Quase Morto
O ser humano tem uma facilidade enorme em achar os defeitos alheios, e quase nunca reconhece suas próprias desvirtudes.
Aquilo que você quer e tanto deseja, quase nunca é o que você realmente precisa e pode ser transformado no essencial para alguém.
Quem busca frenéticamente não encontra quase nada.
Quem segue com leveza e consciência encontra tudo.
Maus políticos não brotam do chão, mas nascem, crescem e desencolvem-se do meio de um povo quase sem moral e ética e com caráter duvidoso.
A verdade é quase sempre nublada pelo nosso ponto de vista e opinião, diretamente manipulada pela necessidade de ter razão ou simplesmente substituída pela mentira.
Um belo dia chegamos a conclusão de que quase tudo pelo qual brigamos pouca importância tinha e pelo que deveríamos ter realmente brigado, lutado para transformar, principalmente em nós, ignoramos pela falta de foco.
Não se permita abraçar a TOLERÂNCIA e sentir-se satisfeito, pois ela é um poço quase seco, com apenas um palmo de água, escuro, profundo e que poucos dele escapam. É o refúgio da incompreensão, disfarçando o nojo com um sorriso morno, travestida para agradar. Compreenda, não tolere...
Não ando como o vento
nem possuo em mim raízes
quase sempre sigo em frente
ou contrario diretrizes...
Quase um paraíso, mais cálido que o sol
O seu olhar me contempla, sinto como se tivesse tudo no mundo
Você veio como uma luz de esperança no meio do meu cansaço, no meio do meu mundo quebrado, no meu espaço lotado de
quero somente preserva-lo para sempre em meu coração e te eternizar em minhas memórias
Com tudo o que eu tenho eu vou te amar
O seu coração é como um oceano com um azul cristalino, perfeito e claro
Se eu estiver com você vou para qualquer lugar que te faça bem, que te deixe feliz, que te faça sorrir, que seja seu refúgio, qualquer lugar que você quisesse está
Esqueça da dor e os dias de sofrimento que você tiver
Seu sorriso angelical preenche um jardim de flores que nasceram pra você
Eu vou preencher todo o céu das suas cores preferidas só pra te ver sorrir
Vou preencher a terra com flores só pra ver seus olhos brilhar
Meu paraíso caótico, meu azar constante
"Os que se arriscam e não desistem de caminhar, quase sempre, são os que conseguem alcançar seus objetivos. O universo não conspira em favor de quem tem medo de caminhar, pois quem traça seu caminho jamais se sentirá sozinho: seja porque ele alimenta o seu viver, dando sentido à sua existência neste plano, seja porque a vida torna-se mais leve quando estamos sonhando."
Nos arrependemos de quase tudo, das tentativas e das renúncias. De agir, de pensar em agir, de apenas pensar em pensar em agir. Tudo nos tortura, nos consome, numa dança de incertezas e angústias.
Nossos cérebros são máquinas de tormenta, que refletem sobre o controle e a perda dele. Buscamos dominar o destino, mas percebemos que não controlamos nada, boa parte dos rumos da vida ocorrem a nossa revelia.
A vida dos que nunca existiram é uma honra enigmática e esquecida. Que maravilha nunca ter sido jogado ao vazio, e que bênção não possuir uma consciência. Somos joguetes nas mãos do destino, marionetes em um palco invisível. A única certeza é que não há resposta certa, e que todos os caminhos levam à morte.
Mas abra-se, coração, à descoberta, perca-se na reinvenção. A sabedoria é eterna aprendiz. Cada encontro, um livro novo a ser lido. Cada lágrima, uma lição, não um cicatriz. A vida é um eterno renascer. Recomece quantas vezes for necessário, pois cada renascimento é um ato de coragem, e em cada novo começo reside a oportunidade de novamente se encontrar.
Que a minha existência seja uma canção inacabada, repleta de versos entrelaçados com o divino, encontrando a eternidade em cada momento fugaz. Assim, lanço-me ao infinito, mergulhando no desconhecido, em busca da verdade que se esconde nas entrelinhas, e encontro a paz na aceitação de que nunca saberemos tudo.
Quase tudo em mim é fogo que arde sem se consumir, mas também é luz e calor, que podem iluminar e aquecer. Em frustrações distintas, a velha confiança, silente, não mais me cativa no olhar; minha mente cansada, sem saída a vislumbrar.
