Quem Vive
Quem usa a língua
em prol da destruição alheia
Vive como Bruxa pensando
que nasceu Sereia,
É um tipo de pessoa muito
pior do que o Minhocão,
Com pessoa assim não tenho
paciência para fazer média não.
Olhos e língua com
cor de fogo verde,
mente amaldiçoada
e aura esverdeada,
Tem gente que vive
em estado de Minhocão
sem valer absolutamente nada.
O Camarão amarelo
é inspiração floral
nesta terra austral,
Inspirando a ser
poesia e vivê-la
de maneira sobrenatural.
O Curimbatá vive
em todo o Brasil,
Do mesmo modo
que a minha poesia,
Os versos de cada
dia têm feito parte
do mesmo e de outros
cardumes em busca
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.
Poesia para o Vale Europeu Catarinense
O Vale Europeu Catarinense
amado vive inspirado
e poetizando por si mesmo,
Vivemos cercados por belezas
e alegria que a cada dia
proporcionam sempre um novo beijo,
A minha cidade de Rodeio
também faz parte deste lindo Vale,
Se ainda não você conhece,
não sabe o quê está perdendo,
Cercados por Natureza há sempre
um novo livro para se entreter lendo.
Para quem vive
como boi-tatá
sempre haverá
o mesmo final
sem nada
incluir ou excluir;
faz parte
do que é natural
e do sobrenatural.
(O Mal se consome sozinho).
Com proximidade poética
sou Sabiá-Laranjeira,
ave gentil da minha terra,
A minha mente vive
hipnotizada pelo tempo
declamado pelos seus
poemas e espera pelo dia
que terá o seu ombro
para repousar ouvindo
como criança cada nova
leitura sua para descansar
os ossos de ave frágil
e mais adiante escrever
um caderno no nosso tempo
a duas mãos para nele
deixar eternizado o sentimento
de mútuo e profundo pertencimento.
As auroras são as danças
dos deuses no Hemisfério,
O Mogno-brasileiro vive
na memória e nos meus
Versos Intimistas que não
deixam de recordar a História,
Porque o amor que sinto
jamais na vida será passageiro,
Nem o fogo e nem o fumaceiro
foram capazes de desaparecer
cada detalhe sutil por inteiro.
Madrugada outonal
na minha Pátria terrenal
desabrocha o meu
Ipê-Rosa espiritual,
Sei que viver por aqui nos
põe num desafio sem igual,
Não se deve deixar
perder o quê é transcendental.
26/05
A alegria genuína
vive em você,
Cultive como quem
busca ter uma bonita
jardineira florida
na janela do seu quarto.
Dandara vive
Esposa de Zumbi
lutou pelo seu povo
do início ao fim,
Dandara semeou
o futuro para seu
povo e até para mim,
Dandara vive
sempre que se reage
contra tudo aquilo que nos limite.
Meu bem,
a vida ensina
quem se permite
o discipulado,
e não se omite
de vivê-lo;
porém, existem
sempre aqueles
que não querem
o aprendizado,
e vivem julgando
sem consequência
e sem prova a tropa.
Não é suficiente
a complexa
exigência de
clareza necessária
na comunicação
direta porque
ela pede que
a mensagem
seja exata
como a tabuada.
Para que essa
insana rotina
não nos castigue:
deixo nas sagradas
mãos da poesia
que da linguagem
figurada se encarregue,
mas não esqueço
de se objetiva
ao dizer o sofrimento
que o General vem
passando na pele.
Ir ao quê interessa
levo como sempre
como regra absoluta
e excelência para
não deixar dissipar
o quê deve ser dito
em nome do que
sempre há o quê
comunicar quando
o bom senso falta,
e o quê é de verdade
se cala na multidão.
Cada verso este
tempo todo
vive falando
de povos do mundo,
do continente
e do meu próprio povo.
Vivemos em tempo
de falta de escuta,
de orgulho tremendo
e de triste dispersão.
A poesia tem vida
própria e na Pátria
América do Sul
nela inteira habita,
e a responsabilidade
por cada linha é
e sempre será minha.
Urge sobreviver a nós
e aos nós do enfado,
nos dar as mãos
e a viver como irmãos.
Adeus, Salvador!
Falta de aviso não
foi e a tua vida foi
deixada para depois,
pelo teu povo dói
demais o meu coração,
dói como dói por cada
preso de consciência,
à todos só peço paz,
cordialidade e paciência:
Para que neste Ano Novo
não se renove os votos
com o desgosto,
Como foi no dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
Que levaram o General à um
injusto e doloroso calabouço.
Dizem que
Aquiles Nazoa
agora vive
em La Casona,
E me fez lembrar
do vôo do herói
da época que
ainda eu era moça.
O poeta como
sempre é eterno,
E parece ironia:
o herói ainda
continua preso,
E todos nós
sem sossego.
Se estamos
em revolução
ainda não sei,
Quero só ver
quando ela
se tornará lei
e libertação.
Só acreditarei
quando ver
com os meus
próprios olhos,
E se por acaso
eles não verem:
Só o tempo
será capaz de dizer.
Uma Nação falida não é aquela que vive um decréscimo econômico, e sim uma Nação que desistiu de viver.
Uma real história de amor pode ser vivida
por todos que tenham a disposição
de vivê-la como ela merece.
