Quintal
Fica tudo num bornal
É uma questão de perceber
A sutileza constante
O quintal é a vida da gente
E, ao que tudo indica
Pode até parecer diferente
Mas, semente semelhante
Gera sempre
Coisa igual a todo instante
Pois a vida nunca foi
Um lugar que fica ali na frente
Não lhe importa
O quanto a gente corra
Pois o tempo não descansa
Entre um sonho e uma lembrança
É tudo imagem somente
Onde a verdade
Está sempre dentro da gente
Num lugar que nada esconde
Porque sempre
Há de chover e fazer Sol
Só o presente interessa
Fica tudo em um alforge
É uma questão de olhar
Onde a vida da gente é o quintal
Não importa nunca a nossa pressa
Coisa que o tempo não tem
Nem precisa
Que, por ser portador da verdade
Sempre há pedras no caminho
O tempo nunca tropeça
E também não pisa em espinhos.
Edson Ricardo Paiva.
Tenho uma tamareira
De estimação em meu quintal
Reguei e cuidei a vida inteira
No resplendor ou temporal
Doce igual caramelo
Vermelha que linda cor
Fruta inocente, sabor mais belo
Sagrada árvore do mundo exterior
Ora pois se cuido de uma palmeira
Como não eis cuidar de tí
Coração tal qual tamareira
Olhei e não resistí
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Vira lata no quintal sem coleira
Vigiando um burrego desnutrido
Um boi velho cantando seus mugidos
Carcarás nos farpados da porteira
Uma lebre fugindo nas carreiras
Um tum tum de batidas no pilão
Se mistura ao estampido de um trovão
Passar vela nas mãos de quem morreu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Pés cansados calçando uma alparcata
Em fragelos os punhos de uma rede
Lagartixas desfilam nas paredes
No coreto matuta enfeitada.
Com perfume Almíscar perfumada
Um casal namorando no portão
Um vaqueiro , uma espora e um gibão
Procurando uma rês que se perdeu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Um bruguelo chorando desgosto
E um velho tocando realejo
Faz comércio de doce quebra queixo
sacudir o pirrai que tomou o choro
Procissão de boiada dando estouro
Benzedeira vendendo oração
Lapeadas de folha de peão
Ver visagem de alguém que já morreu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Pr Jardel Cavalcante
Lavar a bicicleta cedinho no quintal faz-me recordar a minha infância. De quando eu, o meu irmão e a minha irmã ligávamos a mangueira, pegávamos os produtos de limpeza escondidos da mamãe e ficávamos a manhã inteira com a bicicleta de cabeça pra baixo disputando quem deixava o quadro mais limpo e os aros mais brilhantes. Era uma verdadeira festa. Sempre nos divertiamos fazendo as coisas mais simples dessa vida. Hoje, cada vez que jogava a água na bicicleta e ela caía molhando os meus pés, eu recordava de nós e dava um sorriso. Um sorriso leve, que faz eu me sentir gente-viva e me ensina que nessa vida, o que importa não é o dinheiro, muito menos o poder, o status ou as riquezas materiais. O que importa é o que permenece dentro da gente mesmo quando o outro decide/precisa voar. Sigo aprendendo diariamente, buscando remar contra a maré do ter/parecer, carregando o coração, a voz e a resistência para onde vou. Amar e mudar as coisas, como diria Belchior, me interessa muito mais.
Eu, também, tenho vergonha de ter em meu País uma instância superior transformada em quintal... de quinta...
por um pé
no meu quintal
carregado
de boa sorte
bom humor
boas energias
boas vibrações
boa fé
bem aventurança
bem viver
bel-prazer!
A vida por um pé de coracao ...
No fundo do meu quintal...
Porque o amor é tudo...
Simplesmente fundamental!!!
O quintal é um lugar
onde nós enterramos
os tesouros de nossa infância.
Aí chega o futuro
e transforma-nos em adultos,
enche-nos de preocupações,
de tal maneira que nos faz
esquecer em que ponto da vida
deixamos de nos importar
com a existência de mapas.
(...)
Venha menina, seja sua, seja minha
Contemple o sol na cachoeira, as estrelas do quintal, pendure a alma no varal
Deixe o que não for ir com o vento
Sou sua, SOU minha, somos o tempo
(...)
" Já não há casa
e no quintal, a sombra gesticula dizendo alguma coisa
entender o quê
os porquês?
aves marias, madalenas
mecenas
sondam a vida pela janela
(entrega o vento)
oh! flor bela, que pecado cometi
para sonhar, sonhar
e viver sem ti
não!!
já não há quase nada a ser feito
e o pouco que resta
me presta apenas
para acalmar a solidão...
beija-flores, pássaros e borboletas
sempre visitam as flores do meu quintal...
fazem algazarras e parecem que estão num festival,
de danças, sons e rodopios no ar...
é lindo de se ver e se encantar,
não tem como não amar a natureza,
quebrar um pouco a dureza do olhar!!!
tudo por um pé de pássaros
no fundo do meu quintal
é prazeroso apreciá-los
e admirá-los
perfeita criação divina
com sua linda melodia
cantando uma sinfonia
para o meu humilde ser
e ainda dançam no ar
e fico a observar
a alegria deles
quando brincam de voar
e batem as asas freneticamente
é felicidade absoluta
que reluta em aparecer
na hora exata
no lugar perfeito
no dia marcado
é obra de Deus
pra me deixar feliz
custe o que custar
e eu pago o preço
de olhos fechados
e ouvidos bem abertos
para senti-los sempre próximos
e poder ficar mais perto do Alto!!!
O pedreiro ergue um muro
No fundo do meu quintal.
Se o muro cai e mata o vizinho,
De quem é a culpa, afinal?
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
Receba no seu WhatsApp mensagens diárias para nutrir sua mente e fortalecer sua jornada de transformação.
Entrar no canal do Whatsapp