Em busca de algo mais, sem se conformar, que tal outro mundo possível sonhar?
Tudo em mim incendeia, uma chama incontrolável, um sonho por um mundo novo, onde o absurdo seja condenável.
Imagino um crime, não de sangue ou de maldade, mas de estupidez e ganância na sociedade, como a busca pelo ter ou por ganhar, esquecendo o mais hábil, o simplesmente ser, simplesmente o que é sábio. Um lugar diverso, onde o viver seja um belo verso. Consegue ter a noção? Do viver pelo viver, como a mais bela canção. Como faz o pássaro que canta, sem saber que encanta, ignorando sua arte pelo simples cantar. A criança que brinca sem saber que inventa, sem saber que é parte, simplesmente pelo brincar.
Com alimentos, palavras, arte e educação não sendo commodities, onde a beleza do simples nos dê suporte. Um lugar onde os sonhos se realizam, onde não há mais fome, nem guerra, nem opressão, onde todos os povos vivem em paz e cooperação, que possam andar nas ruas sem medo de balas ou bombas, como num campo de guerra em ação.
Sem egoísmo ou exploração. As mulheres são livres e respeitadas, sem violência ou discriminação.
A natureza preservada sem poluição ou destruição. Os animais são amigos e companheiros sem crueldade ou extinção. A arte é valorizada e compartilhada, sem preço, censura ou limitação.
Os desesperados seriam, por fim, os esperados. Os perdidos, enfim, seriam resgatados.
Porque eles se desesperaram de tanto esperar, e eles se perderam por tanto buscar. Por este lugar, onde todos têm o direito de sonhar. Onde ninguém é explorado, nem oprimido, nem excluído. Onde a diversidade é celebrada, e a solidariedade é praticada, onde o viver é uma questão sagrada.
Esse é o meu mundo, e o de muitos outros, que sonham com um mundo melhor, mas que não possuem os meios de ação para torná-lo realidade, mas que querem alcançar enfim esse stop da animalidade.
Hoje em dia se lê muito. Tão rápido que é quase absurdo. As palavras voam diante dos olhos, e a mente mal as registra, já está em outro parágrafo, com pressa como se fosse uma corrida, mas a leitura é uma conversa, com a sabedoria contida.
O que é a leitura sem meditação? Apenas uma sucessão de letras, sem sentido ou reflexão. É como saborear um prato sem mastigar, perde-se a essência do que se queria apreciar. É deixar levar pelo vento, sem entender o que se vê.
É preferível ler menos, e se demorar no que se lê. Mergulhar na beleza e na sabedoria que se escondem nas páginas de um livro. Refletir sobre cada linha, desvendar seus mistérios, e, assim, enriquecer o espírito. Refletir sobre a beleza da linguagem e enxergar na página uma paisagem. A pressa nos rouba a capacidade de sentir as emoções da palavra com cumplicidade.
Afinal, onde está a essência da leitura, se não na contemplação da sua altura? Em cada página, em cada verso, é preciso mergulhar na leitura como em um universo.
A pressa é inimiga da contemplação. Não há sabedoria sem pausa. Apenas na calma e na reflexão, é que a verdadeira compreensão se causa.
Que importa se lemos mil livros, se não podemos saborear a beleza de cada palavra? Que importa se acumulamos conhecimento, se não somos capazes de transformá-lo em ação?
A verdadeira sabedoria não está no número de páginas que se leu, mas sim na capacidade de reflexão que em cada palavra floresceu. A beleza da escrita é um convite para um mergulho profundo.
Que possamos, então, desacelerar um pouco, que possamos ler com olhos de poeta, e encontrar na leitura a mais bela meta.
Será que vale a pena correr tanto, se no final não sobra tempo para refletir e saborear?
Eu quero mergulhar nas palavras e deixar que elas me inspirem, pois a verdadeira sabedoria não está em acumular, mas em compreender e internalizar o que aprendemos, de forma que a sabedoria guardada no livro se torne parte da nossa identidade.
Esse quase do que não foi
Esse talvez do que não aconteceu
Nada além de estranhezas
Ainda mais estranho quando
O que te aproxima de mim só me afasta de você.
