Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Eu não sou assim como agora você me vê, mas assim eu fiquei para me parecer mais com você, se sente mesmo falta do que eu deixei de ser, então tente ao menos um pouco, ser quem um dia, você desejou ter.
Que estranha sou eu
Que trava é essa que me prende?
Que parede é essa que me impede?
Que bloqueio é esse que me segura?
Que confusão é essa que me atormenta?
Que limite é esse que me poda?
Que infeliz felicidade é essa que me engana?
Que vazio é esse que me preenche?
Que lágrimas são essas que derramam?
Que medo é esse que me impende?
Que pessoas são essas que me cercam?
Que roupas são essas que me enfeiam?
Que fraqueza é essa que me esvazia?
Que dias são esses que não mudam?
Que solidão é essa que me agrada?
Que sentimentos são estes que nem sinto?
Que covardia é essa que me pertence?
Que pessoa é essa que quer ser eu?
Que vida é essa que não é minha?
Que estranha sou eu
Eu sou do meu jeito.
Sou assim como eu quero e vou ao meu compasso.
Eu sou o meu tempo, minha hora e minhas próprias experiência.
Eu sou o que vejo, o que respiro, o que aspiro, o que sinto...Todas as coisas que estão guardadas no meu coração.
Sou um tigre mas eu quero as vezes ser também ser da forma animal, eu só quero virar um tigre quando quiser e depois voltar a minha forma humana;
Caçar, ser sábia pelo olhar, atacar, tomar banho, sempre com o olhar em alvo, ágil, firme, deitar de cabeça erguida, calculadora e brincalhona mas sempre pronta para o ataque .
Siga as habilidades de um Tigre.
Sou um livro velho de capa bela e sofisticada.
De folhas amareladas e manchadas pelo tempo,
de leitura surpreendente.
Sou romance, poesia. Sou ação, comédia.
Sou drama, ficção e fantasia, livro velho e empoeirado,
largado na estante da vida,
Velho, mas de linguagem compreensível.
Eu não sou daqui
Eu não sou daqui
Não sou
Aonde me pertenço?
Não sei
Mas não sou daqui
Talvez more nos beijos apaixonados
Nós 5 segundos de coragem.
Talvez more na simplicidade
Na roça, na selva, na vargem.
Talvez more no coração de quem ama
De quem não se engana
De quem cedo levanta da cama
Atrás da música, do samba
Talvez até viva nas ruas, nas vielas
Onde pessoas cheias de si,
vazias
Buscando alguém para transbordar
seus corações desocupados
Talvez até me encontre nos becos escuros,
atrás de muros
No choro de uma mãe preocupada
Na angústia de uma menina mal amada
Na sala
fechada
Mas se sou daqui?
Não sou
Se sou o resultado do *Eu* mesmo?
Se a matemática é uma ciência exata?
Significa que ainda estou na raiz quadrada?
Vambor
Por muito tempo o silêncio me irritou, não
conseguia entendê-lo, mas agora ele me entende e agora eu sou o silêncio
O silêncio era o fim para mim mais agora
o meu silêncio me diz muito mais do que
minhas palavras...
; Na biografia me embaso, desembaso. Despir-se de mim para construir um eu sobre o outro alguém: publicado, citado, a1. Não satisfeito, me reelejo, visto-me sobre moldes. Quero ser visto como saúde médica, humanas ou ABNT? Não se satisfazem, exigem.. mas provavelmente não aprovam. Sou qualitativo ou quantitativo? Hoje tenho que estar feliz, posso ser misto. Se não bastasse... Me escrevo, me moldo, assumo as característica do que não sou, preciso estar no padrão, publicação. Quem sou eu, capa ou contracapa? Me torno aquele na terceira pessoa, os advérbios de ligação, o das entrelinhas, o que separa, assemelha ou contrapõe. Na minha opinião não existe, isso é lá quando se tem opinião, ou em outras palavras, no doutorado. Porque, talvez, nem como mestre eu seria suficiente. Capaz me torno quando sou o segundo tal ou de acordo com, se não serei, ouso a dizer no final (Fulano, 2008.) E assim sigo, me despindo.. bebo das fontes e os chamo de tios. De tanto aprender pretendo brincar com as regras.. mas, infelizmente, elas ainda só brincam comigo. Aprovado? Se eu for aquele tamanho 12, justificado, 1,25 de recuo. Talvez sim. Mas, o que ganhamos com isso? Lattes. Eu sou meu Lattes?
As vezes não sei meu nome
As vezes não acerto nas minhas escolhas
As vezes não sigo corretamente
E se tu me perguntar se sei quem sou, ao menos sei quem não sou.
As vezes não reconheço meu nome
Tão pouco minhas escolhas
E se o certo é seguir corretamente, por vezes acho que estou errado.
E se tu me perguntar se ao menos tento, não consigo viver apenas por tentar.
E quem disse que só seria isso.
Mesmo sabendo o nome, as escolhas, corretamente é errado ou não.
Isso não é tudo.
Isso não basta
nem complementa
E se tu acreditar que é isso que sou taria me preenchendo de um enorme vazio
imensurável vazio que ao menos sinto que não sou.
Eu Sou
Eu sou tudo aquilo que você renega,
Sou efeito efémero de uma causa ...
Sou o que se traduz e se reflete no espelho, sou o brilho apagado de seus olhos e quão belos olhos...
Eu sou aquilo que enxergo sou a causa de sua dor e de seu amor...
Sou o que lateja e grita, contido em seu sorriso de aparências...
Sou do tamanho de sua mente, o suspiro latente...
Sou única.
A sanidade vinda de uma insanidade mais que presente, de um silêncio esmagador caracterizado em alma.
Ê importante termos cuidado para não acreditarmos que podemos ter o pleno conhecimento do “Eu”. Pois a cada pergunta podemos encontrar uma resposta diferente. E o desafio é manter o interesse e a curiosidade para cada um embarcar na incrível jornada de se tornar um pesquisador de si.
@psibrunobarcellos
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