Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
QUANDO UM ANJO DORMIU EM MINHA CASA.
Era uma casa simples, situada numa rua tranquila onde o tempo parecia caminhar mais devagar. As paredes guardavam marcas de anos vividos, risos antigos e algumas lágrimas silenciosas. Ali morava um homem de espírito cansado, daqueles que carregam na alma mais perguntas do que respostas.
Certa noite, depois de um dia longo e pesado, ele apagou as luzes e deixou que a casa mergulhasse no silêncio. O vento tocava levemente as janelas, e a madrugada aproximava-se com aquela serenidade que somente as horas profundas sabem trazer.
Sentado na pequena sala, ele pensava na vida. Pensava nos caminhos que tomara, nos erros que ainda lhe doíam e nos sonhos que pareciam ter ficado para trás. Havia dentro dele uma mistura de cansaço e esperança, como se a alma buscasse algum sinal que lhe devolvesse confiança no amanhã.
Antes de dormir, fez algo que havia muito tempo não fazia. Curvou levemente a cabeça e falou em voz baixa, quase como quem conversa consigo mesmo.
“Se houver ainda alguma luz para mim, permita que ela encontre esta casa.”
Depois disso, recolheu-se ao quarto e adormeceu.
A noite passou silenciosa. Nenhum ruído estranho, nenhuma visão extraordinária, nenhum fenômeno que pudesse impressionar os sentidos. Apenas uma paz incomum que parecia repousar sobre o telhado, sobre as paredes, sobre cada objeto simples daquele lar.
Naquela madrugada, porém, algo sutil aconteceu.
Enquanto o corpo descansava, o espírito encontrou-se envolvido por uma serenidade profunda. Não houve palavras audíveis, nem formas visíveis. Houve apenas uma presença silenciosa, como se uma inteligência benevolente estivesse ali, velando pelo descanso daquele coração cansado.
Era como se uma luz suave tivesse atravessado a casa inteira sem acender lâmpada alguma. Uma presença que não perturbava, que não exigia atenção, que simplesmente permanecia.
E assim a noite seguiu tranquila.
Quando o amanhecer chegou, o homem despertou com uma sensação estranha. Não havia acontecido nada que pudesse explicar. A casa era a mesma. A mesa continuava no mesmo lugar, as janelas estavam fechadas como sempre.
Mas algo dentro dele havia mudado.
A inquietação que o acompanhava há tanto tempo parecia menor. O peso que carregava nos pensamentos estava mais leve. Ele levantou-se devagar e caminhou pela casa em silêncio, como quem percebe que aquele espaço simples estava diferente.
Não porque algo tivesse sido acrescentado.
Mas porque algo havia sido suavemente purificado.
Sem saber explicar por quê, ele sorriu pela primeira vez em muitos anos. Sentiu vontade de abrir as janelas, deixar a luz entrar e começar o dia de outra maneira.
Enquanto preparava o café da manhã, uma ideia atravessou-lhe o pensamento como um sopro delicado.
“Esta noite um anjo dormiu aqui.”
Talvez ninguém pudesse provar aquilo. Talvez nenhum olhar humano tivesse visto aquela presença silenciosa.
Mas certas verdades não precisam de testemunhas.
Elas revelam-se apenas através da paz que deixam no coração.
E naquela casa simples, naquela madrugada tranquila, alguém despertou para a vida com a certeza silenciosa de que, mesmo nas noites mais comuns, o bem ainda encontra caminhos para visitar aqueles que não desistiram completamente da esperança.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
" Eis que vem a tristeza deitando-se em minha mesa, que este coração se apresente e se cale...
Mais me vela o doce do veneno que o amargor de uma mente que em mim nada vale! "
Marcelo Caetano Monteiro.
" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "
MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.
por mais que meu coração queira dizer o contrário, minha razão entende que chegamos ao nosso limite. Adiar o adeus tem sido nossa forma de tentar segurar algo que já não conseguimos proteger.
