Queda
”A primeira desobediência instituiu a queda da humanidade, impôs regras e normas de uma crença, um sistema de desobediência que copiou e determinou a leitura do saber e conhecer conforme a conveniência; patenteou uma nova forma de corromper o ensino da verdade”
Eu tô no alto, no abismo, apenas olhando a queda do precipício e mais nada pode me impedir...
Talvez com seu abraço mas vc já parece longe...
Tão longe quanto a queda que me espera
Perder o interesse é tão chato...
Depois da queda vem a lição
olhar em frente é preciso!
olhar para trás somente lições, boas ou mas.
" "A superação não é a negação da queda, mas o abraço firme que damos em nossas próprias ruínas antes de reconstruir o castelo. Quem não tropeça nunca, provavelmente anda em círculos."
— Gilson de Paula Pires
(E cá entre nós: quem nunca levou um tombo digno de Oscar que atire a primeira muleta...)
Pessoas incríveis
costumam
estar sempre
em queda livre.
Como pássaros vivem da
liberdade.
Não deveriam parar nunca
são feitos de ondas.
Adoráveis na vindas .
Inesquecíveis nas idas.
FATAL
Ao assistir-te, pétala, da rosa desprendida
Em devoluta queda, no ciclo em conclusão
Deixando-se ir arrematada, fatal condição
Me vi, semelhante, no ser, em despedida
Tempo idos, e a quimera do sonho parida
Remindo todos os arroubos meus, sanção
Vou em subida, com a versada imaginação
Seca, ocorrida, suspirante, no chão caída
Agora só, e a escrever a solidão a vagar
Numa saudade que do peito dá pra ouvir
Traçando conto, sem capricho no contar
Olhando a rosa, sempre formosa, a sorrir
Por que o despetalar? Sina, que faz chorar
A dor do verso, de quem, mais, quer ficar...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/10/2022, 14”45” – Araguari, MG
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Eu sei, eu sei que eu não preciso ser bagunçada e a todo momento estar em queda livre pra me sentir viva, eu sei que a adrenalina é viciante e me deixa extremamente entorpecida por garotas com sorrisos largos, olhos semicerrados e com um cheiro de algum shampoo que eu não consigo identificar, eu sei que amar é um perigo constante e estar à beira do abismo faz eu me sentir um tanto quanto anestesiada e em êxtase.
Eu sei, eu sei que eu devia parar de me dopar e de usar tantas substâncias viciantes, mas acontece que, eu fico fora de mim e isso me faz flutuar e eu amo a sensação da liberdade, e as borboletas no meu estômago sentem fome e me pedem café e poesia. E eu sou essa mistura de cafeína, adrenalina e algumas doses de whisky e gelo. Há, e guaraná pra quebrar o álcool.
Meu amor desde que te conheci sinto que estou em queda livre e sem paraquedas, não tenho asas mas com você estou sempre nas nuvens.
Suas palavras nas parede enquanto você reza pela minha queda
E as risadas nos corredores
E todos os nomes que já me chamaram
Eu os guardo comigo e espero pelo momento
Em que vou te mostrar como é ser definido por palavras jogadas ao vento
Nota: Trecho da canção Enemy, em parceria com J.I.D., canção feita para a série "Arcane", da Netflix, lançada em 2021.
...MaisCorações Painita:
Colares reluzentes, almas acorrentadas pela sofisma
A queda nunca foi sutil para tais que fomentam a idolatria.
Seja ela por aquele ou aquilo, não houve Rei que não fora a ruína
Seja ela por embolsar poder ou carisma, não houve embusteiro que fora ladeado pela graça divina.
Nessa queda de braço pra saber quem é mais forte
Quem pisa mais
Quem menos sofre
Eu vou me deteriorando
Vou me perdendo
Me matando
Vou me permitindo sofrer
Sofrer novamente
Por quem não entende
Que o meu amor
Não vai sobreviver
Que o amor não tem pilha
Não tem bateria
E não sabe se um dia
Vai conseguir aguentar
As suas patadas
As suas “pisadas”
A sua frieza
Frieza de amar
Tenho um sonho para acreditar.
Dou um passo, vacilo, tenho uma queda,
E como uma pedra que jogada ao mar,
Afundo sem suspeitar.
Eis que um mundo novo consigo enxergar.
Tenho um caminho, uma jornada, sigo pela estrada,
Repleta de curvas, retas e lombadas,
Desperto para a vida a me moldar.
Não desistirei, continuarei, acreditarei,
Pois todo o começo tem um fim,
E no fim, recomeçarei,
E então, eternizarei.
Evitar segurar a mão de alguém em queda, as vezes não é o sinal de falta de amor, em alguns casos até pode estar a salvar-se de tocar cobras venenosas.
Daniel Perato Furucuto
