Queria Ensinar as Pessoas a Amar
Queria no lugar do ruído da chuva,
Estar ouvindo teus sussurros, e tua doce voz.
Queria nesse momento, no lugar da brisa fria,
Estar sendo o seu calor.
Queria poder estar ao teu lado, e falar de como é grande o amor que sinto,
Embora tudo pareça tão distante, mais nunca impossível.
Queria poder sentir o perfume da sua pele, e dela lembrar-me todos momentos.
Queria poder carinhos te dar em quanto você repousa sua cabeça no meu ombro e descansa como uma inocente criança.
Queria poder te olhar, para que nossos olhos trocassem raios de luz que somente eles entenderiam.
Mais que nos fariam com certeza entende-los.
Queria poder sentir o pulsar do teu coração,
A tua emoção e poder dizer EU TE AMO
Queria que pudesse sentir,que minha crença no futuro és tão grandes quantos os altos picos de neves eternas.
E tão mais fortes ventos da tempestade.
Queria que soubesses que a alegria de ter você comigo,só encontra equivalente na esperança de que um dia estaremos juntos pra sempre.
Às vezes tenho que ser forte...às vezes fria...às vezes invencível...às vezes fraca...queria ser, por vezes, somente o que viesse ao meu coração...sem rodeios...sem falsidade comigo mesma...ser apenas o que eu sentir...
Senhor...
Queria construir um altar na minha alma,
para extravasar de emoção....
Dizer ao céu, como é bom poder amar-te.!
Eu queria jogar teu telefone fora, trocar de número, de roupa ou de mundo.
Eu queria trocar de rosto, de mão, de endereço. Mas não posso arrancar as partículas tuas-minhas, não posso apagar o toque das mãos suas nas minhas, não posso limpar da mente a imagem do seu semblante em descanso.
Eu queria trocar de pele, de corpo, de voz, de boca. Mas não posso arrancar a marca do beijo teu. Não consigo arrancar os vestígios da tua pele na minha.
Eu queria trocar os olhos, o sorriso, a emoção, o coração.
Porque não me sai a vontade de ver, de ter, de beijar, de amar?
...
Quero te apagar de todo lugar, mas sei que da alma é único lugar do qual não te posso tirar.
Sub-não-sei-o-quê
Queria criar um poema que expressasse meu nada - sinto... Que te provocasse cismas das mais irrefutáveis, que te fizesse sentir como dói estar fora de tempo, como é ser corroído pela ânsia de contas e hipóteses que justifiquem o destrato, ainda que minimamente.
A temática amorosa esgotou-se, a extensão de meu vocabulário não dá conta de meus ouvidos... Não faz a vez de meus tantos “eus” contidos e desesperados.
Vago entre o fascínio íngreme pelo ardor que me desperta e o medo de decretar tua ausência múltipla, cada vez mais translúcida aos meus olhos, irrequieta, odiosa! Entre a pretensa dádiva de esbaforir-te e o deplorável equívoco de te ser arrependimento, oferta cativa em liquidação. Quem sou o “eu”? Uma típica overdose de sensações táteis e voláteis em análise? Quem ti sou? Um pérfido equívoco moral, um atravessado e latente engasgo eventual, que ti sou eu, afinal?! Um todo para magoar, encantar, elevar, trucidar, inebriar, pisotear, viver ou deixar que se vá?
Me explica esse todo teu que me abocanha, que me suplica, que grita e acompanha toda uma rítmica assiduidade relativa, mas tão bonita! Me pronuncia então o ócio de tanto engodo, me olha nos olhos e me despromete tudo de novo! Mas não me ignora, não alimenta minha veia masoquista! Não deixa a tua poetisa exaurir-se nos outros suprimida!
Apenas peço que me ressoe em tais versos, que em teus olhos me tenha... Não te rogo milagres, não te roubo lugares, não te quero sem meias... Meias - palavras que emergem plenas num silêncio estrondoso, ainda que alheias...
Não quero crer que seja apenas um apanhado meticuloso de fazes-de-conta, que tua arte não te arde e a minha não te incendeia! Não quero crer estar diante de meros termos coincidentes, ser um erro recorrente, insistente, ambulante... Não quero crer na tua audácia em me ser lástima e lágrima, quando me devias se não teu mundo, tuas estrelas, se não todas, apenas as que me pudesse irradiar sinceramente.
Execução
Queria mastigar meu ventre
Coibi-lo de gerar (e gerir)
O metabolismo de meus vocábulos
Queria arrastá-los desfigurados
Em praça pudica
Pública
Alastrados
Devastados
No cumprimento de minha tão solene e solícita pena
Em plena agonia que ojeriza minha cria extrema
E minha quarentena!
Queria esganar-te e não escrever-te um poema!
Queria entranhar-te o corpo estranho
Que irriga - que irrita – o teu olho castanho!
Mas é de fato uma pena
A pena verteu-se em meu lema
Há pena não mais que eu a tema
Apenas não mais que poemas!
Como eu queria ser como as aves voar sem rumo, sem direção e no fim de cada tarde ir de encontro as nuvens do céu.
Aquela luz iluminava o meu quarto, observá-la trazia muitas lembranças, queria tudo, todas aquelas sensações.. Não queria nada, queria apenas ficar a observá-la, lá longe, com aquele seu brilho que me encantava. Ô Lua.
No caminho do destino
Eu queria que tudo que realizamos fosse apenas uma coisa passageira,
Sabendo que poderíamos correr o risco do amor, me deixei levar pelo caminho do destino, destino esse, que realça o sentimento mais profundo entre 2 almas vivas e carentes no espaço da solidão. Hoje me encontro encalhado no seu cheiro, e no seu olhar simples e o mais sincero que conheci.