Nosso sentimento é real e profundo, mas fomos cercados por barreiras que hoje pesam mais do que a nossa vontade de ficar juntos. Percebi que, ao tentar manter esse amor vivo, estamos arriscando o bem-estar de quem nos cerca e a nossa própria paz. Não quero que as lembranças do que vivemos sejam marcadas por dor ou culpa, mas sim pelo carinho que sempre tivemos um pelo outro.
Dói aceitar o "momento errado", mas preciso ser forte por nós dois agora. Desejo, do fundo da alma, que você encontre a felicidade e a leveza que merece. Quem sabe o futuro, em algum outro tempo ou circunstância, guarde um reencontro onde não existam impedimentos.
Com todo o meu carinho, despeço-me de você.
"Já fui pisado e humilhado por ser quem sou, mas a minha honestidade e a força do meu trabalho me mantêm de pé, de cabeça erguida."
Força & Fé
Junte sua energia junto a minha e é tudo que precisamos para fazer a caminhada ser sempre pra melhor!
Voce virou minha rainha
Idolatrada e desejada
Esta em seu altar
Sentada em seu trono
Entao
Desça para cá e venha se perder,
Neste recanto onde o tempo é só nosso.
Por aí contigo, quero desfalecer,
Num ritmo calmo, como eu bem conheço e poso.
É algo que vai além do que posso entender,
Fora de mim, num transe profundo e sutil.
E fico a pensar, sem saber o que dizer,
Enquanto me perco no teu sorriso febril.
E me encontro, afinal, no toque do teu corpo,
Numa dança mansa, um calor que não cessa,
Deslizando devagar, onde o mundo é curto,
Sobre a tua pele macia, sem nenhuma pressa.
Olhando em teus olhos, numa viagem sem fim,
Com os lábios molhados e o coração batendo forte,
Eu sinto a nossa conexão vibrando assim,
Guiando os nossos passos pela mesma sorte.
Fazendo os segundos virarem uma eternidade,
Onde o mundo parece parar de girar,
Na batida do peito, com toda a intensidade,
Em sintonia pura, como se fossem um só lugar.
E nesse silêncio que diz tanto,
Onde o tempo perde o sentido e a pressa,
Nós nos fundimos num só encanto,
Numa calmaria que a alma expressa.
O peito acelera, o fôlego se perde,
Num eco profundo que vem nos guiar,
E o amor, que é eterno e incandescente,
Faz a vida inteira no peito morar.
Entao
Venha se perder comigo
Vazer um segundo
Ecoar pela eternidade
Para que juntos
Nos encontremos
E sentiremos um momento
Pela eternidade…
"Ser humilde e trabalhador é a minha maior riqueza; o preconceito dos outros só revela a pequenez de quem julga sem conhecer."
"Enquanto meu peito é abrigo fácil para o outro, minha entrega é um território que poucos conseguem conquistar."
Música é arte, e a história política não cria arte.
Pode usá-la, mas não a cria.
Na minha opinião, o artista que grita política, grita por socorro.
Minha cabeça, sem pedir permissão, comparou. Comparou o jeito de rir, o jeito de segurar o copo, o jeito de puxar assunto… medindo todo mundo pela régua de uma pessoa que nem tava na mesa.
Jesus Cristo
Minha força sobrenatural,Minha alegria,O brilho dos meus olhos, Meu sorriso, Meu tesouro, Minha esperança, Todas as maravilhas, A inspiração de meus poemas, Meu universo cheio de mistérios, A Melodia que componho na madrugada, O louvor no saltério de dez cordas, O sonho da minha infância, A preocupação pelo meu próximo, A compaixão pelos que sofrem, A capacidade de sentir empatia ...
O poder que me faz entender "O Amor!
Cuide!
Me leve para casa,
Não estou bem.
Preciso de um caminho,
Perdi minha bússola,
Ou talvez, nunca a tive.
Não consigo dormir,
Cochiche em meu ouvido,
Faça-me cafuné,
Beije-me a meia noite.
