia na busca dos meus pensamentos.
Seu brilho suave ilumina a escuridão,
Como um farol de esperança, me conduz à direção.
Cada fase lunar, uma metáfora sutil,
Da transformação constante, do fluir sutil.
Olhar para a Lua, mesmo no quintal modesto,
É contemplar a grandeza do universo e seu manifesto.
E nessa conexão cósmica, encontro meu lugar,
Na imensidão do céu, na paz do meu olhar.
Então, sob o luar radiante e sereno,
Minha alma se eleva, alcança um mundo pleno.
A Lua, minha confidente, minha musa inspiradora,
Me acalma, me nutre, em seu brilho acolhedora.
Assim, ao olhar para a Lua, mesmo em meu quintal,
Sinto que há um elo profundo, uma conexão celestial.
E nessa comunhão com o divino, encontro meu abrigo,
Na paz que ela emana, nos meus pensamentos se consigo
Minhas conquistas listadas em tópicos cabem em um disquete… vou além do sol, desse quintal, além do virtual… além da discussão da imagem.
Estabelecer um objetivo de vida é igual plantar uma árvore. Se você plantar uma anáfega no quintal de sua casa, terá um fruto de anáfega. Se plantar uma macieira atrás da sua casa, você terá maçãs. Dependendo de qual objetivo você estabeleceu e onde o plantou, pode ser um pé de anaféga em Seul ou uma macieira na África.
O gato pulou o muro e caiu no meu quintal
Ele mia e diz que me ama e não compreende que nasceu de um poema de Quintana!
Pássaro ferido
Um pássaro ferido encontrei
Perdido no meu quintal
Corre prá cá , corre prá la
Mas sem conseguior voo alçar
Pobre pássaro ferido
condenado a viver na calçada
Procuro , procuro
Mas nada de asa quebrada
O que teria feito o pobrezinho
Ficar assim tão perdido
correndo sério perigo
de encontrar pelo caminho
o glutão do gatinho
da tagarela vizinha
Preso na mão o pobrezinho
sinto até as batidas
de seu pequeno coração
Está assustado o coitado
Perdido ali tão sozinho
temendo o cair da tarde
que traz a escuridão
Dentro de mim só emoção
num ímpeto tomo uma decisão
sem asa quebrada
nem qualquer ferimento
talvez tenha sido fraqueza
a causa de ir parar no chão
Ali , bem perto de mim
Uma árvore na calçada
prá onde levo a avezinha
a esperar pela mamãezinha
Que aflita deve estar
seu filhote a procurar
Horas depois ,
nada de pássaro encorujado
do galho da árvore alçou vôo
Ganhou as alturas
em busca da liberdade
duramente conquistada
Editelima/2019
Tenho particular gosto por Gente de Quintal,
Enquanto que, ao Quintal de Gente,
Não entendo, nem bocejo tolero.
Às 17horas e 15 minutos,
A National Geographic fala de animais,
Tontos.
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