Em curto tempo, resgatei em mim, algo perdido que encontrei em você, não faz mais sentido estar longe da luz que ilumina meu espirito com o brilho mais intenso de um anjo puro e bruto. Viajar sem o oriente do destino, podem haver decepções. Por isso, me fio no tempo que é a mãe da verdade.
Passei um ano deitada à espera que o céu me caísse na cabeça, não caiu, queria dizer que estava viva, então fui à luta e encontrei pessoas que me aceitavam com todos os defeitos e qualidades. Esses, são os nossos verdadeiros amigos, entendem-nos por aquilo que somos e o que podemos dar.
E, para tentar esquecer, resolveu mudar. Não queria que ninguém soubesse dessa mudança. Só queria aparecer, de uma hora para outra, renovado.
Pra quem queria uma vida diferente,
Que acreditou nessas propostas indecentes.
Promete o mundo, mas lá no fundo
Não cumpre nada. É sempre a mesma jogada.
Pra quem esperou seu discurso bem falado,
Acreditou mais uma vez no cara errado.
Como um gravata de pele lisa vai defender
Quem na batalha trabalha tanto só para comer?
Ele nunca vai poder falar por você.
No prato dele nunca nada faltou.
No ano par, vem agradar. Pra que?
E na passada em quem você votou?
"Esperança é última que morre"
Esse papinho juro que não comove.
Se ela última, eu vou primeiro.
Vamos morrendo de janeiro a janeiro.
Na esperança só elegemos terceiros.
Quero um de nós, num um bacana,
Mas abre os olhos que aqui também temos Obama.
Ele nunca vai poder falar por você.
No prato dele nunca nada faltou.
No ano par, vem agradar. Pra que?
E na passada em quem você votou?
É ano eleitoral, já vem o marginal de gravata.
Por incrível que pareça, isso que retrata,
A cesta básica por voto de presente
Foi paga por você de forma inconveniente.
A foto no bairro com as crianças carentes
Num piscar de olhos ele te convence
Puro lobo em pelo de cordeiro,
Esperando o confirma pra desviar dinheiro.
Antes de jogar seu voto fora, pense!
Ele nunca vai poder falar por você.
No prato dele nunca nada faltou.
No ano par, vem agradar. Pra que?
E na passada em quem você votou?
Eu não quero o amor de ninguém, caramba. Não quero da família nem dos meus amigos. Eu só queria o dele. Apenas o amor dele. Eu nem queria ter posse dele. Eu não o prenderia. Eu apenas queria que ele me amasse. Só isso.
Leandro
Depois de tanto tempo eu queria te dizer algo diferente.
Dizer que a tal " saudade gostosa " que falaram que eu ia sentir já chegou...Mas não...
Se existe saudade gostosa de uma mãe que ficou sem seu filho , ela ainda não apareceu pra mim!
O que existe é a mesmice, a melancolia e uma dor que não passa nunca, por nada!
Amanhã vai ser um dia difícil, mais difícil que os outros.
Vou reviver no meu coração cada minuto daquele dia terrível...
Acordarei pensando assim: Há 4 anos a essa hora ele ainda estava aqui...
Passa o tempo e de novo vem o pensamento... Daqui há 2 horas vai fazer 4 anos que ele foi embora...
Pensar muitas vezes o que eu podia ter feito pra impedir, se isso, se aquilo...
Culpar pessoas, circunstâncias, Deus...e finalmente, me culpar!
Chorar de saudade, de tristeza e de remorsos!
Lembrar do bebê, lindo de olhos verdes, do rapaz teimoso e desobediente e do homem alegre e inconsequente.
Aí eu vou chorar, vou querer morrer e também matar!
Uma vontade enorme de estar junto, ouvir a voz, as piadas, as mentiras e a gargalhada!
Sentir o cheiro, calor, a presença...
Sozinha...
Quer dizer, eu e você! Sendo assim, não estarei só, eu e você passaremos o dia juntos, não do jeito que eu queria que fosse, mas do jeito que podemos estar... Em pensamento, no coração e nos laços que unem para sempre as mães e os filhos!
Lembrei-me agora, certa vez em uma de nossas discussões, eu disse: Se eu pudesse, me divorciaria de você, tiraria dos seus documentos o meu nome!
Palavras duras e insanas...Perdoa mamãe...Eu não sabia o que estava fazendo...
Mães também cometem erros, perdem a cabeça, são cruéis, ás vezes...
Sua tia, ontem me lembrou que eu havia dito em outra ocasião que achava bobagem ir a cemitério... É...eu falava mesmo...fazer o que lá? Não tem ninguém ali! Mas, descobri que não é bem assim...
Eu disse a ela, vou ver meu filho, visitá-lo, conversar com ele e contar as novidades!
Parece que você está ali, deitado, esperando por mim.
Se eu não for vê-lo? Quem mais irá?
Como eu disse, é só eu e você!
A vida segue em frente pra todos, eu vou... Vou por que tenho mesmo que ir...Meio que cantando aquela música: Deixa a vida me levar...
Um pouco sem rumo, ainda tonta pela pancada que levei. Um dia bem e outro mal...
Quando finalmente chegar a noite, dormirei aliviada, por ter conseguido sobreviver a esse dia, por ter suportado 04 anos sem você!
É assim... Todo dia 11 de Setembro!
Eu não sabia direito o que queria, nem quando queria, nem como queria. Mas eu sabia que queria você comigo, sabia que tudo seria melhor se você estivesse aqui.