Faça a mim o que quiser,
Só não me deixe só.
Habitar-se é um tipo de exílio sagrado!
Minha infância era um espelho embaçado, onde ninguém parecia me reconhecer. E, por muito tempo, tampouco soube distinguir meu rosto daquilo que esperavam de mim.
Cresci tentando compreender por que o mundo parecia tão distante, por que havia tanto de mim que não encontrava lugar nos outros. Às vezes, sequer em mim mesmo.
Havia uma solidão que me acompanhava, mesmo quando eu não estava sozinho. Uma antiga sensação de desencontro, de estar presente sem necessariamente pertencer.
Ainda assim, sempre que alguém cruzava meu caminho, eu me doava inteiro, sem hesitar.
Entregava o que em mim era força, o que era luz, e até aquilo que eu sabia que me faria falta depois.
Amar, mesmo em ruínas, sempre me pareceu uma forma sincera de tocar a vida que tanto almejo.
E, por um instante, eu me permitia viver aquela realidade sonhada. A presença bastava, e o agora parecia conter tudo aquilo que eu havia esperado.
Mas, depois do inevitável “até logo”, a maré me devolvia à margem de mim.
Ali, onde já não havia ninguém a quem oferecer minha inteireza, eu reencontrava as partes que havia deixado para depois.
As ausências antes negligenciadas, os sentimentos que havia silenciado e as perguntas que permaneciam mesmo depois de todas as despedidas.
Tentava compreender, reconstruir, encontrar algum sentido naquilo que repetidas vezes me escapava.
Parecia inútil. Às vezes, era mesmo.
Houve dias em que viver foi apenas sobreviver. Dias em que a própria existência pesava e nenhuma explicação parecia suficiente para tornar a dor mais suportável.
Ainda assim, nunca deixei de desejar a vida por inteiro.
Ainda creio na beleza dos dias, embora nem sempre consiga encontrá-la. Houve dias que apenas aconteceram. E outros dos quais trouxe somente a consciência de ter conseguido atravessá-los.
Foi preciso tempo para compreender que nem toda dor traz um ensinamento e que minhas feridas não precisam de justificativas para merecer cuidado.
Penso, então, no kintsugi.
Na delicadeza de recolher os fragmentos, na paciência e na precisão de cada encaixe, no ouro que acompanha as rachaduras sem apagar as marcas da ruptura.
Por muito tempo, acreditei que precisava reparar tudo aquilo que havia se partido em mim. Que somente depois de inteiro poderia finalmente viver bem.
Hoje, acolho meus cacos com reverência.
Há partes que ainda compreendo pouco, outras que já não desejo recuperar. Há marcas que permanecem dolorosas e algumas que o tempo tornou familiares.
Nem todas precisam se transformar em beleza. Nem toda perda precisa encontrar um propósito. E nenhuma das minhas feridas, por mais profundas que sejam, contém a totalidade do que sou.
Há muito de mim que existia antes delas. Há muito que nasceu depois. E há, sobretudo, aquilo que ainda desconheço.
Na paixão, me perco..
Em emoções a saudade rasga a minha alma,
Num mar revolto de emoções,
a vida, na sua ausência, é um quadro branco, que precisa de tintas e traços,
Você é a cor na minha vida,
Minha musa eterna!
,
Amor em Versos.
No peito pulsa ardente paixão que clama,
Como brasa avivada em noite escura,
Meu coração, em verso, te declama,
Na essência terna da paixão que augura.
Saudade, doce melancolia invade,
O tempo traz lembranças que não vão,
Na alma, ecoa a voz da eternidade,
Suplicando ao destino a tua mão.
Mas
Mulher, és a paleta em meu enredo,
Ah! Como anseio a tua presença amada,
Para pintar a vida com matizes,
Serás minha inspiração e jornada,
A musa que eterniza meus felizes.
Assim, em verso, amor, eu te confesso,
Neste poema, toda a minha sina,
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