Que Saudade dos meus 15 anos
Absorta
Imersa em ti
e alheia de todo o resto,
te vejo passando
por detrás dos meus olhos
Ver-te no verde
Sorver-te nos cachos dele
Absorver-te nas diversas características
[as mais opostas
[e iguais
[daquele outro
Resumir-te,
como que numa troca,
sem nenhuma explicação
SUMIR:
fazer-te desaparecer
te trazendo pra mim
Lembrar teu som,
teu riso,
teu carinho
.
.
.
E ser teu dengo
no extravio dos meus pensamentos
se for pra calar meus lábios que seja com um beijo se for pra me segura que seja pra abraçar por que metade de mim é amor mais a outra metade é justiça se for pra me olhar que seja com amor se for pra me aponta que seja pra me ensinar porque metade de mim é esperança e a outra metade é fé se for pra levar um pavilhão pra guerrear que venha sem tremer por que metade de mim é mulher mais a outra metade é guerreira e posso lhe antecipar eu nasci pra vencer sou pequena sou baixinha sou mulher Brasileira
Apego
E ela segura minha mão como se fosse gesso
E em seguida estala todos os meus dedos
E sorri, com cara de missão cumprida
E me abraça com o braço esquerdo
E me envolve: corpo e coração
E olha como se nada fosse
E encolhe toda do frio
E ameaça me soltar
E eu peço, por
favor, segure
um pouco
mais
Os meus olhos fixos nos teus até parece feitiço escrito no papel.
Os teus olhos lindos que me enche de sorrisos e me deixa sorridente.
Quando a melodia parar de soar em meus ouvidos e o silêncio perdurar por uma noite, na manhã verei o brilho e o nascer do sol e a esperança que tanto necessito .
Quando vier falar comigo traga o que você tem de melhor o que ti é mais preciso e aos meus olhos valioso traga me o teu sorriso
Quando os meus olhos contemplaram os seus algo mudou dentro de mim, não sei bem como, mas, sei que desde aquele dia comecei a me sentir vivo.
Deito ao teu lado
Presto atenção nos traços delicados do teu nariz
Na tua boca vermelha dos meus beijos
E tu abres um sorriso que me vale o dia!
AUTO DE PRECIPÍCIO
Já não sei viver
Sem tua sombra
A recortar-me
Por entre pares de olhos
Meus ouvidos.
E eu te ouço
Curto e estancado
Na letra mínima da canção
Repelida
Pela ausência fria
ou em vastos sentidos.
Eu sei te ouvir
Dormindo
Por entre o sono embaçado
E o despertar irredutível.
Espanta-me a dor em teus olhos
Como quem engole o céu
Por entre lagos e precipícios.
Em pensar que a poesia
Repousa o viço
Tal a sombra de uma árvore
Recompõe o suor dos legítimos.
Justo?
Não.
O amor é um abismo.
Gota de Mundo.
O calor do sol aos poucos desmancha
A gota de mundo pingada em meus cabelos.
E provoca no couro uma nova mancha
Onde não cresce novos pelos.
Que motivos temos para viver,
Se a frieza mata a esperança.
Se os sonhos cultivados tentam se esconder
E de tolice destruímos as marcas da presença.
Dentro de mim cultivo tudo com o mesmo ardor
Mas isso quem vai querer saber?
Morro, mas não mato o amor,
Um dia quem sabe o mundo possa entender.
Aos que dizem que de amor não se morre,
Quero um desafio proclamar,
Certamente suplantam o amor que nas veias corre,
Não sabem a intensa maneira que tenho de amar.
Eu não quero o amor de ninguém, caramba. Não quero da família nem dos meus amigos. Eu só queria o dele. Apenas o amor dele. Eu nem queria ter posse dele. Eu não o prenderia. Eu apenas queria que ele me amasse. Só isso.
Quando eu estou com os meus amigos está tudo bem. Eu rio e me divirto. Mas quando eu estou sozinha, não dá. Na primeira oportunidade eu já me entrego aos espíritos ruins. Quando eu estou só... Talvez o perigo more na solidão. Talvez ela seja mais traiçoeira do que aparenta. Por favor, uma corda e uma cadeira. A árvore fica logo ali. A morte, também. Ela é a solução.
Não me preocupo em querer ser o melhor entre meus convivas.
Isso é uma tolice... Preocupo-me apenas em ser sincero
com Deus, comigo mesmo e com o meu próximo.
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