Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Não atribuo à minha força aquilo que somente a graça de Cristo poderia realizar. Se ainda estou de pé, toda a glória pertence a Ele.

Aquilo que esperavam que me destruísse não conseguiu, não pela minha força, mas porque a graça de Cristo me sustentou.

Minha salvação não é um troféu que me torna superior; é uma prova de que a misericórdia de Deus é maior que a miséria humana.

Minha permanência não é uma provocação. É um testemunho: aquilo que tentaram transformar em fim, Deus transformou em testemunho da Sua graça.

Quem torce pela minha desistência nunca entenderá a força de quem aprendeu a depender de Deus.

Há quem diga ser irmão, mas se incomode quando percebe que a minha dor não conseguiu me afastar de Deus.

O deserto mudou tanto minha visão.
Hoje entendo: talvez Deus não estivesse demorando para me tirar do deserto; estava me ensinando a enxergar através dele.

"Confundiram minha simplicidade com fraqueza e minha humildade com falta de caráter, mas o tempo sempre mostra quem realmente tem valor."

Lua
tão minha
tão sua
única
daqui
ou de acolá

"Minha felicidade não será atrapalhada por erros ou indecisões das pessoas. O importante é o que fiz e continuarei a fazer, mantendo a dignidade de não precisar magoar nem pisar em alguém, e ter a consciência tranquila..."


Raphael Denizart

A ausência dos outros me feriu, mas a sua amizade verdadeira curou a minha alma e salvou o meu dia. Obrigado por existir! ✨❤️🙏

Até gosto da minha solitude, mas, às vezes, sinto falta de um abraço intenso, daqueles que atravessam a pele e alcançam a alma.
De um toque que vá além do corpo.
De uma conversa capaz de me fazer perder a noção do tempo e arrancar risadas leves e sinceras.
Sinto falta de um amor tranquilo e espontâneo, daqueles que chegam sem esforço e fazem a vida florescer em paz.

Priscila de Araújo

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.

A escrita me encontra na noite, instante em que a melancolia se aproxima e se torna minha mais fiel companhia.

Sentado aos pés de uma figueira, imerso em pensamentos que desafiam até minha própria compreensão, percebo a tênue fragilidade do tempo. As horas se dissolvem como grãos de areia escapando pelos dedos da consciência, e o mundo ao redor se reduz a murmúrios sutis, o canto distante de um galo, o sussurro das folhas, ecos de lembranças e dilemas que insistem em me perseguir. Sem perceber, sou tragado para dentro de uma introspecção que transcende o instante, como se cada fragmento de percepção fosse simultaneamente revelação e enigma.

Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.

Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.

Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.

Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.