Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Chuva da manhã
Hoje, quase agora, acordo e ouço o som magistral desta molhada aurora, respingo de amor e beleza, então penso: como é nobre essa pureza. Ouço o hino a gotejar do badalar divino, é o sino a marejar destino. Vou levantar mais tarde, porém, o meu coração arde como se fosse o de um menino no desejo de versejar, levanto incontinenti e começo autoconversar contente, pois, sou há muito tempo viciado em escrever, creio ser apenas placebo este complemento de viver, se não fizer bem, acho que mal não irá fazer, como se fosse uma necessidade psicofisiológica, e com certeza o é! Quando se escreve pela fé. Aliás, retiro o que acabo de dizer, este prazer pode muito bem o bem fazer, ou o mal recrudescer. Pela palavra tudo pode acontecer. Os desentendimentos humanos já se transformaram em catástrofes desumanas, ceifando vidas e mais vidas, pelo simples fato de algum desacato verbal ter efeito de ferimento mortal. A vaidade humana é exageradamente maior do que a sua nobreza, e por isso o mundo é o lastimável plano no qual habitamos, ainda bem que tem a chuva em alguns períodos do ano, o sol, o arrebol, o céu e as estrelas a nos darem alento de esperança franca e de esperteza branca, e no infinito do nosso grito firmado no firmamento do nosso pranto o lamento fica neste registro. Sabemos que além da chuva deve existir algo de bom. E somente o nosso pensamento pode desvendar o que lá existe através de nossos sonhos e dons. Até porque, dom é dom, ninguém cria o dom, ele é imanente do nosso coração. O dom é transcendental, é como o amor, inexplicavelmente real.
E por falar em real, não seria real o sonho desta realidade mortal?
Tentando explicar este pensamento estranho: Esta vida deste momento é o sonho da verdadeira vida mental!
Como é genial o som dessa chuva que me faz sonhar e esquecer o mal.
Por muito bisonho que possa parecer: Ainda “Sonhar é viver”.
Acho que são as lágrimas de alegria dum Deus ao admirar sua obra-prima.
Bons sonhos ao vivente que queira realmente viver!
jbcampos
(...)Felicidade se resume nas coisas a que você busca, até porque a felicidade não é como uma chuva, que simplesmente cai do céu, quando as nuvens já não pode mais contê-las, felicidade na sua vida, é como o vento às janelas da sua casa, você pode fechá-las e esperar que o vento cesse, ou pode deixá-las abertas e permitir que o vento entre, sem ao menos pedir licença.
Adrenalina mesmo é pilotar de madrugada, na chuva, em uma via sem iluminação, e a cada relâmpago que corta o céu faz surgir as faixas que reforça a certeza de estar no caminho certo. Ô aperto no coração que deixa uma empolgação insana. E escutando Angra, aí que fica louco mesmo! \o/
Céu do sertão...
Vejo do céu do sertão
na minha terra bronzeada
a chuva cair no chão
e a semente ser plantada
e o verde da plantação
ter a vida renovada.
O pequeno errante Arameu, desce um morro e comtempla o horizonte, de longe cai a mesma chuva cinza que tanto lhe persegue e dificulta o caminhar...
Por um segundo imagina o céu como antes, a vida como antes...
O Sol o ar puro e as pessoas ...
Há as pessoas essas sim, conclui o Arameu, são o que lhe mais fazem falta...
Muito embora o fardo de andar le seja pesado, alivia a lembrança dos momentos...
Dor da palidez
... Sempre ousas a chuva,
retornar por um enlaçado,
tempo triste e opaco,
Mor vingas meu descaso...
... Síntese tão pura,
foto embriaga flor púrpura,
se vais a injusta cura,
morte se alegrais na sepultura...
... Se meu ão apequena-se e fura,
esse corte ao verão juras,
na primavera florear as curas,
dessa insônia que enclausuras...
Hoje quero
Sentir a chuva,
Imaginar que algum dia eu encontre o amor que tanto
sonho. Um amor que seja suave como a brisa,
Lindo como raiar o dia.
Gostaria de saber, que estas fazendo nesse dia de chuva?
Ouço a chuva, e sinto uma breve saudade de você...
O dia que te vi, todo molhado, Você Louco Para Me ''VER'' E Eu Louca Para Te ''AMAR.''
Uma chuva para lavar alma...
Umas lágrimas cai dos meus olhos,
Talvez a presença dele me faz lembrar
Quando tudo começou.
Se me falte os frutos, ir-me-ei a mendigar ao retrocesso, pois eis-me aqui uma luxúria de chuva, seus pingos bordam meu passear...
não me importa que a chuva caia lá fora e que eu precise de capa, galochas e cachecol para enfrentar o mundo. o calendário avisa que num instantinho será verão. a notícia me anima.
com o infinito ao redor
sem saber da chuva que chovia
nem ligar para a moral
dos grandes homens
dormia na rede.
e o dia passava lá fora
sem lembrança
porque o sono não era vida
nem formava história.
sonhava barulho dos sapos
passarinhos e água que caía.
sonhava com uma baía
e uma ilha
com grama do continente
e uma chaminé que soluçava
fumaça azul.
e no sonho ouvia
um galo chorando
o latido longe de um cachorro velho
e os primeiros grilos do mundo.
sonhava com brisa fresca
com sol que não existia
e risadas de meninas.
sonhava os prazeres
carne e espírito
cama e mesa
fluidos, toques e versos.
sonhava beijo e anoitecer
gafieira, pastel, cuba-libre.
dormia.
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