Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Sonhei com os olhos teus.
Lá fora a chuva ja passou...
Caiu e regou...
O céu ainda está todo coberto....
Nuvens , vagam de um lado a outro..
As Rosas no jardim emergiram...
Um buquê pra ti , eu colhi....
E elas..
Tem suas essências....
Sonhei sonhos reais...
Tive pesadelos....
Acordei gritando....
Suspirei forte...
O frescor em cada uma delas tem um nome...
"O seu"..
Ah...
Nesse buquê...
Tem um pequeno bilhete....
Leia....
Pois o poema que nele há...
Fiz com sobre nome seu...
É forte...
Não chore...
Não tenho culpa de ser um inspirador...
Sonhando com seus olhos....
Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa..
A luta é tempestade.
A fé, guarda-chuva:
Muda pouca coisa em redor.
Dentro, muda tudo.
#argeuribeiro
VENDAVAL EM CANTILENA PROSA
Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados
Temporal no sertão, e tão agitados
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados
Do teu copioso gotejar, o luzidio
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa
Troa lá fora, em um agravo vitupério
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro
Casamento.
Alegria de viver...
Alegria da chuva...
Alegria do Sol...
Alegria das estrelas...
O Amor é assim...
Pura alegria....
A dor que se vai...
Uma cura que se chega e fica....
Em gotas....
O balde se transborda...
Tudo novo...
Tudo pensado...
Tudo sonhado...
Tudo realizado...
Chuvas de arroz...
Momento único....
Um velejar renovado....
De um evento arquitetado...
As cortinas se fecham com o vento....
O que era solidão...
O que era ausência...
Agora...
Puro calor e atenção...
Pura alegria de criança...
Fotografias reveladas...
No álbum...
Ficará...
Marcado pra sempre...
Aquele momento...
Tão significativo...
E ardente...
Desse casamento....
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A palavra que desentranhei do vento entranhou-se em mim como chuva no arvoredo, irrigando folhas, ramos, e fios de cabelo de raízes.
Neste sonho,
depois da chuva de primavera,
a cortina de pérolas desce do céu,
resvala a relva ruiva
da inspiração do encontro:
pérolas de orvalho
irrigam a palma nua dos meus pés.
Há um outro lado da cortina
como a página de um livro? – eu penso.
Oh! ela se esvai com o sol
relógio das estações.
Mãos de seda dobram o tecido,
zelosas das gotas de orvalho,
e o recolocam no útero da árvore.
Um homem vem
puxando uma carroça de junco
cheia de pétalas rosa chá
e passa sem deixar nem mesmo
o perfume da sua presença.
Em minhas mãos vazias
um punhado de sementes
pequenos pássaros sonolentos.
Chove torrencialmente...
Chuva calma ,
Não molha ninguém
lava a alma
e traz muita calma
Mas de repente
mexe com a calma da gente
fortes enxurradas
invadem as calçadas
Além de muitos relâmpagos
Clareando a imensidão
Seguidos de forte trovão
Todos fogem
Pedem arrego
Mas mesmo dentro de casa
A apreensão toma conta
Águas impetuosas
Invadindo o ambiente
e a todos amedronta
Quando criança a alegria era banhar na chuva, correr descalço, apertar a campainha do vizinho, brincar na rua até o sono vir, lamber a vasilha com os restos do bolo, estourar plástico bolha e tantas outras brincadeiras que nos levava a felicidade. Quem dera se resgatássemos essa criança em nós e deixássemos as pequenas alegrias virar rotina e assim sermos felizes todos os dias.
Insta: @elidajeronimo
Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.
Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.
“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”
“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”
E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.
Sei que você não gosta de se molhar na chuva, essas brincadeiras já não são mais pra você. Mas que tal dessa vez não fugir dessa tempestade que eu sou, que tal se molhar comigo? Assim a chuva leva os problemas, as complicações e decepções, as brigas e tudo mais que há de ruim ou desnecessário. Talvez ela me leve, como eu tanto quis
Ao ver o sol pela madrugada, a lua tímida e prateada, o vento sacudir as folhas,a chuva escorrer nas telhas. Imagino teu olhar, teu falar, teu tocar que faz de alegria o meu coração encher e pelos olhos transbordar.
Enquanto o sol não vem!
Lágrimas na chuva disfarçam a dor de lembranças trazidas pelo tempo.
Coloridas por olhos vermelhos esmagados pela timidez, buscam alento.
O sol aparece, mas o alivio...ainda não sei!
"No nosso tempo; em uma tempestade dentro de mim, uma flor caída fazia um dia de chuva parecer triste na briga constante da primavera."
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