Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Minha dança Hinokami Kagura não é mais com a katana, mas com o lápis e o papel. E, nesta dança, não existe inimigo capaz de me parar.
Há um irmão cuja força rivaliza com a minha, mas que fez das sombras seu único refúgio. Não atravessa o caminho que leva até mim, não pronuncia meu nome, nem ousa romper o silêncio que ergueu entre nós. Ainda assim, sua voz encontra outra estrada: alcança os ouvidos de meu pai.
Ignoro quais palavras derrama. Talvez sejam preces, talvez veneno; talvez verdades mutiladas vestidas de luz. Apenas sei que, enquanto evita meus olhos, conversa com os fantasmas da minha ausência.
E nas noites em que o vento parece carregar segredos, pergunto-me se é a culpa que o oculta nas trevas... ou se as próprias trevas já aprenderam a chamá-lo de filho.
Acredito que minha pregação, e não sou um grande pregador, pelos padrões de pregação. Se você pegasse um grupo de estudantes de teologia e eles estudassem a minha pregação, eles não me escolheriam como um grande pregador. Mas acredito que Deus me deu poder na pregação. Sermão, O Espírito Santo é mais do que você pensa.
Se parar de escrever, morro!
O que farei com minha intensidade?
Ela não cabe em meu peito.
Se engolir, enlouqueço.
Faço das palavras minhas digestão,
de tudo o que passo em minha necessidade.
Minhas,são minhas todas as letras
onde me satisfaço...
nódoas de sentimentos e emoções.
Tudo o que alimenta e dinamita
este espírito sofredor,afiada
num molhar da pena.
A bomba serena sem o pino ativador.
Andréa
As tempestades vão tentar nos sacudir, os dias difíceis vão tentar nos distrair, mas a minha mão continuará entrelaçada à sua, firme, quente e presente. Porque amar você não é apenas um sentimento passageiro, é uma escolha diária, profunda e irrevogável. É saber que, enquanto eu tiver pulsação, você nunca caminhará sozinha.
_Enzo Ruchell_
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
Minha Verdade não se Negocia
Para sermos nós mesmos, é necessário deixar de lado as hipocrisias e ir direto ao ponto. Não é porque sou escritora e trabalho meu lado espiritual que preciso agradar a todos e engolir seco tudo o que vem pela frente.
Ser escritora ou buscar a espiritualidade para ser melhor não significa que eu tenha que ser boazinha e permitir que as pessoas pisem em mim, ou aceitar aquilo querem que eu seja. Não.
Ser nós mesmos e buscar o crescimento espiritual, é reconhecer que existem leis e direitos. Que existem regras. Que precisamos ser justos, bons de coração. Que as coisas precisam ser boas para ambas as partes, e não apenas para um lado.
Quero deixar registrado que não é porque escrevo sobre a vida – seus percalços, suas incógnitas, seus mistérios – que devo deixar de lado a minha verdade, os meus desejos e as minhas emoções.
Buscar evolução não significa aceitar desrespeito.
Bondade não é fraqueza.
Compreensão não é submissão.
Existem limites.
Existem direitos.
Existe verdade.
E eu não deixo a minha de lado para caber nas expectativas dos outros.
Rita Padoin
Escrevo para semear palavras. Se uma delas florescer no coração de alguém, minha missão terá sido cumprida.
So presto contas a minha essencia. Não vou me mutilar para caber em caixas no espaço de ninguém!
Sonia Solange da Silveira
Poetisa do Cerrado
Aquele que me chamou já preparou minha libertação definitiva.
Um confinamento sagrado
Para que minha luz futura não fosse devorada por forças opressoras.
O deserto foi minha escola de soberania.!
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
HOJE AMANHECI SEM
O SOL NA JANELA
ACORDEI MAIS TARDE
DO QUE A MINHA SOLIDÃO..
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
GEMINIANA
Minha escrita conta histórias
Minhas, alheias, múltiplas, universais
Conta "causos" ao acaso,
Sobre vivências, sonhos, lembranças
Fala de otimismo e esperança
De projetos e planos, sonhados, vividos, adiados
Tem um quê de nostalgia
De cheiro de mato, orvalho, terra molhada
Tem areia da praia, marisia e pé no chão
Tem solidão e silêncio
Ruídos de multidão
Muito de realidade e um tantinho de ilusão
De tudo um pouco, junto e misturado
Contos, crônicas, poemas
Em cada linha, em todo verso
Recordações compartilhadas
De viagens, momentos, encontros e desencontros
E uma infinidade de outras coisas mais
Não há uma única definição
Nasce nas noites de insônia
Tece histórias de partidas, jornadas
Caminhos e chegadas
Reminiscências, epifanias, fragmentos
Na sua essência é atemporal
Escrita de geminiana
Sem rima, sem métrica,
Genuína na sua emoção
Mesclando o íntimo ao universal
Renasce a cada dia,
Com os primeiros raios de sol.
VALÉRIA LEÃO
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