Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Deus, teremos um grande papo no fim da linha, no fim da minha estrada, teremos muito o que dizer um para o outro.
Existem idiotas a minha volta que já foram grandes. Hoje são meros idiotas.
Atende o telefone quando o mesmo tocar. E muda a sua cara quando me olhar achando que engulo o seu mal humor.
Com o passar dos dias me sinto escalando o mundo, o sangue ferve em minha veia. E todo o sentimento se transforma em garra, luta, fé e força.
Apaixonada pela arte, encontro-me na moda uma forma de expressar minha elegância, enquanto a escrita se transforma em meu papel para capturar a beleza e a essência de cada momento.
A verdade que me veste
Quero ser lembrada pela autoridade da minha essência e pela elegância do meu respeito.
Meu legado é ser, inteiramente, eu mesma, sem ter comparações, vestindo-me sempre da minha verdade.
“Amar Não Foi Minha Culpa”
Há amores que terminam deixando saudade. Outros deixam perguntas.
E talvez as perguntas sejam mais difíceis de carregar, porque a saudade aprende a envelhecer conosco, enquanto uma pergunta sem resposta continua batendo à porta da consciência.
Onde estava a minha culpa?
Foi ter amado demais?
Foi ter chegado sem armadura, colocado o coração sobre a mesa e acreditado que sinceridade seria suficiente?
Porque existe uma estranha crueldade em certos encontros: alguém deseja nossa presença, mas recusa nosso afeto. Quer nossa atenção, mas teme nossa profundidade. Aproxima-se para sentir o calor e depois se afasta quando percebe que o fogo também ilumina aquilo que preferia esconder.
E quem amou fica procurando o próprio crime.
Revira palavras.
Reconstrói noites.
Interroga silêncios.
Procura naquela página branca da memória alguma frase que explique por que aquilo que parecia tão inteiro acabou deixando apenas espaços vazios.
Mas amar profundamente não deveria ser uma confissão de culpa.
O erro talvez não esteja na intensidade do sentimento, mas na ilusão de que todo amor oferecido encontrará do outro lado alguém disposto a recebê-lo com a mesma coragem.
Podemos entregar o corpo sem entregar a alma.
Podemos dividir uma cama sem dividir a verdade.
Podemos pronunciar palavras de amor enquanto escondemos de nós mesmos aquilo que realmente sentimos.
É por isso que a intimidade mais difícil não acontece quando dois corpos se aproximam. Acontece quando duas pessoas conseguem permanecer diante uma da outra sem máscaras.
E poucos suportam essa nudez.
Há quem prefira perder um grande amor a ser obrigado a olhar profundamente para si mesmo.
Então chega o dia em que precisamos parar de perguntar apenas por que alguém foi embora e começar a perguntar quem nos tornamos tentando fazê-lo ficar.
Talvez seja aí que a dor comece a se transformar em consciência.
Não quero uma verdade confortável.
Quero a verdade inteira.
Mesmo que doa.
Mesmo que destrua aquilo em que acreditei.
Mesmo que me obrigue a atravessar sozinho lugares que imaginei atravessar acompanhado.
Porque uma mentira pode oferecer abrigo por algum tempo, mas somente a verdade nos devolve a nós mesmos.
Por isso, se um dia você me mostrar onde ela está, eu caminharei em sua direção.
Não porque ainda espere recuperar aquilo que perdemos, mas porque compreendi que há algo maior do que permanecer ao lado de alguém:
permanecer inteiro diante de si mesmo.
E se ainda me perguntarem onde esteve minha culpa, talvez finalmente eu saiba responder.
Minha culpa não foi amar.
Talvez tenha sido acreditar que amar com todo o coração obrigaria outro coração a fazer o mesmo.
E essa é uma das verdades mais difíceis da existência:
o amor pode ser inteiro dentro de nós e, ainda assim, não ser suficiente para fazer duas pessoas permanecerem.
Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.
Tempo:
Lapso corriqueiro,
tô com pressa
de minha modesta espera
de acordar-te
o coração,
mas é mesmo?
E como pode
esse serzinho
ser assim
nem sempre firme,
no mais parecer
de tuas convicções
reza a lenda
que ainda lembra
de ti.
Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!
Com toda
a calma possível
me convenço
que não sou
um cara fácil
e é minha
a barganha
de querer
me aproximar
sem deixar-se seduzir
pelo universo
que nos cerca.
Um querer mórbido:
"A couve flor dos fatos,
nada mais
causa embaraço
e é minha
toda minha
a maneira
de pontuar-te,
ponderar-te
ensaiar-te:
"Teatro de loucura,
solidão sem encarte!
Sem fugir
desse plano
natural de luz,
tu me encontrarás
no torpor
de minha loucura
com uma estaca
cravada
ao peito.
ODE À DASHA TARAN.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Meu anjo,minha arte,minha poesia...meu tudo...ah...inspiração, musselina,amado avantesma que me cria,
Jamais me ao de bastarem atmosferas em meu cerne,ah....pois és em meus poemas é que eu te escondia."
INÚTIL EXPLICAÇÃO.
“Rasgarei minha inspiração e sairei a respirar.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há frases que não parecem despedidas da arte, mas um pedido de socorro da própria alma. Como se o espírito, cansado de carregar tempestades silenciosas, precisasse abandonar os papéis, os versos e as metáforas para voltar a sentir o vento simples da existência.
Porque há um instante em que o homem compreende que nem toda profundidade salva. Algumas sensibilidades tornam-se abismos ornamentados. E o poeta, exausto de transformar dor em beleza, deseja apenas respirar sem precisar converter cada lágrima em linguagem.
Rasgar a inspiração não é destruir o dom. É impedir que ele devore quem o possui.
Existe uma melancolia perigosamente bela naqueles que escrevem demais sobre a própria ruína. Aos poucos, confundem sofrimento com identidade. Passam a acreditar que deixar de sofrer seria deixar de criar. Entretanto, a verdadeira grandeza criadora não nasce apenas da dor. Nasce também do retorno. Do reencontro com a luz comum das manhãs silenciosas. Do café esquecido sobre a mesa. Das árvores que continuam existindo sem precisar serem descritas.
Talvez respirar seja o poema que faltava.
E talvez o maior gesto de profundidade não seja afundar-se mais. Seja voltar à superfície sem perder a dignidade do que se viveu.
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